COPYCAT: Um Thriller Exemplar e Violento

Em 1985, vi COPYCAT, do cineasta inglês Jon Amiel (O HOMEM QUE SABIA DE MENOS), e sai vivamente impressionado por um thriller de suspense muito violento mas de roteiro incrivelmente inovador para a época. Naquele tempo, serial killer ainda não era lugar comum no cinema e o próprio termo “copycat” me foi apresentado neste filme.

Uma psicóloga especializada em criminologia é atacada por um serial killer e termina ficando agorafóbica. Ela passa a ser alvo de um copycat (um serial killer que imita crimes de assassinos em série célebres), passando a caçá-lo com a ajuda de dois detetives.

Uma das grandes atrações de COPYCAT é seu excelente elenco, algo incomum para um filme policial. Sigourney Weaver faz a psicóloga agorafóbica Helen Husdson. Holly Hunter (Oscar de Melhor Atriz em O PIANO) faz a Detetive MJ Monahan. Dermot Mulroney faz o Detetive Ruben Goetz. O ótimo músico Harry Connick Jr. faz o serial killer Daryl Lee Cullum. O elenco ainda tem William McNamara, J.E.Freeman e Will Patton.

Claro que nos últimos 35 anos, sendo inúmeros os filmes e séries com serial killers, esta figura ficou vulgarizada. Mas na época, a mera menção a um assassino em série fazia a plateia tremer.

COPYCAT ainda trazia outros temas inovadores. Mostrava os primórdios da internet e da computação doméstica, sendo uma grande novidade as pesquisas feitas pela criminologista sobre serial killers famosos. O empoderamento feminino era outra grande novidade há 35 anos atrás. A associação entre a detetive mulher e a psicóloga para encontrar o assassino – em um mundo de homens – era outra inovação de COPYCAT.

O filme não chega ao nível dos melhores sobre o tema, como a obra prima O SILÊNCIO DOS INOCENTES ou o excepcional SEVEN, mas acho que Jon amiel fez um trabalho muito digno de ser visto ou revisto, 35 anos depois de lançado.

O filme segue de arrepiar até hoje. Esta na Amazon Prime Brasileira.

In 1985, I saw COPYCAT, by the English filmmaker Jon Amiel, and was very impressed by a very violent suspense thriller with an incredibly innovative script for that time. At that time, serial killer was not yet a commonplace in cinema and the term “copycat” itself was introduced to me in this film.

A psychologist specializing in criminology is attacked by a serial killer and ends up becoming agoraphobic. She becomes the target of a copycat (a serial killer who mimics the crimes of celebrated serial killers), starting to hunt him down with the help of two detectives.

One of the great attractions of COPYCAT is its excellent cast, something unusual for a detective film. Sigourney Weaver plays agoraphobic psychologist Helen Husdson. Holly Hunter (Oscar for Best Actress in THE PIANO) plays Detective MJ Monahan. Dermot Mulroney plays Detective Ruben Goetz. The great musician Harry Connick Jr. plays serial killer Daryl Lee Cullum. The cast still has William McNamara, J.E.Freeman and Will Patton.

Of course, in the last 35 years, with numerous movies and series with serial killers, this figure has become popular. But at the time, the mere mention of a serial killer made the audience tremble.

COPYCAT also brought other innovative themes. It showed the beginnings of the internet and home computing, and the criminologist’s research on famous serial killers was a great novelty. Women’s empowerment was another big news 35 years ago. The association between the female detective and the psychologist to find the killer – in a world of men – was another innovation of COPYCAT.

The film does not reach the level of the best on the subject, like the masterpiece SILENCE OF THE LAMBS or the exceptional SEVEN, but I think Jon Amiel did a very worthy work to be seen or reviewed, 35 years after its release.

The film is still chilling today. It’s on Amazon Prime Brasileira.

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