KILL BILL: E a Espada Era uma Hatori Hanzo Legítima

Quentin Tarantino é reconhecidamente um cineasta de fãs apaixonados e de pessoas que odeiam seus filmes. Como ele é um cinéfilo inveterado, seus filmes são recheados de citações, homenagens, recriações de cenas famosas, paródias e cenas extraídas de seus gêneros favoritos, o spaghetti western e os filmes orientais de samurais.

KILL BILL (1 e 2) é um de seus filmes mais cultuados pelos fãs de Tarantino por uma quantidade incrível de razões. A primeira, sem dúvida é o trabalho de Uma Thurmann com Beatrix Kiddo (a Noiva), a jovem assassina que sai em vingança contra a turma de Bill: Vernita Green (Copperhead), vivida pela atriz Vivica A. Fox, O-Ren Ishii (Cottonmouth) da atriz Lucy Liu, Elle Driver (California Mountain Snake), feita por Daryl Hannah e Budd (Sidewinder) do ator Michael Madsen. Além do próprio Bill (Snake Charmer), criação memorável de Dabid Carradine (o eterno Kung Fu). Que lista de nomes e codinomes maravilhosa. Coisa de gênio.

Esta turma de assassinos foi impedir o casamento de Kiddo, promovendo um massacre em uma igreja mexicana que deixou a noiva à morte e com a certeza de que a filha que esperava tinha morrido. A vingança contra aqueles que mataram seu marido e filha somente poderia ser avassaladora.

O filme utiliza todas as técnicas de filmagem possíveis: há cenas coloridas e cenas em preto e branco; há desenhos animados; há flashbacks em profusão; há cenas entremeadas na narrativa para contar a história dos personagens; há cenas somente com sombras. Tarantino lançou mão de todo seu arsenal para contar esta história de vingança que tem exatamente 4h08min, divididos em dois filmes igualmente maravilhosos.

Além dos personagens já citados, há pelo menos dois outros que devem ser mencionados; Hatori Hanzo (o lendário fabricante da espada de Kiddo), vivido pelo ator japonês Chin’Ichi Chiba e Pai Mei (o professor de artes marciais de Kiddo) feito magnificamente pelo ator chinês Chia-Hui Liu. as cenas de interação de Kiddo com Pai Mei e com Hatori Hanzo são nada menos que antológicas.

A exacerbação da violência – que Tarantino adora – neste filme atinge o paroxismo, principalmente na cena de luta de Kiddo contra os Crazy 88 (embora eles não fossem realmente 88, como foi dito na melhor piada do filme). Mas é uma violência tão estilizada que dificilmente choca quem é habitué de Tarantino.

KILL BILL tem de tudo: é violento, é uma história de amor, é cômico, é dramático. É um western. Mas também é um filme de kung fu. É visualmente deslumbrante, mas tem cenas difíceis de se ver. Em resumo, é um Tarantino perfeito. Na minha opinião, disputa taco a taco com PULP FICTION o posto de melhor filme de Quentin Tarantino.

Justificadamente, KILL BILL já ganhou o status de cult movie. Tem fãs ardorosos em todo o mundo. Merecidamente. É um filme excelente.

Quentin Tarantino is admittedly a filmmaker with passionate fans and people who hate his films. As he is an avid movie buff, his films are filled with quotes, tributes, recreations of famous scenes, parodies and scenes extracted from his favorite genres, western spaghetti and oriental samurai films.

KILL BILL (1 and 2) is one of his most cherished films by Tarantino fans for an incredible amount of reasons. The first, without a doubt, is Uma Thurmann‘s work with Beatrix Kiddo (the Bride), the young murderer who takes revenge against Bill’s class: Vernita Green (Copperhead), played by actress Vivica A. Fox, O-Ren Ishii (Cottonmouth) by actress Lucy Liu, Elle Driver (California Mountain Snake), made by Daryl Hannah and Budd (Sidewinder) by actor Michael Madsen. In addition to Bill himself (Snake Charmer), a memorable creation by David Carradine (the eternal Kung Fu). What a bunch of names and nicknames. Fantastic!

This gang of assassins went to prevent Kiddo’s marriage, promoting a massacre in a Mexican church that left the bride to death and with the certainty that the daughter she was expecting had died. Revenge against those who killed her husband and daughter could only be overwhelming.

The film uses all possible shooting techniques: there are colored scenes and scenes in black and white; there are cartoons; flashbacks abound; there are scenes interspersed in the narrative to tell the story of the characters; there are scenes with only shadows. Tarantino made use of his entire arsenal to tell this story of revenge that has exactly 4h08min, divided into two equally wonderful films.

In addition to the characters already mentioned, there are at least two others that must be mentioned; Hatori Hanzo (Kiddo‘s legendary sword maker), played by Japanese actor Chin’Ichi Chiba and Pai Mei (Kiddo’s martial arts teacher) made magnificently by Chinese actor Chia-Hui Liu. Kiddo’s interaction scenes with Pai Mei and Hatori Hanzo are nothing short of anthological.

The exacerbation of violence – which Tarantino loves – in this film reaches paroxysm, especially in Kiddo’s fight scene against Crazy 88 (although they weren’t really 88, as was said in the best joke in the film). But it is such a stylized violence that it hardly shocks those who are used to Tarantino.

KILL BILL has it all: it’s violent, it’s a love story, it’s comical, it’s dramatic. It’s a western. But it is also a kung fu film. It is visually stunning, but it has scenes that are difficult to see. In short, it is a perfect Tarantino. In my opinion, KILL BILL compete with PULP FICTION for the title of best film by Quentin Tarantino.

KILL BILL has justifiably earned cult movie status. It has ardent fans all over the world. Deservedly. It is an excellent film.

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