A CASA DA RÚSSIA: Drama de Espionagem Complexo, Bonito e Sensível

O segundo filme que vi neste sábado para homenagear o falecido Sean Connery foi A CASA DA RÚSSIA, de Fred Schepisi, baseado em uma novela de John Le Carré.

THE RUSSIA HOUSE tem para mim uma memória afetiva eterna. Como foi o primeiro filme a ser exibido no complexo de cinemas do Grupo GNC, no shopping Praia de Belas, décadas atrás, vimos pela primeira vez em uma sessão festiva de inauguração das salas. Até hoje recordo a emoção do Dr. Guilherme Leite (um dos sócios do GNC), no final do filme, tocado pela festa, pelo filme e pela trilha sonora impecável de Jerry Goldsmith.

Como convém a todo filme de espionagem, ainda mais baseado nos livros do mestre John Le Carré, a história é confusa e cheia de personagens, nomes e reviravoltas. Bartolomew “Barley” Scott Blair é um editor inglês quase aposentado e vivendo solitariamente em Lisboa que se vê envolvido em uma complexa trama de espionagem no final da Guerra Fria, quando sua presença em Moscou é demandada por uma lindíssima mulher russa (Michelle Pfeiffer em um de seus papeis mais elaborados e linda como sempre) para dar andamento a uma conversa com um russo que se diz escritor mas pode ser um cientista disposto a desertar para o ocidente.

O elenco é impressionante. se não bastassem Connery e Pfeiffer, tem James Fox, Roy Scheider, Klaus Maria Brandauer (magnífico como o misteriosos Dante) , John Mahoney, J.T.Walsh e uma rara e muito divertida aparição do cineasta inglês Ken Russell (a mente por trás de obras como TOMMY e CRIMES DE PAIXÃO).

O envolvimento dos serviços secretos Inglês e americano são alvo das ironias de Crichton expondo trapalhadas, paranóias e brigas de vaidades típicas da Guerra Fria.

O diretor Schepisi, um australiano que faz filmes com forte tendência emotiva, tem seu melhor trabalho, em minha opinião, em ROXANNE, com Steve Martin e Daryl Hannah, uma bela e bem humorada releitura do texto clássico. Aqui ele se debruça sobre a complexa narrativa de Le Carré (o roteiro do brilhante Tom Stoppard ajuda muito) e até arrisca uma história de amor tardio entre Barley e Katya, proporcionado belas cenas românticas em Moscou e Leningrado.

THE RUSSIA HOUSE é um filme bem interessante de se ver. Competente, bem feito, com ótimos atores, locações belíssimas (Londres, Lisboa, Moscou, Leningrado, São Petesburgo) e uma história com agentes duplos como convém a um filme de espionagem.

E vamos convir que Connery e Pfeiffer é uma dupla de alto luxo. Tudo de bom.

The second film I saw this Saturday to honor the late Sean Connery was Fred Schepisi‘s HOUSE OF RUSSIA, based on a novel by John Le Carré.

THE RUSSIA HOUSE has an eternal affective memory for me. As it was the first film to be shown in the GNC Group cinema complex, at Praia de Belas shopping mall, decades ago, we saw for the first time in a festive opening session. To this day, I remember the emotion of Dr. Guilherme Leite (one of the GNC’s partners), at the end of the film, touched by the party, the film and the impeccable soundtrack by Jerry Goldsmith.

As is the case with any spy film, even more based on the books of the master John Le Carré, the story is confusing and full of characters, names and twists. Bartolomew “Barley” Scott Blair is an English editor almost retired and living alone in Lisbon who finds himself involved in a complex espionage plot at the end of the Cold War, when his presence in Moscow is demanded by a beautiful Russian woman (Michelle Pfeiffer in a of her most elaborate works and beautiful as always) to carry on a conversation with a Russian who calls himself a writer but may be a scientist willing to desert to the West.

The cast is impressive. if Connery and Pfeiffer were not enough, there was James Fox, Roy Scheider, Klaus Maria Brandauer (magnificent as the mysterious Dante), John Mahoney, J.T.Walsh and a rare and very funny appearance by English filmmaker Ken Russell (the mind behind works like TOMMY and CRIMES OF PASSION).

The involvement of the English and American secret services is the target of Crichton’s ironies exposing clutter, paranoia and vanity fights typical of the Cold War.

Director Schepisi, an Australian who makes films with a strong emotional tendency, has his best work, in my opinion, on ROXANNE, with Steve Martin and Daryl Hannah, a beautiful and humorous reinterpretation of the classic text. Here he focuses on the complex narrative of Le Carré (the script by the brilliant Tom Stoppard helps a lot) and even risks a late love story between Barley and Katya, providing beautiful romantic scenes in Moscow and Leningrad.

THE RUSSIA HOUSE is a very interesting film to watch. Competent, well done, with great actors, beautiful locations (London, Lisbon, Moscow, Leningrad, Saint Petersburg) and a story with double agents as befits a spy movie.

And let’s say that Connery and Pfeiffer are a high-end pair. All the best.

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