OS HERÓIS NÃO SE ENTREGAM: Um Filmaço de Guerra Mostra Duelo entre um General e um Maestro

OS HERÓIS NÃO SE ENTREGAM, de Ralph Nelson é um filme de guerra feito em 1968 narrando a história de uma orquestra sinfônica que está tocando na fronteira da Bélgica na parte final da Segunda Guerra e tem todos os seus membros presos pelo exército alemão que está deixando o País.

Como o General Schiller (Maximillian Schell notável) é um grande apreciador da música erudita e fã do maestro Lionel Evans (excelente trabalho de Charlton Heston) resolve negar o pedido de libertação dos músicos e exige um concerto particular para ele, o que provoca um duelo de egos entre ele e o condutor da orquestra.

O elenco é espetacular. Além de Schell e Heston, Leslie Nielsen (um de sues papéis dramáticos), a bela Kathryn Hays (perfeita como a violoncelista Annabelle Rice, ex-amor do maestro, atual esposa do sub-regente e interesse sexual do General) e Anton Diffring (o membro da SS que insiste em matar todos os músicos).

Na música, contraponto (COUNTERPOINT, título original) é a relação entre duas ou mais linhas musicais que são harmonicamente interdependentes, mas independentes no ritmo e no contorno melódico.

A tensão que perdura durante os 107 minutos do filme é admirável. O confronto de valores, perspectivas, orgulhos e paixões dos protagonistas proporciona momentos inesquecíveis, em especial para os fãs dos filmes de guerra.

OS HERÓIS NÃO SE ENTREGAM raramente é citado entre os grande filmes de guerra. Em minha opinião, é subestimado. Se não é uma obra prima como GLÓRIA FEITA DE SANGUE, APOCALIPSE NOW, CANHÕES DE NAVARONE, A PONTO DO RIO KWAI ou A LISTA DE SCHINDLER – o que não é mesmo – é um filme de extrema competência, que melhora a cada visão.

COUNTERPOINT, by Ralph Nelson is a war movie made in 1968 narrating the story of a symphony orchestra that is playing on the border of Belgium at the end of World War II and has all its members arrested by the German army that is leaving the country.

As General Schiller (a notable Maximillian Schell) is a great connoisseur of classical music and a fan of conductor Lionel Evans (incredible work by Charlton Heston) he decides to deny the musicians’ request for release and demands a private concert for him, which causes a duel of egos between him and the conductor of the orchestra.

The cast is spectacular. In addition to Schell and Heston, Leslie Nielsen (one of her dramatic roles), the beautiful Kathryn Hays (perfect as cellist Annabelle Rice, former conductor’s love, current wife of the sub-conductor and the General’s sexual interest) and Anton Diffring ( the SS member who insists on killing all musicians).

In music, counterpoint is the relationship between two or more musical lines which are harmonically interdependent yet independent in rhythm and melodic contour. 

The tension that endures during the 107 minutes of the film is admirable. The confrontation of values, perspectives, pride and passions of the protagonists provides unforgettable moments, especially for fans of war films.

COUNTERPOINT themselves is rarely mentioned among the great war films. In my opinion, it is underestimated. If it is not a masterpiece like GLORY MADE OF BLOOD, APOCALYPSE NOW, NAVARONE CANNONS, AT THE POINT OF THE KWAI RIVER or SCHINDLER’S LIST, it is an extremely competent film, which improves with each vision.

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