GREYHOUND: NA MIRA DO INIMIGO – Um Filme de Guerra à Moda Antiga com Recursos Tecnológicos de Hoje

A Apple TV+ apresentou neste final de semana mais uma produção original, magnificamente feita e com ambições gigantes que são plenamente atingidas. GREYHOUD: NA MIRA DO INIMIGO, filme roteirizado (baseado no livro O BOM PASTOR, de C S Forester), produzido e estrelado pelo mega astro Tom Hanks e dirigido por Aaron Schneider, um diretor de fotografia de sucesso se lançando na direção.

GREYHOUND narra uma das tantas histórias da Guerra do Atlântico, como ficou conhecido o enfrentamento de navios aliados que levavam suprimentos para a frente de batalha na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial, sob ataque dos submarinos nazistas, os temidos U-2. Tom Hanks vive o Capitão Krause um inexperiente Comandante que faz sua primeira missão liderando um dos navios militares de proteção ao comboio aliado em águas do Atlântico.

No elenco, além de Hanks, o ressurgimento da ótima Elizabeth Shue (Oscar de Melhor Atriz por seu incrível trabalho como a prostituta de LEAVING LAS VEGAS), que ultimamente vinha trabalhando em filmes de gosto duvidoso como a péssima refilmagem de DESEJO DE MATAR. Shue parece ter voltado ao primeiro nível nesta produção caprichada, embora sua personagem Evelyn, o interesse romântico de Hanks somente apareça em uma cena e depois em flashbacks do protagonista. O inglês Stephen Graham faz o segundo no comando do navio, com a mesma excelência que mostrou em SNATCH e O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS.

GREYHOUND parece os grandes filmes de guerra de antigamente. Dez minutos para as emoções do personagem principal e uma hora e meia de bombardeios, manobras militares, explosões, perigos terríveis e suspense quase insuportável. Claro que no filme atual tudo é feito com uma técnica (e efeitos especiais) impressionantes. A mera cena que mostra a frota inteira iniciando sua viagem é de tirar o fôlego, assim como acompanhar os torpedos alemães em imagens perfeitas sob as águas.

Gostei muito de GREYHOUND. Acho que Tom Hanks firma cada vez mais seu nome como um ator diferenciado no panorama atual do cinema americano. Seus personagens conseguem transmitir um humanismo raro. Neste sentido, o Diretor Schneider foi muito feliz em mostrar as ambiguidades do Comandante que necessariamente tem que apresentar aos marinheiros mais jovens coragem, ousadia, conhecimento do que está fazendo e uma fortaleza moral inabalável, mas como ser humano tem medos, fraquezas e hesitações. Como qualquer líder.

Apple TV + presented this weekend another original production, magnificently made and with giant ambitions that are fully achieved. GREYHOUND, a film scripted (based on the book THE GOOD SHEPHERD, by CS Forester), produced and starred the mega star Tom Hanks and directed by Aaron Schneider, a successful director of photography launching himself in the direction.

GREYHOUND tells one of the many stories of the Atlantic War, as it was known the confront of allied ships that carried supplies to the battlefront in Europe, during World War II, under attack by Nazi submarines, the feared U-2 . Tom Hanks plays Captain Krause an inexperienced Commander who does his first mission leading one of the military ships to protect the Allied convoy in Atlantic waters.

In the cast, in addition to Hanks, the resurgence of the great Elizabeth Shue (Oscar for Best Actress for her incredible work as the LEAVING LAS VEGAS prostitute), who lately had been working on films of dubious taste like the bad remake of DEATH WISH. Shue seems to have returned to the first level in this production, although her character Evelyn, Hanks’ romantic interest, only appears in one scene and then in flashbacks of the protagonist. The Englishman Stephen Graham makes the second in command of the ship, with the same excellence that he showed in SNATCH and THINKER TAILOR SOLDIER SPY.

GREYHOUND looks like the great war films of yesterday. Ten minutes to the emotions of the main character and an hour and a half of bombings, military maneuvers, explosions, terrible dangers and almost unbearable suspense. Of course, in the current film everything is done with an impressive technique (and special effects). The mere scene that shows the entire fleet starting their journey is breathtaking, as well as accompanying German torpedoes in perfect images under the water.

I really liked GREYHOUND. I think that Tom Hanks is increasingly establishing his name as a differentiated actor in the current panorama of American cinema. His characters manage to convey a rare humanism. In this sense, Director Schneider was very happy to show the Commander’s ambiguities that he necessarily has to show the youngest sailors courage, daring, knowledge of what he is doing and an unshakable moral strength, but as a human being he has fears, weaknesses and hesitations. Like any leader.

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