O FUNDO DO MAR: Jacqueline Bisset Linda em Filme Bem Ruim

Quem lê o CINEMARCOBLOG sabe que Jacqueline Bisset, além de uma das minhas atrizes favoritas é considerada a mulher mais linda que já vi nas telas. E ainda fez alguns filmes notáveis, como A NOITE AMERICANA, de François Truffaut e BULLIT, de Peter Yates.

Mas com aquela beleza inacreditável, ela também fez filmes bem ruinzinhos. Há vários: O MAGNATA GREGO, A ESCADA ESPIRAL e ORQUÍDEA SELVAGEM., por exmplo.

Em 1977, com grande barulho, a Columbia Pictures e Peter Yates levaram às telas o segundo romance do escritor americano Peter Benchley. O sujeito vinha somente de ser o autor de JAWS, best seller mundial que gestou o filmaço de Steven Spielberg que arrasara nas bilheterias anos antes.

O FUNDO DO MAR (THE DEEP) narra a história de um casal jovem (ela uma mulher já vinda de outros relacionamentos e ele um jovem ambicioso e garoto de praia) que vão passar a lua de mel nas Bermudas. Lá, mergulhando em cenários deslumbrantes, encontram algumas moedas e coisas que parecem ser de um navio naufragado por ali séculos antes. O achado dos dois desperta a atenção de um veterano pescador local e da organização de marginais e traficantes da cidade.

Uma polêmica rumorosa explodiu antes do lançamento de TEH DEEP. A Columbia vendeu à Revista PLAYBOY fotos de Jacqueline Bisset mergulhando com uma camiseta branca molhada e completamente transparente, Quando as fotos foram publicadas, com direito à capa da revista masculina, A atriz veio a público desancar a produtora, ameaçando um processo milionário.

Há muitos erros incríveis em THE DEEP. No livro de Benchley, Gail é uma mulher quarentona, já em seu segundo ou terceiro casamento, cuja vida pregressa mata de ciúmes o novo marido, um jovem inexperiente em tudo na vida. Jacqueline Bisset, ao filmar THE DEEP estava no auge de sua beleza, aos 33 anos, ficando um pouco deslocada no papel. Nick Nolte, então um ator iniciante (tinha 35 anos) teve uma atuação medonha, jamais parecendo o marido mais jovem de Gail. E, por fim, Robert Shaw, como Romer Treece briga o tempo todo com seu antológico Quint, de JAWS. E perde de goleada.

Uma curiosidade: na época as trilhas sonoras de filmes ainda eram lançadas em LPs (longplays) de vinil. O disco de THE DEEP foi o único que vi cujo vinil era azul. Marcou época.

O FUNDO DO MAR, filmado em paisagens sufocantemente lindas, com cenas submarinas primorosas (a Columbia inaugurava uma nova técnica de filmagens submarinas) e a beleza única de Bisset ameaçaram salvar o filme. Quase conseguiram.

Anyone who reads CINEMARCOBLOG knows that Jacqueline Bisset, in addition to being one of my favorite actresses, is considered the most beautiful woman I have ever seen on screen. She also made some notable films, such as DAY FOR NIGHT, by François Truffaut and BULLIT, by Peter Yates.

But with that unbelievable beauty, she also made very bad films. There are several: THE GREEK TYCOON, THE SPIRAL STAIRCASE and WILD ORCHID, for instance.

In 1977, with great noise, Columbia Pictures and Peter Yates brought to the screen the second novel by the American writer Peter Benchley. The guy just came from being the author of JAWS, the world best seller that generated Steven Spielberg‘s movie that had devastated the box office years before.

THE DEEP tells the story of a young couple (she is a woman already with other relationships and he is an ambitious young man and a beach boy) who are going to spend their honeymoon in Bermuda. There, diving themselves in stunning scenery, they find some coins and things that seem to be from a shipwreck over there centuries before. The finding of the two attracts the attention of a veteran local fisherman and the organization of criminals and drug dealers in the city.

A rumorous controversy broke out before the release of THE DEEP. Columbia sold to PLAYBOY Magazine photos of Jacqueline Bisset diving in a wet, completely transparent white T-shirt.

There are many incredible mistakes in THE DEEP. In Benchley’s book, Gail is a woman in her 40s, already in her second or third marriage, whose past life is jealous of her new husband, a young man inexperienced in everything in life. Jacqueline Bisset, when filming THE DEEP, was at the height of her beauty, at 33, getting a little out of place on paper. Nick Nolte, then a newbie actor (he was 35 years old) had an awful performance, never looking like Gail’s youngest husband. And finally, Robert Shaw, as Romer Treece fights all the time with his anthological Quint, from JAWS. And lose rout.

A curiosity: at the time, film soundtracks were still released on vinyl LPs (longplays). THE DEEP record was the only one I saw whose vinyl was blue. It was an epoch.

THE DEEP, shot in strikingly beautiful landscapes, with exquisite underwater scenes (Columbia inaugurated a new underwater shooting technique) and Bisset’s unique beauty threatened to save the film. They almost did.

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