O PRIMEIRO ASSALTO DE TREM: Sean Connery Também Fez Comédia

Minha singela homenagem ao grande Sean Connery falecido neste sábado, foi escolher dois dos 94 filmes em que atuou para ver outra vez. A imensa maioria dos filmes em que a arte de Sean Connery (e sua voz impecável e expressiva) esteve presente são ótimos.

Há alguns menos votados. Fazia muito tempo que eu tinha visto O PRIMEIRO ASSALTO DE TREM, comédia de heist que o escritor (e cineasta ocasional ) Michael Crichton fez em 1979, a partir de um livro seu, contando como dois vigaristas e uma linda prostituta se unem para perpetrar o roubo de barras de ouro em um trem em movimento.

Crichton é bem mais conhecido pelo gigantesco sucesso de alguns livros seus como JURASSIC PARK (e decorrências) e COMA, geradores de filmes famosíssimos e franquias e séries de TV de alto êxito.

THE FIRST GREAT TRAIN ROBBERY é uma obra diferente de Crichton. É uma clássica história de assalto (onde o tempo gasto na narrativa da preparação do roubo é maior e mais divertido que o próprio) com tons cômicos que dão a clara intenção de puro entretenimento da produção.

Sean Connery está longe de seus melhores papeis, mas é muito divertido de se ver como Edward Pierce, um ladrão que se infiltra na alta sociedade inglesa de 1850, para posar de milionário enquanto escolhe onde será seu próximo golpe. Donald Sutherland é Robert Agar, um dos melhores “screwsman” do mundo, um ladrão com habilidade extrema em abrir fechaduras e afins. E a inglesinha Leslie Ann Down (sucesso nos anos 70, a partir do papel em um dos filmes da série PANTERA COR DE ROSA) dá sensualidade ao filme, usando sua beleza para enganar pessoas chave de quem eles precisam alguma coisa.

Entre as coisas boas do filme está a ironia extrema com que o roteiro do próprio Crichton vê a nobreza inglesa e sua arrogância permanente, a começar pela crença de que jamais um trem inglês será roubado. O trio de malfeitores simpáticos vai dar um golpe nesta arrogância. Os hábitos sociais da nobreza são um prato cheio para o filme se divertir fazendo piadas sobre cavalgadas com donzelas ao final de tarde, a pompa e circunstância do chá das cinco, os clubes de cavalheiros (“imagina que agora querem que as mulheres possam votar, que absurdo”), bordéis de luxo e outros típicos comportamentos britânicos da época.

Ri muito ao rever THE FIRST GREAT TRAIN ROBBERY. É um filme leve e muito divertido. Um raro trabalho cômico de Sir Sean Connery.

My simple tribute to the great Sean Connery who died this Saturday, was to choose two of the 94 films in which he acted to see again. The vast majority of films in which Sean Connery’s art (and his impeccable and expressive voice) was present are great.

There are some less voted. It had been a long time since I had seen THE FIRST GREAT TRAIN ROBBERY, a heist comedy that the writer (and occasional filmmaker) Michael Crichton made in 1979, from his book, telling how two swindlers and a beautiful prostitute come together to perpetrate the theft of gold bars on a moving train.

Crichton is well known for the gigantic success of some of his books such as JURASSIC PARK (and incidents) and COMA, generators of very famous films and highly successful franchises and TV series.

THE FIRST GREAT TRAIN ROBBERY is a different work from Crichton. It is a classic robbery story (where the time spent on the theft preparation narrative is longer and more delicious than the robbery itself) with comic tones that give the production’s clear intention of pure entertainment.

Sean Connery is far from his best roles, but it’s a lot of fun to see himself as Edward Pierce, a thief who infiltrates 1850’s English high society, to pose as a millionaire while choosing where his next move will be. Donald Sutherland is Robert Agar, one of the best screwsman in the world, a thief with extreme ability to open locks and the like. And the Englishwoman Leslie Ann Down (a success in the 70s, from the role in one of the films in the PINK PANTER series) adds sensuality to the film, using her beauty to deceive key people from whom they need something.

Among the good things in the film is the extreme irony with which Crichton’s own script sees English nobility and their permanent arrogance, starting with the belief that an English train will never be stolen. The trio of likeable malefactors will take a hit on this arrogance. The social habits of the nobility are a full plate for the film to have fun making jokes about horseback riding with young ladies in the late afternoon, the pomp and circumstance of the five o’clock tea, the gentlemen’s clubs (“imagine that now they want women to vote how absurd “), luxury brothels and other typical British behavior of the time.

I laughed a lot when I saw again THE FIRST GREAT TRAIN ROBBERY. It is a light and very entertaining film. A rare comic work by Sir Sean Connery.

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