OS 7 DE CHICAGO: NETFLIX Exibe Excelente Filme Sobre Julgamento Icônico da Democracia nos EUA

OS 7 DE CHICAGO, filme escrito e dirigido pelo novaiorquino Aaron Sorkin (criador da extraordinária série NEWSROOM da HBO e Oscar de de Melhor Roteiro Adaptado por A REDE SOCIAL) é um excelente filme em cartaz na NETFLIX. Claro que os fatos sobre os quais Sorkin pousou seu olhar – o julgamento político de 7 ativistas norte-americanos demandado pelo Governo Nixon, em seus primórdios, como desastrada tentativa de criminalizar protestos contra a Guerra do Vietnam – são um fato tão rico e significativo, que se inicia a dar méritos à produção desde a escolha do tema.

Em 1968, quando o número de soldados americanos mortos no Vietnam decolava dia a dia, a Convenção do Partido Democrata, em Chicago foi cercada de manifestações de diversos grupos políticos americanos, eventos reprimidos brutalmente pela Polícia de Chicago. Pior que isto, Tempos depois, já sob o novo Governo (a Procuradoria Federal do Governo Johnson havia decidido arquivar o caso), foi decidido processar os 7 (na realidade eram 8 réus) como responsáveis pelo ocorrido.

O episódio ficou conhecido na história americana como “O JULGAMENTO DOS 7 DE CHICAGO”, até hoje, mais de 40 anos depois, um acontecimento de repercussão, capaz de emocionar a todos (e envergonhar em igual medida pelos desmandos cometidos).

Um elenco espetacular foi reunido por Sorkin para seu filme: Eddie Redmayne (Oscar de Melhor Ator por A TEORIA DE TUDO), Alex Sharp, Sasha Baron Cohen (maravilhoso como o hippie Abbie Hoffman), Jeremy Strong, John Carroll Lynch ( no melhor papel de sua carreira como o “adulto” David Dellinger), Yahya Abdul-Martin II (AQUAMAN), Frank Langella, o sempre excelente Mark Rylance, Joseph Gordon-Levitt, Ben Shenkman, J.C.MacKenzie, Michael Keaton, Caitlin FitzGerald (a linda atriz de MASTERS OF SEX e SWEETBITTER, notável série do STARZ), Meghan Rafferty, Alan Metoskie (como Allan Ginsberg, em papel ótimo), e Alice Kremelberg (de OITNB). Um elenco soberbo.

O julgamento foi um circo de horrores. O Juiz Julius Hoffman entrou na corte com todos os preconceitos firmados de modo inabalável sobre onde querida chegar. Sua desigualdade de tratamento entre as partes tem momentos dos mais constrangedores da história dos EUA. Todos os princípios de ampla defesa foram desrespeitados no julgamento.

A Guerra do Vietnam, a liberdade de expressão, o feminismo ascendente, a filosofia hippie, os Panteras Negras, a luta contra a discriminação racial, todos os elementos da democracia americana em cheque, aparecem e são discutidos no filme de Aaron Sorkin.

Para não dar spoilers, finalizo dizendo que todo mundo deve ver OS 7 DE CHICAGO. É um filme maravilhoso, provocador, reflexivo, divertido, emocionante e, acima de tudo, contundente e muito bem feito. Sorkin mais uma vez associa seu nome a uma obra cinematográfica memorável.

THE TRIAL OF THE CHICAGO 7, a film written and directed by New Yorker Aaron Sorkin (creator of the extraordinary series NEWSROOM and Oscar for Best Screenplay Adapted by THE SOCIAL NETWORK) is an excellent film currently playing on NETFLIX. Of course, the facts on which Sorkin set his sights – the political trial of 7 American activists demanded by the Nixon Government in its early days as a clumsy attempt to criminalize protests against the Vietnam War – are such a rich and significant fact, which starts to give merits to the production since the choice of the theme.

In 1968, when the number of American soldiers killed in Vietnam rises day by day, the Democratic Party Convention in Chicago was surrounded by demonstrations by various American political groups, events brutally repressed by the Chicago Police. Worse than that, some time later, under the new Government (the Johnson County Federal Attorney had decided to close the case), it was decided to sue the 7 (in fact there were 8 defendants) as responsible for what happened.

The episode became known in American history as “THE TRIAL OF THE 7 OF CHICAGO”, until today, more than 40 years later, an event of repercussion, capable of moving everyone (and embarrassing in equal measure for the misdeeds committed).

A spectacular cast was brought together by Sorkin for his film: Eddie Redmayne (Oscar for Best Actor for THE THEORY OF EVERYTHING), Alex Sharp, Sasha Baron Cohen (wonderful as hippie Abbie Hoffman), Jeremy Strong, John Carroll Lynch (in the best role of his career as “adult” David Dellinger), Yahya Abdul-Martin II (AQUAMAN), Frank Langella, the always excellent Mark Rylance, Joseph Gordon-Levitt, Ben Shenkman, JCMacKenzie, Michael Keaton, Caitlin FitzGerald (the beautiful actress of MASTERS OF SEX and SWEETBITTER, the notable STARZ series), Meghan Rafferty, Alan Metoskie (as Allan Ginsberg, in great role), and Alice Kremelberg (from OITNB). A superb cast.

The trial was a circus of horrors. Judge Julius Hoffman entered the court with all prejudices firmly established about where he wanted to go. His unequal treatment between the parties has moments of the most embarrassing in the history of the USA. All the principles of due proccess of law were disregarded at the trial.

The Vietnam War, freedom of speech, rising feminism, hippie philosophy, the Black Panthers, the fight against racial discrimination, all elements of American democracy in check, appear and are discussed in the Aaron Sorkin film.

In order not to give spoilers, I conclude by saying that everyone should see THE TRIAL OF THE CHICAGO 7. It is a wonderful film, provocative, reflective, fun, exciting and, above all, blunt and very well done. Sorkin once again associates his name with a memorable cinematographic work.

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