ON THE ROCKS: Sofia Coppola Faz Filme Ótimo à Moda de Woody Allen

ON THE ROCKS, novo filme da cineasta Sofia Coppola é um dos melhores títulos de 2020. Basta dizer que em inúmeras passagens, o filme me lembrou muito os trabalhos de Woody Allen. Cenas belíssimas de Nova Iorque, uma situação básica de absoluto non sense (pai e filha investigando a possível infidelidade do marido dela), traumas e complexos vindos da infância, um senso de humor requintado mas cheio de amargura e um roteiro brilhante que não prolonga a duração do filme. Tudo muito Woody Allen.

Rashida Jones é a escritora (em fase de bloqueio criativo – não são todos os escritores assim?) que começa a ter dúvidas sobre as seguidas viagens do marido, enquanto ela se vira nos cuidados as duas filhas do casal. Quando ela conhece, em uma festa da empresa, Fiona a fulgurante assistente dele (Jessica Henwick), os ciúmes iniciam a insidiosamente ser seu maior sentimento. Aí entra em cena o pai milionário e bom vivant da escritora, Felix (Bill Murray antológico) propondo uma investigação sobre os descaminhos do marido dela (Maryon Wayans contido).

As situações ocorridas são absolutamente hilárias e proporcionam ótimas risadas. Não sem trazer o acerto de contas entre filha e pai pelas infidelidades dele e suas ausências traumáticas na infância dela. Neste ponto, o filme tem toques muito possivelmente auto biográficos de Sofia, o que só agrega interesse a ON THE ROCKS.

Sofia Coppola tem uma sensibilidade muito grande para fazer cinema. Suas histórias e personagens são muito humanos e parecem próximos de nós. Inevitável se identificar com os sentimentos (e angústias) deles o que nos aproxima e envolve muito.

A melancolia envolvida em todos os filmes dela outra vez se apresenta, o que não a impede – achei um passo à frente – de encontrar solução para os conflitos que o filme apresenta. O processo de maturidade é assim mesmo.

São raros os filmes que entretém, divertem, provocam, fazer refletir e ainda agradam aos sentidos por sua parte formal impecável.

ON THE ROCKS é tudo isto. Trata-se de outro ótimo filme da filha mais ilustre de Francis Ford Coppola.

ON THE ROCKS, new movie by filmmaker Sofia Coppola is one of the best titles of 2020. Suffice to say that in numerous passages, the film reminded me a lot of the works of Woody Allen. Beautiful New York scenes, a basic situation of absolute non sense (father and daughter investigating the possible infidelity of her husband), traumas and complexes from childhood, an exquisite but bitter sense of humor and a brilliant script that does not prolong the film length. All very Woody Allen.

Rashida Jones is the writer (in the creative block phase – aren’t all writers like that?) who begins to have doubts about her husband’s repeated travels, while she takes care of the couple’s two daughters. When she meets, at a company party, Fiona his dazzling assistant (Jessica Henwick), jealousy begins to insidiously become her greatest feeling. Then, the writer’s millionaire father and good vivant, Felix (anthological Bill Murray), proposes an investigation into her husband’s misconduct (Maryon Wayans contained).

The situations that occur are absolutely hilarious and provide a great laughs. Not without bringing the reckoning between daughter and father for his infidelities and his traumatic absences in her childhood. At this point, the film has touches quite possibly Sofia’s biographical self, which only adds interest to ON THE ROCKS.

Sofia Coppola has a great sensitivity for making cinema. Their stories and characters are very human and seem close to us. It is inevitable to identify with their feelings (and anxieties) which brings us closer and involves us a lot.

The melancholy involved in all her films presents itself again, which does not prevent her – I found it a step ahead – from finding a solution to the conflicts that the film presents. The maturity process is like that.

There are rare films that entertain, amuse, provoke, reflect and still please the senses for their impeccable formal part.

ON THE ROCKS is all of this. This is another great film by Francis Ford Coppola‘s most illustrious daughter.

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