A HISTÓRIA DE ADELE H: Mais um Truffaut Maravilhoso, Triste Demais e com Isabelle Adjani Luminosa

François Truffaut, eu já disse aqui várias vezes, é um dos meus cineastas favoritos. Além de sua obra prima A NOITE AMERICANA, Truffaut dirigiu muitos filmes incrivelmente belos e profundos, como OS INCOMPREENDIDOS, A SEREIA DO MISSISSIPI, A NOIVA ESTAVA DE PRETO, FARENHEIT 451, NA IDADE DA INOCÊNCIA, O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES e O ÚLTIMO METRÔ são somente alguns deles.

Em 1975, Truffaut fez um dos filmes mais belos e, na minha opinião, sub-valorizados. Raramente vejo citaçãoes ao filme, uma pequena obra prima. A HISTÓRIA DE ADÈLE H conta a história da segunda filha do mítico escritor francês Victor Hugo, Adèle Hugo, que persegue obsessivamente o objeto de sua paixão, o Tenente Albert Pinson, até perder o juízo.

A protagonista do filme é a excelente atriz francesa Isabelle Adjani (belíssima). O trabalho dela como Adèle H. é simplesmente antológico. Adjani foi uma das principais atrizes francesas das décadas de 70 e 80, ancorada em sua beleza extraordinária e grande talento na arte de interpretar. POSSESSÃO, CAMILLE CLAUDEL, A RAINHA MARGOT e QUARTETO são excelentes trabalhos da atriz, duas vezes indicada ao Oscar, vencedora do Urso de Prata em Berlim, da Palma de Melhor atriz em Cannes, 5 Césars e 2 David di Donatello. O alvo de sua paixão – Tenente Pinson – é o ator inglês Bruce Robinson (OS GRITOS DO SILÊNCIO).

Uma nota do filme é que François Truffaut, fã declarado do cinema de Alfred Hitchcock fez um pequeno papel, lembrando as clássicas aparições do mestre em suas obras cinematográficas.

No lançamento de outro excelente filme seu (igualmente triste demais), A MULHER DO LADO, Truffaut disse que nã há nada mais emocionante que uma história de amor que não deu certo. Em A HISTÓRIA DE ADÈLE H. o extraordinário cineasta francês exercitou sua tese em um filme tocante, emocionante, belíssimo e de cortar os pulsos. Um grande filme.

François Truffaut, I’ve already said here several times, is one of my favorite filmmakers. In addition to his masterpiece DAY FOR NIGHT (LA NUIT AMERICAINE), Truffaut has directed many incredibly beautiful and profound films, such as LES 400 COUPS, JULES ET JIM, THE MISSISSIPI MERMAID, LA MARIÉE ÉTAIT EN NOIR, FARENHEIT 451, IN THE AGE OF INNOCENCE, THE MAN WHO LOVED WOMEN and THE LAST METRO are just a few of them.

In 1975, Truffaut made one of the most beautiful and, in my opinion, underestimated films. I rarely see quotes from the film, a small masterpiece. THE STORY OF ADÈLE H tells the story of the second daughter of the mythical French writer Victor Hugo, Adèle Hugo, who obsessively pursues the object of his passion, Lieutenant Albert Pinson, until she loses her mind.

The protagonist of the film is the excellent French actress Isabelle Adjani (beautiful). Her work as Adèle H. is simply anthological. Adjani was one of the main French actresses of the 70s and 80s, anchored in her extraordinary beauty and great talent in the art of acting. POSSESSION, CAMILLE CLAUDEL, QUEEN MARGOT and QUARTET are excellent works by the actress, twice nominated for an Oscar, winner of the Silver Bear in Berlin, Palma for Best Actress in Cannes, 5 Césars and 2 David di Donatello. The target of his passion in THE STORY OF ADÈLE H. – Lieutenant Pinson – is the English actor Bruce Robinson (THE KILLING FIELDS).

One note of the film is that François Truffaut, an avid fan of Alfred Hitchcock‘s cinema, played a small role, recalling the master’s classic appearances in his cinematographic works.

At the release of another excellent film of yours (equally sad too), LA FEMME D’A COTTÉ, Truffaut said that there is nothing more beautiful than a love story that didn’t work. In THE HISTORY OF ADÈLE H., the extraordinary French filmmaker exercised his thesis in a touching, moving, beautiful and wrist-cutting film. A great movie.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.