PECADOS MORTAIS: Um Padre e uma Jornalista Atrás das Verdades Incômodas de um Crime

O filme canadense PECADOS MORTAIS (dois títulos em inglês, o que quase sempre é um mau sinal: THE GOOD SHEPHERD e THE CONFESSOR é mais um drama em que o ator novaiorquino Christian Slater faz o papel de padre. Em uma rápida busca em sua filmografia achei quatro filmes (O NOME DA ROSA, ACIMA DA LEI, O CAMINHO DO MAL e este PECADOS MORTAIS). Impressionante.

PECADOS MORTAIS conta a história de um jovem padre que, por seu talento comercial, é escolhido pela Igreja Católica para se dedicar à arrecadação de doações e patrocínios. Ele tem pouca atividade efetiva como padre e muito mais como executivo de finanças. Mas sua vida dá uma guinada quando um ex-colega de seminário é acusado de assassinar um jovem homossexual que frequentava o abrigo de uma paróquia e expressamente requer que o Padre Daniel Clemens seja seu confessor. O controvertido crime (que coloca a Igreja em um foco indesejado) provoca polêmica na comunidade, especialmente pela cobertura jornalística inquisitória feita por Madeline Finney, uma repórter de TV (a sempre ótima Molly Parker) que outrora foi namorada de Clemens.

O foco principal do filme é a política clerical nas altas esferas da Arquidiocese interessada em “abafar” e encerrar o caso sem maiores perguntas, principalmente pelos laços do morto com um grupo católico gay chamado “Equality”, rejeitado pela Igreja, mormente nestes tempos de acusações de pedofilia a religiosos.

Inconformado com a conclusão do caso o Padre Clemens vai por em risco sua posição confortável (o Cadillac, os cartões de crédito e o Rolex de ouro) para ir atrás da verdade junto com sua ex, custe o que custar.

Christian Slater é um ator do patamar médio. Fez alguns bons filmes em que teve papeis interessantes (ROBIN HOOD, BOBBY e AMOR À QUEIMA ROUPA). Tem um prêmio importante (um Globo de Ouro por MR. ROBOT). Mas para quem já fez 128 filmes, parece pouco. O filme ainda tem Stephen Rea, como o advogado da Igreja.

PECADOS MORTAIS aborda temas importantes e incômodos. Dá para entender porque o diretor espanhol Lewin Webb, produtor da série EXPANSE fica aquém de onde poderia ir. Mas o filme, além de ser uma boa narrativa de mistério, tem o inegável mérito de suscitar tais temas. Está disponível no CRACKLE.

The Canadian film THE GOOD SHEPHERD (also known as THE CONFESSOR, which allways is a bad sign) is another drama in which New York actor Christian Slater plays the role of a priest. In a quick search of his filmography I found four films (THE NAME OF THE ROSE, SACRIFICE, WAY OF THE WICKED and this THE CONFESSOR). Impressive.

THE CONFESSOR tells the story of a young priest who, due to his commercial talent, is chosen by the Catholic Church to dedicate himself to collecting donations and sponsorships. He has little effective activity as a priest and much more as a finance executive. But his life takes a turn when an ex-seminary colleague is accused of murdering a young homosexual man who frequented a parish shelter and expressly requires Father Daniel Clemens to be his confessor. The controversial crime (which puts the Church in an unwanted focus) causes controversy in the community, especially for the inquisitive news coverage by Madeline Finney, a TV reporter (the always great Molly Parker) who was once Clemens’ girlfriend.

The main focus of the film is clerical politics in the high spheres of the Archdiocese interested in “stifling” and ending the case without further questions, mainly due to the dead man’s ties to a gay Catholic group called “Equality”, rejected by the Church, especially in these times of accusations of pedophilia to catholic priests.

Unhappy with the conclusion of the case, Father Clemens will jeopardize his comfortable position (the Cadillac, credit cards and gold Rolex) to pursue the truth with his ex, no matter what the cost.

Christian Slater is a mid-level actor. He made some good films in which he had interesting roles (ROBIN HOOD, BOBBY and UNTAMED HEART). It has an important award (a Golden Globe for MR. ROBOT). But for who have already made 128 films, it seems little.

THE CONFESSOR addresses important and uncomfortable topics. You can understand why Spanish director Lewin Webb, producer of the EXPANSE series falls short of where he could go. But the film, in addition to being a good mystery narrative, has the undeniable merit of raising such themes.

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