SEBERG CONTRA TODOS: A Triste História de uma Atriz

SEBERG CONTRA TODOS, filme dirigido pelo cineasta australiano Benedict Andrews (do intrigante filme UNA, com Rooney Mara) narra alguns anos da vida da atriz americana Jean Seberg, musa da Nouvelle Vague francesa (ACOSSADO, de Jean Luc Godard), engajada em lutas políticas que lhe renderam uma perseguição do FBI e o ostracismo em Hollywood. O AMAZON PRIME disponibilizou o filme nesta semana.

É, sem dúvida, o melhor trabalho da atriz Kristin Stewart, uma californiana de 30 anos, que surgiu para o cinema na trilogia CREPÚSCULO, mas que já se destacou em filmes autorais como CAFÉ SOCIETY, de Woody Allen, NA ESTRADA, de Walter Salles e THE RUNAWAYS, de Flora Sigismundi.

Encarnando a atriz Jean Seberg e suas tumultuadas vida e carreira, precocemente encerradas aos 40 anos, em um aparente suicídio, Stewart faz um trabalho complexo, profundo, emotivo e cheio de nuances e desprendimento.

Ivan Attal, Gabriel Sky, Jack O’Connell, Vince Vaughn, Margareth Qualey, Colm Meaney e Anthony Mackey (OS VINGADORES) fazem um cast excelente para compor as pessoas da vida da atriz.

Achei que faltou o filme apresentar mais cenas da vida cinematográfica de Jean Seberg. À exceção de uma cena de SANTA JOANA, de Otto Preminger e algumas menções ao filme AEROPORTO, seus filmes estão fora da tela na cinebiografia. Acho impossível se fazer uma biografia de Jean Seberg sem mostrar ACOSSADO, o filme que a eternizou.

De qualquer sorte, SEBERG anda muito bem na denúncia da perseguição que a atriz sofreu de parte do FBI. O assédio moral e emocional sofrido, com certeza tiveram muito a ver com a derrocada de sua carreira e sua morte precoce. Igualmente o filme toca no tema das colunas de fofocas de jornais e revistas (no caso a NEWSWEEK) e os danos que causaram à atriz.

Jean Seberg é um ícone do cinema e da Nouvelle Vague, um dos movimentos mais importantes da história do cinema. François Truffaut, certa vez disse que ela era a melhor atriz da época. Somente isto já faz com que uma cinebiografia sua seja obrigatória para qualquer cinéfilo. Especialmente quem não esquece aquela loirinha Patricia Franchini que vendia o New York Herald Tribune, em Paris, flertando com Jean Paul Belmondo em ACOSSADO.

SEBERG, a film directed by Australian filmmaker Benedict Andrews (from the intriguing film UNA, with Rooney Mara) narrates some years of the life of American actress Jean Seberg, muse of the French Nouvelle Vague (A BOUT DE SOUFFLE, by Jean Luc Godard), engaged in political struggles that yielded an FBI chase and ostracism in Hollywood.

It is undoubtedly the best work of actress Kristin Stewart, a 30-year-old Californian, who appeared for the cinema in the TWILIGHT trilogy, but who has already excelled in author films such as CAFÉ SOCIETY, by Woody Allen, ON THE ROAD, by Walter Salles and THE RUNAWAYS, by Flora Sigismundi.

Embodying actress Jean Seberg and her tumultuous life and career, precociously ended at 40, in an apparent suicide, Stewart does a complex, deep, emotional and nuanced and detached job.

Ivan Attal, Gabriel Sky, Jack O’Connell, Vince Vaughn, Margareth Qualey, Colm Meaney and Anthony Mackey (AVENGERS) make an excellent cast to compose the people in the life of the actress.

I thought the film lacked more scenes from Jean Seberg’s cinematic life. With the exception of a scene by SAINT JOAN, by Otto Preminger and some references to the film AIRPORT, her films are off the screen in the biopic. I find it impossible to make a biography of Jean Seberg without showing A BOUT DE SOUFFLE, the film that eternalized her.

Anyway, SEBERG is doing very well in denouncing the persecution that the actress suffered from the FBI. The moral and emotional harassment suffered, certainly had a lot to do with the collapse of her career and her early death. The film also touches on the theme of newspaper and magazine gossip columns (in this case NEWSWEEK) and the damage they have caused to the actress.

Jean Seberg is an icon of cinema and the Nouvelle Vague, one of the most important movements in the history of cinema. François Truffaut once said that she was the best actress of that time. This alone makes a biopic of Seberg mandatory for any film buff. Especially who does not forget that blonde Patricia Franchini who sold the New York Herald Tribune in Paris, flirting with Jean Paul Belmondo in A BOUT DE SOUFFLE.

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