ASTROS AO VIVO

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É ISAAC MENDA.

Sempre tive vontade de conhecer artistas de cinema. Durante vários anos, no Festival de Cinema de Gramado, tive a oportunidade de ver e fotografar astros famosos.

Para mim seria impossível ver, ao vivo, um astro de Hollywood. Pois num Festival de Gramado conheci Elliot Gould.

Em Los Angeles encontrei artistas famosos, entre eles Tom Selleck, Michael Clarke Duncan e Jane Fonda.

Em New York, na Broadway assisti musicais com Richard Chamberlain, Julie Andrews e Jerry Lewis.

Foi no musical Victor e Victoria que vi, ao vivo, Julie Andrews. Foi uma sensação estranha ao vê-la fora das telas do cinema.

Porém, ver em pessoa o meu maior ator humorístico que conheci foi o ápice. Jerry Lewis, cujos filmes assisti dezenas de vezes. Acredito que tenha visto todos, começando com aqueles em preto e branco até filmes sérios, ao final de sua carreira.

Ele interpretava o personagem do diabo no musical Dawn Yankees. A peça abordava o jogo de beisebol, onde uma equipe jamais havia vencido o time dos Yankees, até que surgiu o diabo comprando a alma de um jogador medíocre da equipe perdedora, transformando-o num craque.

Jerry Lewis, no musical, trajava, todo tempo, um terno e capa preta, com fundo em vermelho e atuava com seriedade, nada parecendo com os personagens de seus filmes.

Num determinado momento ele ficou sozinho em cena. Olhou para os lados e caminhou até a frente do palco. Tirou a capa e jogou-a no chão. O seu rosto se transfigurou, ficando com aquela cara abobalhada de seus filmes. Aí que tudo mudou. Num improviso, ele começou a falar com a plateia com aquela voz característica de seus filmes. Foi uma ovação espetacular. A plateia não parava de aplaudir. Isso durou alguns minutos quando ele pediu silêncio. Conversou durante quase dez minutos. Parecia que eu estava vendo um de seus filmes ao vivo.

Ao final da peça me dirigi até o local da saída dos artistas. Queria seu autógrafo e, se fosse possível, tirar uma foto ao seu lado. Qual foi minha surpresa ao verificar que essa ideia não era somente minha. Todo público do teatro estava lá numa multidão que parava o trânsito. Com muita resignação desisti do meu intento. Mas, a satisfação de vê-lo ao vivo compensou qualquer frustração.

TODAY’S GUEST TO CINEMARCO IS ISAAC MENDA.

I always wanted to meet film artists. For several years, at the Gramado Film Festival, I had the opportunity to see and photograph famous stars.

It would be impossible for me to see a Hollywood star live. At a Gramado Festival I met Elliot Gould.

In Los Angeles I met famous artists, including Tom Selleck, Michael Clarke Duncan and Jane Fonda.

In New York, on Broadway I watched musicals with Richard Chamberlain, Julie Andrews and Jerry Lewis.

It was in the musical Victor and Victoria that I saw Julie Andrews live. It was a strange feeling to see her off the screen.

However, seeing in person my greatest humorous actor I met was the culmination. Jerry Lewis, whose films I watched dozens of times. I believe I saw everyone of his movies, starting with those in black and white to serious films, at the end of his career.

He played the devil’s character in the musical Dawn Yankees. The play was about the baseball game, where a team had never beaten the Yankees’ team, until the devil emerged buying the soul of a mediocre player on the losing team, turning him into an ace.

Jerry Lewis, in the musical, wore, all the time, a black suit and cape, with a red background and acted seriously, nothing like the characters in his films.

At one point he was alone on the scene. He looked around and walked to the front of the stage. He took off his cloak and threw it on the floor. His face was transfigured, leaving that stunned face in his films. Then everything changed. In an improvisation, he began to speak to the audience with that characteristic voice of his films. It was a spectacular ovation. The audience kept on applauding. This went on for a few minutes when he asked for silence. He talked for almost ten minutes. It felt like I was watching one of his films live.

At the end of the play I went to the place where the artists left. I wanted his autograph and, if it was possible, to take a picture beside him. What was my surprise when I realized that this idea was not just mine. Every people of the audience in the theater was there in a crowd that stopped the traffic. With a lot of resignation I gave up on my intent. But the satisfaction of seeing him live outweighed any frustration.

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