TO REMAKE, OR NOT TO REMAKE, THAT’S THE QUESTION

Parafraseando Uncle William, o cinema segue discutindo a moda das refilmagens.

As recentes versões de REBECCA, da NETFLIX e a MULAN live action da Disney reacenderam esta fogueira.

Há vários tipos de refilmagens.

Por exemplo existem as versões americanas de filmes de outros países. Já resultaram em ótimos filmes como UM TOQUE DE INFIDELIDADE, de Joel Schumacher (refilmagem do francês PRIMO, PRIMA, de Jean Charles Tachella) ou O HOMEM QUE NÃO AMAVA AS MULHERES, de David Fincher (refilmagem do homônimo sueco de Niels Arden Oplev) ou  OS INFILTRADOS, de Martin Scorsese (refilmagem do japonês  INTERNAL AFFAIRS, de  Andrew Law) ou ainda PERFUME DE MULHER, de Martin Brest (refilmagem do italiano PROFUMO DI DONNA, de Dino Risi). Também geraram filmes bem fracos, como SOLARIS, de Steven Soderbergh (refilmagem livre do clássico de Andrew Tarkowsky), DIABOLIQUE, de Jeremiah Chechnik (refilmagem do clássico francês de Henri-Georges Clouzot) ou POR UM DESTINO INSÓLITO, de Guy Ritchie (refilmagem do homônimo de Lina Wertmuller).

Há as releituras, refilmagens que mudam completamente o filme original, criando em cima do argumento original. Gosto muito do SCARFACE, de Brian de Palma, uma modernização ótima do clássico de Howard Hawks. A franquia OCEAN’S ELEVEN, de Steve Soderbergh, na minha opinião se encaixa nesta categoria. Pouco tem a ver com o filme que Lewis Milestone fez com Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr. Vale ainda mencionar o ótimo OS SETE MAGNÍFICOS, de John Sturges (refilmagem de OS SETE SAMURAIS, de Akira Kurosawa),

E ainda há as coisas sem pé nem cabeça, como a refilmagem (plano a plano) que o conceituado cineasta Gus Van Sant fez do clássico PISCOSE, de Alfred Hitchcock. Até hoje não entendi como um pessoal bem qualificado entrou nesta roubada: Julianne Moore, Vince Vaughn, Anne Heche, Viggo Mortensen, William H. Macy. Que canoa furada. Totalmente sem sentido.

Meu primeiro impulso é ficar com o pé atrás com os remakes. Mas gosto de ter a mente aberta para reconhecer que as exceções que confirmam a regra várias vezes já me proporcionaram momentos lúdicos inesquecíveis.

To paraphrase Uncle William, cinema continues to discuss the fashion of remakes.

Recent version of REBECCA, at NETFLIX and Disney’s live action MULAN have rekindled this fire.

There are several types of reshoots.

For example, there are American versions of films from other countries. They have already resulted in great films like COUSINS, by Joel Schumacher (remake of the French COUSIN COUSINE, by Jean Charles Tacchella) or THE MAN WHO DIDN’T LOVE WOMEN, by David Fincher (remake of the Swedish one by Niels Arden Oplev) or THE DEPARTED, by Martin Scorsese (remake of the Japanese INTERNAL AFFAIRS, by Andrew Law) or SCENT OF A WOMAN, by Martin Brest (remake of Italian PROFUMO DI DONNA, by Dino Risi).

They also generated very weak films, such as SOLARIS, by Steven Soderbergh (free remake of the classic by Andrew Tarkowsky), DIABOLIQUE, by Jeremiah Chechnik (remake of the French classic by Henri-Georges Clouzot) or SWEPT AWAY, by Guy Ritchie (remake of namesake of Lina Wertmuller).

There are reinterpretations, reshoots that completely change the original film, creating upon the original script. I really like Brian de Palma‘s SCARFACE, a great modernization of the Howard Hawks classic. The OCEAN’S ELEVEN franchise, by Steve Soderbergh, in my opinion falls into this category. It has little to do with the film that Lewis Milestone made with Frank Sinatra, Dean Martin and Sammy Davis Jr. Vale mencionar por igual o excelente THE MAGNIFICENT SEVEN, by John Sturges (remake of THE SEVEN SAMURALS, by Akira Kurosawa),

And there are still things without any sense, like the remake (plan by plan) that the renowned filmmaker Gus Van Sant made of the classic PSYCHO, by Alfred Hitchcock. To this day, I have not understood how well-qualified people got into this robbery: Julianne Moore, Vince Vaughn, Anne Heche, Viggo Mortensen, William H. Macy. What a punctured canoe. Totally meaningless.

My first impulse is to doubt a lot with the remakes. But I like to have an open mind to recognize that the exceptions that confirm the rule several times have already provided me with unforgettable playful moments.

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