LOVE IS BLIND: Imagens Belíssimas em Filme com Argumento Ótimo

A roteirista americana Jennifer Schuur se notabilizou pelos roteiros que escreveu para a HBO, em séries como BIG LOVE e UNBELIEVABLE. Em LOVE BLIND, ela criou uma história altamente interessante sobre uma mulher que vive com o pai e a mãe, mas não enxerga a mãe, num misto de bloqueio emocional, trauma de infância (a mãe a abandonou) e problema óptico. Está disponível na Apple TV+ e no Cinema Virtual.

O desenvolvimento da história é brilhante em deixar o espectador em dúvida sobre se a mãe está mesmo lá, ou o pai é que tem uma visão ficcional da presença da esposa. Assim, todas as cenas em que há diálogos com a mãe são ambíguas, podendo as frases serem apenas palavras solitárias ou dirigidas a outra pessoa.

O elenco de LOVE IS BLIND é ótimo: Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller), mesmo envelhecido, segue ótimo como Murray Kraft, um doente de Alzheimer que tenta reestabelecer a visão de sua filha. Chloe Sevigny, ótima atriz faz a mãe Carolyn Kraft. Mas a atração central é a protagonista: a jovem (e linda) atriz inglesa de teatro e cinema Shannon Tarbet, vista em KILLING EVE e RELLIK. Aqui ela faz uma Bess Kraft cheia de nuances, ambiguidades, problemas e paixões, uma personagem rica e fascinante. Ainda aparecem os atores Aidan Turner e Benjamin Walker, ambos ótimos nos papeis, respectivamente, de um demolidor solitário e de um psiquiatra muito pouco ortodoxo que tenta curar a “cegueira emociona”de Bess.

Os diretores Monty Whitebloom e Andy Delaney criam imagens de uma beleza extasiante, usando e abusando de giros de câmera, alucinações dos personagens, cenas em preto e branco, efeitos visuais e outras trucagens. Há inúmeras cenas que lembram anúncios comerciais, tamanha a beleza das cenas mostradas. Na casa de Bess há um pavão branco, que proporciona imagens simplesmente arrebatadoras.

Igualmente há diálogos belíssimos, como este entre Bess e o terapêuta: Bess: Eu gosto quando você me chama de Elizabeth. Isto faz com que eu me sinta como alguém que eu não sou. Smithson: O que você quer dizer? Você não pode ser alguém que você não é.; Bess: Agora você me diz isto?

LOVE IS BLIND é um filme plasticamente belíssimo, intelectualmente instigante e suficientemente bem feito para despertar grande interesse no espectador. Merece ser visto.

American screenwriter Jennifer Schuur was notable for the scripts she wrote for HBO, in series like BIG LOVE and UNBELIEVABLE. In LOVE IS BLIND, she created a highly interesting story about a woman who lives with her father and mother, but does not see her mother, in a mix of emotional block, childhood trauma (the mother abandoned her) and an optical problem. It is available on Apple TV + and Virtual Cinema.

The development of the story is brilliant in leaving the viewer in doubt as to whether the mother is really there, or the father who has a fictional vision of the wife’s presence. Thus, all the scenes in which there are dialogues with the mother are ambiguous, and the sentences may be just solitary words or addressed to someone else.

The cast of LOVE IS BLIND is great: Matthew Broderick (the eternal Ferris Bueller), even aged, remains great as Murray Kraft, an Alzheimer’s patient who tries to re-establish his daughter’s vision. Chloe Sevigny, great actress plays mother Carolyn Kraft. But the central attraction is the protagonist: the young (and beautiful) English theater and cinema actress Shannon Tarbet, seen in KILLING EVE and RELLIK. Here she makes a Bess Kraft full of nuances, ambiguities, problems and passions, a rich and fascinating character. Actors Aidan Turner and Benjamin Walker still appear, both great in the roles, respectively, of a lone destroyer worker and a very unorthodox psychiatrist who tries to cure Bess’s “emotional blindness”.

Directors Monty Whitebloom and Andy Delaney create images of ecstatic beauty, using and abusing camera movements, character hallucinations, black and white scenes, visual effects and other tricks. There are countless scenes that resemble commercial advertisements, such is the beauty of the scenes shown. At Bess’s house there is a white peacock, which provides simply breathtaking images.

There are also beautiful dialogues, like this between Bess and the therapist: Bess: I like it when you call me Elizabeth. It makes me feel like someone I am not. Smithson: What do you mean? You cannot be someone you are not; Bess: Now will you tell me?

LOVE IS BLIND is a plastically beautiful film, intellectually compelling and well done enough to arouse great interest in the viewer. It deserves to be seen.

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