LUA DE FEL: Polanski Fez Outro Filme Cinematograficamente Brilhante com Amargura Única

Não me inscrevo entre os grandes fãs do cineasta polonês Roman Polanski, um diretor de cinema de carreira cheia de tumultos e acusações criminais que por muitas vezes me desagrada pela visão amarga demais que tem da vida e que imprime à maioria de seus trabalhos. Reconheço que A DANÇA DOS VAMPIROS, O BEBÊ DE ROSEMARY, TESS e o recente O OFICIAL E O ESPIÃO são ótimos filmes, expoentes de um talento diferenciado.

Na minha opinião, nada na carreira de Polanski atinge o nível excepcional de CHINATOWN, seu melhor trabalho e uma trama primorosa (notavelmente filmada e interpretada), uma verdadeira obra prima do filme noir moderno.

Ontem revi LUA DE FEL, um dos filmes mais amargos de Polanski. Um casal inglês (Dame Kristin Scott Thomas sempre fascinante e magnética e Hugh Grant em um de seus melhores trabalhos dramáticos) viajando de navio entre Istambul e a Índia conhece um casal formado por um homem paraplégico (Peter Coyote) e sua bela esposa sexualmente liberal (Emanuelle Seigner, esposa de Polanski voluptuosa ao extremo) que tenta lhes seduzir narrando em detalhes a vida íntima e sem limites.

LUA DE FEL é um filme dark, depressivo e profundamente destrutivo. O roteiro escrito pelo próprio Polanski, a partir do livro do escritor francês Pascal Bruckner é uma espécie de “o amor destrói”, mostrando ao jovem casal, em detalhes cruéis como a obsessão amorosa do personagem de Coyote teve sua vida destruída completamente.

Poucas vezes se viu uma história que desenvolva uma espiral destrutiva e sem saída. É muito pesado de se ver.

Dito isto, há que reconhecer que Polanski é um cineasta com muito talento e uma noção cinematográfica superior, capaz de gerar cenas de uma beleza visual impressionante. LUA DE FEL, paradoxalmente é tão atrativo para o espectador quanto a personagem de Seigner é para os homens (e mulheres) de quem chega perto.

Difícil, duro, adulto e dark, LUA DE FEL é um filme fascinante.

I am not one of the big fans of the Polish filmmaker Roman Polanski, a career film director full of turmoil and criminal accusations that I often dislike for his too bitter outlook on life and which impresses most of his works. I recognize that THE FEARLESS VAMPIRE KILLERS, ROSEMARY’S BABY, TESS and the recent J’ACCUSE are great films, exponents of a differentiated talent.

In my opinion, nothing in Polanski‘s career reaches the exceptional level of CHINATOWN, his best work and an exquisite plot (notably filmed and interpreted), a true masterpiece of the modern film noir.

Yesterday I reviewed BITTER MOON, one of Polanski’s most bitter films. An English couple (Dame Kristin Scott Thomas always fascinating and magnetic and Hugh Grant in one of his best dramatic works) traveling by ship between Istanbul and India meet a couple formed by a paraplegic man (Peter Coyote) and his beautiful sexually liberal wife ( Emanuelle Seigner, Polanski’s voluptuous wife to the extreme) who tries to seduce them by narrating in detail their intimate and limitless life.

BITTER MOON is a dark, depressing and deeply destructive film. The script written by Polanski himself, from the book by French writer Pascal Bruckner is a kind of “love destroys”, showing the young couple, in cruel details, how the love obsession of the character of Coyote had his life completely destroyed.

Rarely has a story been seen that develops a destructive and dead-end spiral. It is very heavy to see.

That said, we must recognize that Polanski is a filmmaker with a lot of talent and a superior cinematographic notion, capable of generating scenes of impressive visual beauty. BITTER MOON, paradoxically, is as attractive to the viewer as Seigner’s character is to the men (and women) she comes close to.

Hard, hard, adult and dark, BITTER MOON is a fascinating film.

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