ROBERTO ROSSELLINNI: Um Mestre do Cinema Nascido em 8 de Maio

Roberto Rossellinni nasceu em 08 de maio de 1906, em Roma. É considerado um dos pais do neo-realismo cinematográfico italiano, ao lado de Luchino Visconti e Vittorio de Sicca (que trio!)

O Neorrealismo italiano foi um movimento cinematográfico que despontou nos anos 1940, caracterizado por histórias sobre a classe trabalhadora, filmadas com pouquíssimos recursos. A maioria tratava de temas como as dificuldades econômicas e sociais na Itália pós-Segunda Guerra Mundial. Os filmes buscavam representar a mudança de mentalidade dos italianos e suas condições de vida, retratando o desespero, a opressão e a desigualdade que eles enfrentavam. Nesse contexto, um grupo de cineastas resolveu ir às ruas, em locações reais, usando iluminação natural e o mínimo de equipamentos, frequentemente com atores não profissionais, para capturar as histórias da população mais humilde.

Entre os filmes dirigidos por Roberto Rossellinni estão obras primas como ROMA – CIDADE ABERTA, PAISÁ, STROMBOLI, NÓS – AS MULHERES, ONDE ESTÁ A LIBERDADE, DE CRÁPULA A HERÓI e JOANNA D’ARC. Rossellinni ganhou uma Pala de Ouro em Cannes, em 1946, por ROMA, CTTÀ APERTA.

Seu romance com a atriz sueca Ingrid Bergman é uma das histórias mais fascinantes do cinema. Segundo o site cinemaclassico.com, “Após assistir ao filme “Roma, Cidade Aberta” de Roberto RosselliniIngrid Bergman, na época casada com Petter Aron Lindström, ficou extasiada com o filme. Diante disso, escreveu uma carta para o diretor: “Caro senhor Rossellini, vi seus filmes “Roma: cidade aberta” e “Paisá” e gostei muito deles. Se precisar de uma atriz sueca que fale inglês muito bem, não esqueceu o alemão, ainda não é muito inteligível em francês e de italiano só sabe ti amo, estou pronta para fazer um filme com o senhor”. Educado, mas sem saber quem era Ingrid, Roberto lhe respondeu carinhosamente, e lhe chamou para um teste para “Stromboli. Logo Ingrid partiria para a Itália, sem saber que isso mudaria completamente os rumos de sua vida. Lá chegando, ao se conhecerem, os dois se apaixonaram imediatamente e iniciaram um romance. Ela logo engravidou, e o escândalo se tornou inevitável, pois além dela, ele também era casado. Quando o filme estreou, Roberto, o primeiro filho do casal, nascia. Pouco tempo depois Ingrid se divorciou de seu primeiro marido, casando-se com Rossellini no México. Hollywood não deixaria isso barato. A Legião de Decência dos Estados Unidos boicotou o nome de Ingrid após o acontecido e os exibidores retiraram todos os seus filmes de cartaz. Ela era vista como um mal exemplo de comportamento e como uma pecadora. Foi massacrada pela crítica americana, pela imprensa e chamada de vagabunda. Após o divórcio, foi proibida de ver sua filha mais velha, Pia, que tinha 10 anos. Foi um período difícil na vida de Ingrid, que passou um ano até rever a filha. Em 1952 ela teve mais duas filhas com Rossellini, as gêmeas Isabella e Ingrid. Foram 7 anos vividos na Itália, atuando em filmes de Rossellini e Jean Renoir. O casamento teve fim quando durante as filmagens do documentário “Índia: Matri Bhumi” Rosselini se encantou pela indiana Sonali Senroy DasGupta. Em 1957 o casal se divorciou e Ingrid retornou aos Estados Unidos. Tinha medo, mas tinha que retornar. Como seria recebida? Seu retorno foi triunfal, o público parecia desconhecer o acontecido. No cinema, ela retornou com o filme Anastacia, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz. Um tapa na cara dos recalcados. Segundo o documentário “Eu sou Ingrid”, quem não teve tanta sorte foram seus filhos, que a partir de então passaram a ser cuidados por uma babá em tempo integral, já que os pais estavam constantemente viajando com seus trabalhos.”

Entre os filhos do casal, está Isabella Rossellinni, excelente atriz e musa de David Lynch, que atuou no excepcional VELUDO AZUL.

Roberto Rossellinni, o neo-realismo italiano e sua arte nos deram alguns dos filmes mais influenciadores de todos os tempos. Aqueles cineastas italianos revolucionaram a forma de fazer filmes.

Roberto Rossellinni was born on May 8, 1906, in Rome. He is considered one of the fathers of Italian cinematographic neo-realism, alongside Luchino Visconti and Vittorio de Sicca (what a trio!)

Italian Neorealism was a cinematographic movement that emerged in the 1940s, characterized by stories about the working class, filmed with very few resources. Most dealt with topics such as economic and social difficulties in post-World War II Italy. The films sought to represent the changing mentality of Italians and their living conditions, portraying the despair, oppression and inequality they faced. In this context, a group of filmmakers decided to take to the streets, in real locations, using natural lighting and minimal equipment, often with non-professional actors, to capture the stories of the most humble population.

Among the films directed by Roberto Rossellinni are masterpieces such as ROMA – OPEN CITY, PAISÁ, STROMBOLI, SIAMO DONNE, DOVÉ È LA LIBERTA? , IL GENERALE DELLA ROVERE and JOANNA D’ARC. Rossellinni won a Palma de Ouro in Cannes, in 1946, for ROME, CTTÀ APERTA.

His romance with Swedish actress Ingrid Bergman is one of the most fascinating stories in cinema. According to the website cinemaclassico.com, “After watching the film” Rome, Open City “by Roberto Rossellinni, Ingrid Bergamn, in the married season with Petter Aron Lindström, she was ecstatic with the film, so she wrote a letter to the director: “Dear Mr. Rossellini, I saw your films“ Rome: open city ”and“ Paisá ”and I really liked them. a Swedish actress who speaks English very well, she has not forgotten German, she is not yet very intelligible in French and Italian, she only knows ti amo, I am ready to make a film with you ”. Polite, but not knowing who it was Ingrid, Roberto answered him lovingly, and asked him to audition for “ Stromboli . Soon Ingrid would leave for Italy, without knowing q This would completely change the direction of your life. Arriving there, when they met, the two fell in love immediately and started a romance. She soon became pregnant, and the scandal became inevitable, because besides her, he was also married. When the film opened, Roberto, the couple’s first child, was born. Shortly thereafter Ingrid divorced her first husband, marrying Rossellini in Mexico. Hollywood wouldn’t make it cheap. The United States Legion of Decency boycotted Ingrid’s name after the event and the exhibitors withdrew all of their films from the poster. She was seen as a bad example of behavior and as a sinner. She was slaughtered by American critics, the press and called a slut. After the divorce, she was forbidden to see her oldest daughter, Pia, who was 10 years old. It was a difficult period in the life of Ingrid, who spent a year before seeing her daughter again. In 1952 she had two more daughters with Rossellini, the twins Isabella and Ingrid. He lived in Italy for 7 years, working in films by Rossellini and Jean Renoir. The marriage ended when during the filming of the documentary “India: Matri Bhumi” Rosselini was enchanted by the Indian Sonali Senroy DasGupta. In 1957 the couple divorced and Ingrid returned to the United States. I was afraid, but I had to return. How would it be received? His return was triumphant, the public seemed unaware of what had happened. At the cinema, she returned with the film Anastacia, which won her the Oscar for Best Actress. A slap in the face of the repressed. According to the documentary “I am Ingrid”, those who were not so lucky were her children, who from then on have been taken care of by a full-time nanny, since their parents were constantly traveling with their jobs. “

Among the couple’s children is Isabella Rossellinni, an excellent actress and muse of David Lynch, who acted in the exceptional BLUE VELVET.

Roberto Rossellinni, Italian neo-realism master and its art have given us some of the most influential films of all time. Those Italian filmmakers revolutionized the way of making films.

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