THE CANYON: Tratado Sobre Filmes Ruins

Tem muito filme ruim circulando por aí. Neste final de semana, vi o thriller THE CANYON, dirigido por Richard Harrah, em 2009., estrelando a atriz australiana Yvonne Strahovsky, o ator californianao Eion Bailey (O CLUBE DA LUTA e BAND OF BROTHERS) e o veterano (e normalmente muito bom) Will Patton. Perdi 1h42min.

Um casal em lua de mel viaja para visitar o Grand Canyon, no estado do Arizona. Ao chegar lá, se depara com o fato de que para fazer uma exploração no piso do parque é necessária uma autorização oficial do Parque que leva meses para ser obtida. Extremamente frustrados, eles encontram um morador local que diz ser “o melhor dos guias do Grand Canyon” e que, por alguns dólares a mais, consegue “furar a fila” das autorizações. Seduzidos pela oferta (embora cientes dos riscos envolvidos), os dois embarcam na aventura. É óbvio que tudo dá errado.

Vi o filme muito pela atriz Strahosvky. Ela tem feito sua carreira com escolhas interessantes é é uma presença cênica digna de nota. Esteve no thriller com detetive particular MANHATTAN NOCTURNE, na sequel de 24 HORAS, DIE ANOTHER DAY e em séries meio diferentes, como O CONTO DA AIA e DEXTER.

Os filmes mal feitos têm características comuns. A extrema previsibilidade dos roteiros é uma (talvez a maior) delas. O espectador vai adivinhando com facilidade o que vem pela frente. Por exemplo, quando o casal é advertido sobre o perigo dos coiotes no Canyon, fica evidente que eles vão ser objeto de um ataque. Só falta acender uma luzinha na tela: advertência de pista da história para o espectador. Outra característica bem comum é o exagero na violência. Já escrevi que ótimos filmes (e diretores talentosos) extraem medo das imagens não mostradas. Alfred Hitchcock em PSICOSE, Steven Spielberg em TUBARÃO ou Jonatham Demme em O SILÊNCIO DOS INOCENTES são exemplares nesta arte.

Alguns canions abaixo, Harrah usa e abusa da violência explícita para tentar dar peso a sua narrativa. Apenas consegue piorar mais seu filme.

A terceira é um final trágico. Não sei porque, mas eles acham que não cair no final feliz dará densidade ao filme, afastando uma imputação de superficialidade. Fica somente um filme ruim com final pior ainda.

There is a lot of bad film circulating around. This weekend, I saw the thriller THE CANYON, directed by Richard Harrah, in 2009., starring Australian actress Yvonne Strahovsky, Californian actor Eion Bailey (THE FIGHT CLUB and BAND OF BROTHERS) and the veteran (and usually very good) ) Will Patton. I lost 1h42min.

A honeymoon couple travels to visit the Grand Canyon in the state of Arizona. When they get there, are faced with the fact that to make an exploration on the park floor you need an official authorization from the Park that takes months to obtain. Extremely frustrated, they find a local who claims to be “the best guide in the Grand Canyon” and who, for a few dollars more, manages to “skip the line” for permits. Seduced by the offer (although aware of the risks involved), the two embark on the adventure. It is obvious that everything goes wrong.

I saw the movie a lot by actress Strahosvky. She has made her career with interesting choices and is a noteworthy scenic presence. She was in the thriller with private detective MANHATTAN NOCTURNE, in the sequel to 24, DIE ANOTHER DAY and in different series, such as THE HANDMAID’S TALE and DEXTER.

Poorly made films have common characteristics. The extreme predictability of the scripts is one (perhaps the greatest) of them. The viewer will easily guess what lies ahead. For example, when the couple is warned about the danger of coyotes in the Canyon, it is clear that they will be the subject of an attack. It almost as a warning light in the screen blinking: warning of the story’s clue to the viewer. Another very common characteristic is the exaggeration in violence. I have already written that great films (and talented directors) take fear out of images not shown. Alfred Hitchcock in PSYCHO, Steven Spielberg in JAWS or Jonatham Demme in SILENCE OF THE LAMBS are exemplary in this art.

Some canyons below, Harrah uses and abuses explicit violence to try to give weight to his narrative. It only makes his film worse.

The third is a tragic ending. I don’t know why, but they think that not falling into the obvious happy ending will give density to the film, removing an imputation of superficiality. There is only a bad movie with an even worse ending.

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