SEVEN, 25 Anos: Um Filme Genial e Ousado Demais com Final Antológico

Eu acho SEVEN, de David Fincher uma obra prima do cinema de suspense. Na minha opinião, Fincher acertou o alvo bem no centro com seu thriller em torno de dois policiais de uma metrópole americana que se unem para investigar os crimes de um serial killer maluco que segue o roteiro dos sete pecados capitais. As locações forma feitas em Los Angeles, embora pareça Nova Iorque ou Filadelfia) criando um cidade que na maior parta da narrativa parece a cidade de BLADE RUNNER, sempre chuvosa, escura e incômoda. Genialmente, as cenas finais são feitas em lugares abertos, descampados e ensolarados. São de longe as mais aterrorizantes do filme.

O filme está fazendo 25 anos de seu lançamento. Vi SEVEN a primeira vez em um cinema de Nova Iorque, sozinho e sem nenhuma notícia prévia sobre seu conteúdo a não ser que se tratava de um thriller. Poucas vezes sai do cinema tão impactado. Lembro perfeitamente que quando o final do filme se aproximava, pensei “Fincher não vai ter coragem de fazer este final”. Fez. Entrou para a história do cinema.

O policial veterano, insone e desesperançado na humanidade é um dos melhores trabalhos de Morgan Freeman, Seu Somerset é magnífico trabalho de composição de um personagem impressionante. O Mills de Brad Pitt, um policial jovem, voluntarioso e disposto a resolver tudo na porrada é, na minha opinião, o melhor trabalho do ator. Mas nada se compara ao serial killer de Kevin Spacey. A sua primeira surpresa é a entrada na Delegacia para se entregar muito antes do final do filme. Como assim? O vilão é revelado tão cedo. Acabou o filme. Ledo engano. O pesadelo estava apenas começando.

Eu gosto muito do cinema de David Fincher. ZODÍACO, A REDE SOCIAL, MILLENIUM e ALIEN 3 São meus favoritos. Curiosamente nunca “engoli”muito seu cultuado O CLUBE DA LUTA. Ainda vou revisar o filme algum dia.

Mas SEVEN é daqueles trabalhos que marcam a vida de um cineasta. Para o bem e para o mal. Fincher, ao fazer um filme tão espetacular como SEVEN, colocou para sempre em sua vida a frase “mas não é um SEVEN.” É o preço de fazer uma obra prima. Ainda mais tão jovem.

I think David Fincher‘s SEVEN is a masterpiece of suspense cinema. In my opinion, Fincher hit the target right in the center with his thriller around two policemen from an American metropolis who come together to investigate the crimes of a crazy serial killer who follows the script of the seven deadly sins. The locations were made in Los Angeles, although it looks like New York or Philadelphia, creating a city that in most part of the narrative looks like the city of BLADE RUNNER, always rainy, dark and uncomfortable. Ingeniously, the final scenes are made in open and sunny places. They are by far the most terrifying in the film.

There are 25 years since its release. I saw SEVEN the first time in a New York cinema, alone and without any prior news about its content unless it was a thriller. I rarely left the theater so impacted. I remember perfectly that when the end of the film approached, I thought “Fincher will not have the courage to make this ending”. He did. It entered in the history of cinema.

The veteran policeman, sleepless and hopeless in humanity is one of Morgan Freeman‘s best works, Seu Somerset is magnificent work of composing an impressive character. Brad Pitt‘s Mills, a young, willing and violent policeman, is, in my opinion, the best job of the actor. But nothing compares to Kevin Spacey‘s serial killer. His first surprise is the entrance to the Police Station to deliver himself long before the end of the film. How so? The villain is revealed so soon. The film is over. Big mistake. The nightmare was just beginning.

I really like David Fincher‘s cinema. ZODIAC, THE SOCIAL NETWORK, MILLENIUM and ALIEN 3 They are my favorites. Curiously, I never “swallowed” much of his cult The Fight Club. I will still review the film someday.

But SEVEN is one of those works that mark the life of a filmmaker. For good and for bad. Fincher, when making a film as spectacular as SEVEN, put in his career the phrase “but it is not a SEVEN.” It is the price of making a masterpiece. Even more so young.

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