O TREM: Filme de Guerra Ótimo com Questões Filosóficas Maiores e Muita Emoção

O diretor americano John Frankenheimer tem vários filmes famosos em seu currículo, como SETE DIAS EM MAIO, SOB O DOMÍNIO DO MAL, GRAND PRIX e O HOMEM DE ALCATRAZ. Um de seus melhores trabalhos (embora haja notícias de que foi compartilhado com Arthur Penn) é no filme de guerra O TREM, estrelado por Burt Lancaster, Jeanne Moreau, Paul Scofield e Michel Simon (um excepcional Papa Boule).

O TREM conta a história do transporte via férrea de um extraordinário acervo de quadros roubados pelos nazista em Paris (Cezanne, Monet, Gauguin, Picasso, Renoir) para Berlim, bem no momento em que os aliados estavam por retomar a Cidade Luz. Cabe aos heróis da Resistência, impedir a qualquer custo o transporte das obras de arte, dando tempo para a chegada das tropas aliadas.

O dilema entre sobreviver já no final de uma guerra sangrenta, impedir o roubo dos tesouros nacionais e não danificar os quadros compõe um quadro multifacetado, dramático, emocionante e cheio de nuances.

O protagonista é o chefe da estação férrea Paul Labiche, mais um extraordinário trabalho do ator Burt Lancaster (Oscar de Melhor Ator por ENTRE DEUS E O PECADO), marcado na história por filmes memoráveis como A UM PASSO DA ETERNIDADE, VERA CRUZ, SEM LEI E SEM ALMA (GUNFIGHT AT O.K. CORRAL), OS PROFISSIONAIS, IL GATTOPARDO e muitos outros.

Com ele estão a musa Jeanne Moreau (JULES ET JIM) e um excepcional Paul Scofield (Oscar de Melhor Ator por O HOMEM QUE NÃO VENDEU SUA ALMA), como o Coronel Nazista Franz von Waldheim que idealiza e executa o roubo das obras de arte.

Recheado de questões existenciais e filosóficas brilhantes (a honra nacional, o peso da arte, medo vs. coragem), O TREM é um filme de guerra exemplar. Tem todos os elementos clássicos do gênero em uma história criativa, diferente e empolgante.

O filme, baseado no livro “LE FRONT DE L’ART”, da escritora francesa Rose Walland, teve uma merecida indicação ao Oscar de Melhor Roteiro, escrito por Franklin Coen e Frank Davis.

Frankenheimer fez um trabalho ótimo. Seu filme é excelente de se ver ou rever. Para quem gosta de filmes de guerra, então, é imperdível.

American director John Frankenheimer has several famous films under his belt, such as SEVEN DAYS IN MAY, THE MANDCHURIAN CANDIDATE, GRAND PRIX, THE MAN FROM ALCATRAZ. One of his best works (although there is rumors that it was shared with Arthur Penn) is in the war movie THE TRAIN, starring Burt Lancaster, Jeanne Moreau, Paul Scofield and Michel Simon (an exceptional Pape Boule).

THE TRAIN tells the story of the railroad transport of an extraordinary collection of paintings stolen by the Nazis in Paris (Cezanne, Monet, Gauguin, Picasso, Renoir) to Berlin, just as the allies were about to retake the City of Light. Heroes of the Resistance, prevent the transportation of works of art at any cost, giving time for the arrival of allied troops.

The dilemma between surviving at the end of a bloody war, preventing the theft of national treasures and not damaging the paintings composes a multifaceted, dramatic, exciting and nuanced picture.

The protagonist is the head of the railway station Paul Labiche, another extraordinary work by actor Burt Lancaster (Oscar for Best Actor for ELMER GANTRY), marked in history by memorable films such as FROM HERE TO ETERNITY, VERA CRUZ, GUNFIGHT AT OK CORRAL, THE PROFESSIONALS, IL GATTOPARDO and many others.

With him are muse Jeanne Moreau (JULES ET JIM) and an exceptional Paul Scofield (Oscar for Best Actor for A MAN FOR ALL SEASONS), as the Nazi Colonel Franz von Waldheim who idealizes and executes the theft of works of art.

Filled with brilliant existential and philosophical issues (national honor, the weight of art, fear vs. courage), THE TRAIN is an exemplary war film. It has all the classic elements of the genre in a creative, different and exciting story.

The film, based on the book “LE FRONT DE L’ART“, by French writer Rose Walland, received a well-deserved Oscar nomination for Best Screenplay, written by Franklin Coen and Frank Davis.

Frankenheimer did a great job. His film is excellent to watch or review. For those who like war movies, then, it is a must.

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