PRIMER: Baixo Orçamento e Grandes Questionamentos

O SEGUNDO CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É HÉLCIO MENEZES.

Shane Carruth se formou em matemática na Universidade estadual de Austin e trabalhou com desenvolvimento de simuladores de voo. Em 2004 ele teve o seu início na carreira cinematográfica com o filme Primer, o qual ele dirigiu, escreveu o roteiro e compôs a trilha sonora. O filme teve um orçamento extremamente pequeno, em torno de 7 mil dólares e um retorno enorme para um filme tão pequeno, aproximadamente 840 mil dólares.

O filme segue a história de dois engenheiros, Aaron e Abe, que nas horas vagas trabalham em projetos tecnológicos na garagem. Um desses projetos é tentar criar um aparelho que criaria um campo de redução de peso, no entanto eles percebem que o campo eletromagnético também causou distorções temporais nos objetos. Um deles decide criar uma máquina maior que pudesse ser utilizada por pessoas, e utiliza a mesma para ganhar dinheiro no mercado de ações. A história se complica quando a personalidade dos dois persongens entra em conflito sobre a utilização da máquina, os questionamentos éticos se aprofundam e os eventos tomam rumos cada vez mais catastófricos.

Primer é um filme que não poupa a audiência de termos técnicos e teorias científicas, o roteiro não faz simplificações, o que o torna bem mais realista. Os atores são quase todos amigos ou familiares do cineasta, e de acordo com o próprio Shane Carruth isso foi proposital pois queria evitar que houvessem uma dramatização excessiva dos papéis. A atuação do diretor se torna importante nesse momento, e ele consegue evitar que as atuações não sejam inexpressivas também.

O excelente roteiro rendeu a Primer diversos prêmios, como o grande prêmio do júri do Sundance Film Festival, o de melhor roteirista/diretor no Festival de Nantucket e o de melhor filme no Festival Internacional de Ficção- científica de Londres. Primer também é o motivo que levou Steven Soderbergh a descrever Shane como “O filho ilegítimo de David Lynch com James Cameron”.

Em 2013 Shane dirigiu mais um filme chamado Upstream Color(que foi indicado para diversos prêmios porém não ganhou nenhum expressivo), e trabalhou em mais dois projetos que acabaram não prosperando. O diretor afirmou no final de 2019 que estaria trabalhando em seu último filme, e que após largaria a indústria cinematográfica.

TODAY’S CINEMARK SECOND GUEST IS HÉLCIO MENEZES.

Shane Carruth majored in mathematics at Austin State University and worked in flight simulator development. In 2004 he started his film career with the film Primer, which he directed, wrote the script and composed the soundtrack for. The film had an extremely small budget, around 7 thousand dollars and a huge return for such a small film, approximately 840 thousand dollars.

The film follows the story of two engineers, Aaron and Abe, who in their spare time work on technological projects in the garage. One of these projects is to try to create a device that would create a weight reduction field, however they realize that the electromagnetic field has also caused temporal distortions in the objects. One of them decides to create a bigger machine that could be used by people, and uses it to make money in the stock market. The story gets complicated when the personality of the two people comes into conflict over the use of the machine, the ethical questions deepen and the events take more and more catastrophic routes.

Primer is a film that does not spare the audience technical terms and scientific theories, the script does not simplify, which makes it much more realistic. The actors are almost all friends or family members of the filmmaker, and according to Shane Carruth himself, this was purposeful because he wanted to avoid over-dramatizing the roles. The performance of the director becomes important at that moment, and he manages to avoid that the performances are not meaningless either.

The excellent script won Primer several awards, such as the grand jury prize at the Sundance Film Festival, the best screenwriter / director at the Nantucket Festival and the best film at the London International Science Fiction Festival. Primer is also the reason that led Steven Soderbergh to describe Shane as “David Lynch‘s illegitimate son with James Cameron”.

In 2013 Shane directed another film called Upstream Color (which was nominated for several awards but did not win any significant), and worked on two more projects that ended up not thriving. The director stated at the end of 2019 that he would be working on his latest film, and would then leave the film industry.

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