High Fidelity: Série Entrou Para o Meu “top 5” de Comédias Românticas do Ano

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É O CINÉFILO FELIPPE GOMES.

O livro de Nick Hornby, High Fidelity (Alta Fidelidade) foi adaptado para o cinema no ano de 2000, em um filme homônimo que, com o passar dos anos, alcançou status de Cult junto ao público, muito pela temática repleta de referências a cultura pop e, é claro, pelas inúmeras (e ótimas) listas de “top 5” citadas pelos personagens.

Agora, vinte anos depois, a obra virou série pelo serviço de streaming Hulu.

O roteiro do seriado segue a risca a receita do filme estrelado por John Cusack, no qual seu personagem (Rob Gordon) que é dono de uma loja de discos, apresenta a lista “top 5” de piores términos de relacionamento de sua vida. Uma das características mais marcantes do filme é o vício que o protagonista têm em fazer listas “top 5” dos mais diversos assuntos como filmes, empregos, momentos da vida e é claro, músicas, muitas músicas.

A principal mudança é que agora a protagonista da série é uma mulher, trazendo uma versão feminina para a história.

Dessa vez acompanhamos Robyn Brooks, vivida pela atriz Zoë Kravitz, que assim como o personagem de Cusack, acaba de vivenciar um dos piores términos de relacionamento e passa a revisitar seus ex para entender melhor a causa dos rompimentos, em uma jornada de autoconhecimento embalada por ótimas playlists.

O destaque da série fica com o desempenho da talentosa protagonista Zoë (que já está escalada para viver a mulher-gato em The Batman), que é filha do cantor Lenny Kravitz e da atriz Lisa Bonet que também participa do filme de 2000 com John Cusack, interpretando uma cantora.

Zoë Krevitz entrega uma personagem de coração pesado, amargurado, lutando para entender suas falhas e parcelas de culpa nos amores fracassados. A Rob de Kravitz é charmosa, imperfeita e extremamente egoísta, tanto quanto o Rob the Cusak no filme de 2000, mas que cria sua identidade própria dentro do contexto atual de relações interpessoais.

Com um bom ritmo, elenco de apoio afiado e com ótima química (são da dupla de amigos e funcionários da loja de discos, Simon e Cherise, as cenas mais divertidas), a série é uma comédia romântica que consegue modernizar a já clássica história, abordando diversidade sexual e influência das mídias sociais nas relações, mas tudo isso mantendo a qualidade e fidelidade ao material original.

São 10 episódios fáceis de assistir, recheados de listas “top 5” e de uma trilha sonora impecável que embala os sentimentos dos carismáticos personagens. Você vai ouvir Blondie, The Roots, Marvin Gaye, David Bowie, Fleetwood Mac e esperar (torcer) por uma segunda temporada.

Entrou para o meu “top 5” de comédias românticas de 2020.

TODAY’S CINEMARCO GUEST IS CINÉFILO FELIPPE GOMES.

Nick Hornby‘s book High Fidelity was adapted for cinema in the year 2000, in a film of the same name that, over the years, has achieved Cult status with the public, largely due to the theme full of references to culture pop and, of course, the countless (and great) lists of “top 5” cited by the characters.

Now, twenty years later, the work has become a series through the streaming service Hulu.

The script of the series strictly follows the recipe of the film starring John Cusack, in which his character (Rob Gordon) who owns a record store, presents the “top 5” list of the worst relationship endings of his life. One of the most striking features of the film is the protagonist’s addiction to making “top 5” lists of the most diverse subjects such as films, jobs, moments in life and of course, songs, many songs.

The main change is that now the protagonist of the series is a woman, bringing a female version to the story.

This time we accompanied Robyn Brooks, played by actress Zoë Kravitz, who, like Cusack’s character, has just experienced one of the worst relationships and starts to revisit her exes to better understand the cause of the breakups, in a journey of self-knowledge packed by great playlists.

The highlight of the series is the performance of the talented protagonist Zoë (who is already scheduled to play the catwoman in The Batman), who is the daughter of singer Lenny Kravitz and actress Lisa Bonet who also participates in the 2000 film with John Cusack , playing a singer.

Zoë Krevitz delivers a character with a heavy, bitter heart, struggling to understand her faults and plots of guilt in failed loves. Kravitz’s Rob is charming, imperfect and extremely selfish, as much as Rob the Cusak in the 2000 film, but who creates her own identity within the current context of interpersonal relationships.

With a good rhythm, sharp support cast and great chemistry (they are from the duo of friends and record store employees, Simon and Cherise, the most fun scenes), the series is a romantic comedy that manages to modernize the already classic story, addressing sexual diversity and the influence of social media on relationships, but all this maintaining the quality and fidelity to the original material.

There are 10 easy-to-watch episodes, filled with “top 5” lists and an impeccable soundtrack that packs the feelings of the charismatic characters. You will listen to Blondie, The Roots, Marvin Gaye, David Bowie, Fleetwood Mac and wait (root) for a second season.

It entered my “top 5” romantic comedies of 2020.

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