OS CRIMINOSOS NÃO MERECEM PRÊMIO: Comédia Ótima, Drama de Espionagem Ingênuo

Um dos escritores de maior sucesso dos anos 60 e 70 se chamava Irving Wallace. Seus livros eram presença constante das listas de best sellers ao redor do mundo. Foram obras dele OS SETE MINUTOS (que gerou um filme marginal que qualquer dia comento por aqui), o FÃ CLUBE e um dos mais famosos O PRÊMIO.

A trama envolvia um escritor americano bêbado e mulherengo que recebe o Prêmio Nobel de Literatura e tem que ir até Oslo, Noruega, para receber a honraria, muito mais interessado no poderoso cheque que acompanha o prêmio.

Lá chegando, ele se depara com um complô internacional de espionagem, onde o cientista que recebeu o Prêmio Nobel de Física é substituído por seu irmão gêmeo, trabalhando para os soviéticos.

A história gerou um filme muito divertido, intitulado OS CRIMINOSOS NÃO MERECEM PRÊMIO (THE PRIZE), dirigido em 1963, por Mark Robson, um cineasta canadense bem comum. No elenco estavam Paul Newman, a incrível atriz alemã Elke Sommer (uma das musas do anos 60), Edward G. Robinson, Diane Baker e Leo G. Carroll ( o eterno chefe do Agente da U.N.C.L.E.)

O filme funciona muito bem como comédia. Newman transitava bem em cenas cômicas e se sai otimamente como o normalmente alcoolizado Andrew Craig. A parte séria do filme, um complô de espionagem típico da Guerra Fria é bem mais ou menos.

Revendo THE PRIZE 57 anos depois de feito, tudo parece meio ingênuo. As maldades e perversidades dos vilões, as ousadia de nudez e diálogos picantes entre os personagens, as cenas de suspense, tudo hoje soa meio adolescente.

Mas quando se consegue ver o filme com olhos daquela época, é uma comédia divertida.

One of the most successful writers of the 60s and 70s was the american Irving Wallace. His books were a constant presence on the bestseller lists around the world. Among his works were THE SEVEN MINUTES (which generated a marginal film that I will comment here anyday), the FAN CLUB and one of the most famous THE PRIZE.

The plot involved a drunk and womanizing American writer who receives the Nobel Prize for Literature and has to go to Oslo, Norway, to receive the honor, much more interested in the powerful check that accompanies the prize.

Once there, he is faced with an international espionage plot, where the scientist who received the Nobel Prize in Physics is replaced by his twin brother, working for the Soviets.

The story spawned a very entertaining film, entitled THE PRIZE, directed in 1963 by Mark Robson, a very common Canadian filmmaker. The cast included Paul Newman, the incredible German actress Elke Sommer (one of the 60’s muses), Edward G. Robinson, Diane Baker and Leo G. Carroll (the eternal head of the Man From U.N.C.L.E.)

The film works very well as a comedy. Newman was a good driver in comedic scenes and does great like the normally drunk Andrew Craig. The serious part of the film, a typical Cold War espionage plot, is more or less.

Reviewing THE PRIZE, 57 years after it was done, everything seems a bit naive. The badness and perversities of the villains, the boldness of nudity and spicy dialogues between the characters, the suspense scenes, everything today sounds a little teen.

But when you can see the film with eyes from that time, it’s a fun comedy

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