UM ESTRANHO NO NINHO: Milos Forman & Jack Nicholson Criaram uma Parábola Imortal Sobre a Liberdade

Um dos raros filmes que ganhou os cinco Oscars principais foi UM ESTRANHO NO NINHO, de Milos Forman. O filme venceu os Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor (milos Forman), Melhor Ator (Jack Nicholson), Melhor Atriz (Louise Fletcher ) e Melhor Roteiro (Bo Goldman e Lawrence Hauben). apenas ACONTECEU NAQUELA NOITE, de Frank Capra e O SILÊNCIO DOS INOCENTES, de Jonathan Demme conseguiram a mesma façanha.

UM ESTRANHO NO NINHO narra a história de um apenado (R.P.McMurphy, monumental criação de Jack Nicholson) que alega insanidade para não preso e cumprir pena em uma instituição para pessoas com problemas mentais. Lá vai conhecer a todo-poderosa Enfermeira Chefe Ratched (Louise Fletcher odiosa e perfeita) que conduz o lugar com mão de ferro.

Desde o início, os dois entram em choque: as ideias anarquistas e libertárias de McMurphy estão longe de se harmonizar com o sistema de supressão de liberdades e agenda estrita que conforta a Enfermeira Ratched.

Há meia dúzia de personagens sensacionais no filme: Chief Bromden, um índio gigante e quase mudo, Martini (Danny de Vito), Turkle (Scatman Crothers) e Billy Bibbit (Brad Dourif). Claro que todos eles se afeiçoam ao novo companheiro contestador e não às regras sufocantes da Enfermeira despótica.

Produzido por Michael Douglas, UM ESTRANHO NO NINHO é mais uma mostra do talento invulgar do cineasta tcheco Milos Forman. Afinal ele dirigiu somente HAIR, O POVO CONTRA LARRY FLINT, AMADEUS (para mim sua segunda obra prima) e RAGTIME, além deste inesquecível UM ESTRANHO NO NINHO.

O roteiro oscarizado de Bo Goldman e Lawrence Hauben utiliza muito bem a instituição de saúde mental para fazer uma metáfora da vida: a permanente e interminável luta entre liberdade e repressão. O filme consegue cenas notáveis, para o que concorrem demais a dupla de protagonistas simplesmente em atuações memoráveis.

Ao escrever sobre o filme, em 1975, o crítico John Ulmer afirmou: “Forman, um diretor tcheco famoso por seu senso de humor satírico, empresta uma simplicidade à história que lhe dá uma vantagem mais nítida. Em vez de usar movimentos de câmera ou efeitos notávies, Forman (que ganhou uma carreira respeitável ao longo dos anos e é responsável por várias obras-primas no cinema) permite que a câmera assuma a perspectiva de outro paciente no hospital. Participamos dos seminários diários, escapamos para uma viagem de barco, fazemos uma festa a noite toda e somos apanhados pela amarga enfermeira Ratched, que testemunha o suicídio de um paciente no final do filme e imediatamente insiste em que todos continuem com suas atividades diárias. rotinas. McMurphy fica indignado com sua ignorância e horários, e suas ações acabam selando seu próprio destino. O filme deve a maior parte de seu sucesso a Nicholson, com uma performance de definição de carreira que nunca foi superada – ele não está apenas interpretando McMurphy, ele é McMurphy. Com a touca de gorro, o jeans desbotado e o tom cínico geral de um homem abandonado pela sociedade, Nicholson interpreta McMurphy na perfeição. Ele foi um dos primeiros personagens anti-heróis da tela grande (seguido um ano depois pelo igualmente icônico Travis Bickle de Robert De Niro em ‘Taxi Driver’). O filme era originalmente um espetáculo teatral nos anos 1960, quando Kirk Douglas fez o papel de McMurphy. Ele planejava retratá-lo em uma adaptação para o cinema, mas o projeto foi adiado por muitos anos. Eventualmente, depois que ele ficou velho demais para interpretar McMurphy, Douglas passou o projeto do filme para seu filho Michael, que, como produtor, desempenhou um papel importante na realização do filme (ele atuou no programa de televisão “As ruas de São Francisco” “até então, mas nunca estrelou grandes produções).”

Filme eterno, UM ESTRANHO NO NINHO deve ser visto e revisto. É uma lição de liberdade.

One of the rare films that won the top five Oscars was ONE FLEW OVER THE CUKOO’S NEST, by Milos Forman. The film won the Oscars for Best Picture, Best Director (Milos Forman), Best Actor (Jack Nicholson), Best Actress (Louise Fletcher) and Best Screenplay (Bo Goldman and Lawrence Hauben). Just IT HAPPENED ONE NIGHT, by Frank Capra and THE SILENCE OF THE LAMBS, by Jonathan Demme achieved the same feat.

ONE FLEW OVER THE CUKOO’S NEST tells the story of a convict (R.P.McMurphy, monumental creation by Jack Nicholson) who alleges insanity for not being arrested and serving time in an institution for people with mental problems. There you will meet the all-powerful Nurse Ratched (Louise Fletcher, odious and perfect) who runs the place with an iron fist.

From the beginning, the two clash: McMurphy’s anarchist and libertarian ideas are far from harmonizing with the system of suppression of liberties and strict agenda that comforts Nurse Ratched.

There are half a dozen sensational characters in the film: Chief Bromden (Will Sampson), a giant and almost mute Indian, Martini (Danny de Vito), Turkle (Scatman Crothers) and Billy Bibbit (Brad Dourif). Of course, they are all attached to the new contesting fellow and not to the suffocating rules of the despotic Nurse.

Produced by Michael Douglas, ONE FLEW OVER THE CUKOO’S NEST is another example of the unusual talent of Czech filmmaker Milos Forman. After all, he directed only HAIR, THE PEOPLE VS. LARRY FLINT, AMADEUS (for me his second masterpiece) and RAGTIME, besides this unforgettable ONE FLEW OVER THE CUKOO’S NEST.

The oscarized script by Bo Goldman and Lawrence Hauben uses the mental health institution very well to make a metaphor of life: the permanent and endless struggle between freedom and repression. The film achieves remarkable scenes, for which the duo of protagonists compete too simply in memorable performances.

When writing about the film in 1975, critic John Ulmer stated: “Forman, a Czech director infamous for his satirical sense of humor, lends a simplicity to the story that gives it a sharper edge. Instead of using artsy camera shots or influential effects, Forman (who has gained a reputable career over the years and is responsible for a number of motion picture masterpieces) lets the camera take on the perspective of another patient in the hospital. We attend the daily seminars, escape for a boat trip, have an all-night party and get caught by the bitter Nurse Ratched, who witnesses the suicide of a patient towards the end of the movie and immediately insists that everyone continue on with their daily routines. McMurphy is outraged by her ignorance and schedules, and his proceeding actions eventually seal his own fate. The film owes most of its success to Nicholson with a career-defining performance that has never been surpassed – he isn’t just playing McMurphy, he is McMurphy. With the beanie cap and the faded jeans and the general cynical edge of a man abandoned by society, Nicholson portrays McMurphy flawlessly. He was one of the big screen’s first anti-heroe characters (followed a year later by Robert De Niro’s equally iconic Travis Bickle in ‘Taxi Driver’). The film was originally a stage show in the 1960s, when Kirk Douglas played the role of McMurphy. He had planned on portraying him in a big screen adaptation, but the project was delayed for many years. Eventually, after he grew too old to play McMurphy, Douglas passed the film project to his son, Michael, who, as producer, played a major role in getting the film made (he had starred in the television show “The Streets of San Francisco” by then, but had never starred in any major productions).”

Eternal film, ONE FLEW OVER THE CUKOO’S NEST must be seen and reviewed many times. It is a lesson about freedom.

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