MISTÉRIO NO GORKY PARK: Frio, Muito Frio na Estreia do Policial Arkady Renko

O escritor americano Martin Cruz Smith, nascido na Pennsylvania e hoje com 77 anos vendeu milhões de livros no mundo inteiro, sendo seu personagem mais famoso o detetive Arkady Renko, um russo filho de um militar stalinista que optou pela carreira policial. O personagem aparece em nove livros de Smith, sendo o primeiro GORKY PARK o único que chegou às telas até hoje.

Em 1983, o cineasta inglês Michael Apted adaptou para o cinema a novela mais famosa de Apted, GORKY PARK, com William Hurt no papel de Arkady Renko, a polonesa Joana Pacula (ex-namorada de Roman Polanski, sem fazer filmes desde 2004), o icônico ator de westerns e filmes de guerra lee Marvin e Brian Dennehy.

O filme, por todas as razões é gelado. Nas ambientações (especialmente as cenas externas na neve em Helsinki, Finlândia), nas relações entre personagens (especialmente a ardente paixão que surge entre Arkady Renko e Irina longe de comover o espectador) e na própria condução da intrincada e riquíssima intriga policial que o protagonista tenta desvendar.

Quem matou as três pessoas encontradas com o rosto desfigurado e congeladas no Gorky Park, em Moscou? A história de Cruz Smith é sensacional e tem desdobramentos de espionagem, intriga política, Glassnost, inveja, paixão, violência, tiroteios, perseguições e questões ambientais, um thriller primoroso.

Acho que uma falha do filme é deixar muito claro, desde sua primeira aparição quem é o vilão. Isto cria um anticlímax para a solução final tirando o impacto da revelação.

A lendária crítica de cinema do THE NEW YORK TIMES, Janet Masslin, criticou a escolha de William Hurt para viver Renko (um russo típico), mas elogiou bastante o filme: “Embora ” Gorky Park ” pareça ficar mais emaranhado à medida que avança, ele permanece um thriller tenso e inteligente, com a direção de Apted estabelecendo sua intensidade imediatamente e sustentando-a bem. A cinematografia de Ralf G. Bode e a trilha sonora de James Horner contribuem bastante para estabelecer um clima assustadoramente sombrio, e os atores coadjuvantes, especialmente Brian Dennehy e Ian Bannen, são excelentes. Como ocorre somente nos filmes de espionagem mais formulados o filme parece comum ou o Sr. Hurt parece estar operando rotineiramente. No final do filme, ele declara inexpressivamente ” Olhe para mim, o que você vê? Um russo – eu nunca poderia ser outra coisa. ”“ Embora não haja muito o que fazer com a frase, seu Renko faz com que pareça ainda mais falso do que antes.”

Embora seja um filme com muitas coisas interessantes, MISTÉRIO NO GORKY PARK poderia ser bem melhor do que foi. Arkady Renko merecia estreia melhor no cinema.

American writer Martin Cruz Smith, born in Pennsylvania and now 77 years old, has sold millions of books worldwide; his most famous character is detective Arkady Renko, a Russian detective, son of a Stalinist military who opted for a police career. The character appears in nine books by Smith, the first GORKY PARK being the only one that has made it to the screen today.

In 1983, English filmmaker Michael Apted adapted Apted’s most famous book, GORKY PARK, with William Hurt as Arkady Renko, Polish actress Joana Pacula (ex-girlfriend of Roman Polanski, without making films since 2004), the iconic western and war film actor Lee Marvin and Brian Dennehy.

The film, for all reasons, is cold. In the settings (especially the outdoor snow scenes in Helsinki, Finland), in the relationships between characters (especially the burning passion that arises between Arkady Renko and Irina far from moving the viewer) and in the very conduct of the intricate and very rich police intrigue that the protagonist tries to unravel.

Who killed the three people found with disfigured faces and frozen in Gorky Park in Moscow? Cruz Smith’s story is sensational and has unfolding spies, political intrigue, Glassnost, envy, passion, violence, shootings, persecutions and environmental issues, an exquisite thriller.

I think a big flaw in the film is to make it very clear, since its first appearance, who the villain is. This creates an anticlimax for the final solution taking the impact of the revelation off.

The legendary THE NEW YORK TIMES film critic, Janet Masslin, criticized William Hurt’s choice to live Renko (a typical Russian), but highly praised the film: “Although ”Gorky Park” seems to grow more tangled and affectless as it progresses, it remains a taut, clever thriller throughout, with Mr. Apted’s direction establishing its intensity immediately and sustaining it well. Ralf G. Bode’s cinematography and James Horner’s score go a long way toward setting a hauntingly bleak mood, and the supporting players, particularly Brian Dennehy and Ian Bannen, are excellent. Only in its most formulaic spy-movie flourishes does the film seem ordinary, or does Mr. Hurt seem to be operating by rote. At the end of the film, he blankly declares ”Look at me, what do you see? A Russian – I could never be anything else.” Though there’s not much to be done with the line anyway, his Renko makes it sound even more disingenuous than it had to.”

Although it is a film with many interesting things, GORKY PARK could be much better than it was. Arkady Renko deserved a better film debut.

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