FETIÇO MORTAL: Noir com Batida Sobrenatural Homenageia H.P.Lovecraft

Encontrei entre os filmes da HBO, FEITIÇO MORTAL (CAST A DEADLY SPELL), de 1991, dirigido pelo cineasta neozelandês Martin Campbell (LIMITE VERTICAL e dois filmes de 007, GOLDENEYE e CASSINO ROYALE). Trata-se de uma mescla entre filme de detetive, comédia e filme de terror, tudo narrado em tom de um falso filme noir.

Um P.I. é contratado por um misterioso milionário para investigar o desaparecimento de seu motorista que roubou um livro secreto com magias, feitiços e maldições. Vale sublinhar que no filme, a Los Angeles da década de 30 era recheada de bruxas, vampiras, lobisomens e gremlins, um cenário fantasmagórico meio em homenagem ao universo criado por H.P.Lovecraft, o legendário escritor do sobrenatural.

Uma das boas sacadas do filme é colocar como nome dos personagens, o mesmo de pessoas famosas como o Harry Phillip Lovecraft ( O protagonista vivido por Fred Ward), Bradbury, Kropotkin, Tugwell, Grimaldi e Pilgrim.

O elenco tem gente boa, como o sempre interessante David Warner, Alexandra Powers, Clancy Brown, Charles Hallahan e Arnetia Walker (como a bruxa vizinha e locadora do mocinho, dina de uma academia de dança). Mas o destaque supremo é outra vez Julianne Moore, como a femme fatale (filme noir não pode não ter) Connie Stone, um antigo amor do detetive (como sempre) hoje nos braços milionários do vilão (também como sempre). Mesma mais novinha – na época do filme tinha 30 anos – Julianne Moore magnetiza cada cena em que atua. Neste filme, ela inclusive canta (sensualmente) duas músicas, mesmo que depois nos créditos se constate que foi dublada pela cantora Darlene Koldenhoven.

O detetive P.H.Lovecraft se recusa a usar mágica em seu trabalho, o que é motivo de ironias, piadas e desastres, outro elemento interessante do filme.

Acho que o diretor Campbell se perdeu muito no exagero do sobrenatural e, principalmente no final megalomaníaco e catastrófico tipo CAÇA-FANTASMAS, próximo do fim do mundo. Era melhor ter ficado num final de história mais simples. Afinal era somente o fim do filme.

I found among the HBO films, CAST A DEADLY SPELL (1991), directed by New Zealand filmmaker Martin Campbell (VERTICAL LIMIT and two 007 films, GOLDENEYE and CASINO ROYALE). It is a mix between detective film, comedy and horror film, all narrated in the tone of a false film noir.

A P.I. is hired by a mysterious millionaire (always) to investigate the disappearance of his driver who stole a secret book with spells, magics and curses. It is worth noting to underline that in the film, Los Angeles in the 1930s was filled with witches, vampires, werewolves and gremlins, a ghostly setting in homage to the universe created by H.P.Lovecraft, the legendary writer of the supernatural.

One of the good points of the film is to name the characters, the same as famous people like Harry Phillip Lovecraft (the protagonist played by Fred Ward), Bradbury, Kropotkin, Tugwell, Grimaldi and Pilgrim.

The cast has good people, like the always interesting David Warner, Alexandra Powers, Clancy Brown, Charles Hallahan and Arnetia Walker (as the neighboring witch Koprotkin and the good guy’s landlord, owner of a dance academy). But the supreme highlight is again Julianne Moore, as the femme fatale (film noir can not lack one) Connie Stone, a former love of the detective (as always) today in the millionaire arms of the villain (also as always). Even more young – at the time of the film she was 30 years old – Julianne Moore magnetizes each scene in which she acts. In this film, she even sings two songs, even though later in the credits it appears that she was voiced by singer Darlene Koldenhoven.

Detective P.H.Lovecraft refuses to use magic in his work, which is the reason for ironies, jokes and disasters, another interesting element of the film.

I think that director Campbell was lost a lot in the exaggeration of the supernatural and, especially in the megalomaniacal and catastrophic end similar to GHOSTBUSTERS, near the end of the world. It was better to have stayed at a simpler end of story. After all, it was only the end of the film.

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