CONTRACAPA: Série Paranaense Sobre a Jornalismo Tem Muita Coisa Boa e Alguns Erros Costumeiros

Deparei na GLOBOPLAY com a série paranaense da Produtora G7, intitulada CONTRACAPA, com 13 episódios longos sobre a história da luta de um grupo de jornalistas curitibanos para desvendar um esquema estadual de corrupção nas altas esferas políticas. O jornal fictício onde trabalham se chama GAZETA BRASILEIRA e parte de umas fotos que um blogueiro divulgou de um candidato ao Governo do Paraná flagrado negociando um programa com um travesti.

A produção – toda com atores e técnicos paranaenses, 107 no total – é muito esmerada. As filmagens, fotografia e som são realmente impecáveis, de nível internacional. O elenco, com Hélio Barbosa, Carolina Fauquemont, Tiago Luz, Zéca Cenovicz, Mauro Zanatta, Michelle Pucci e Renét Lyon é bastante homogêneo e funciona bem na criação dos personagens principais.

Eu tenho um amigo que diz que a superioridade de filmes e séries inglesas vem do fato de que até o ator ou atriz que faz uma pequena aparição na tela, apenas servindo um chá ou trazendo um documento é sempre um ator excelente, capaz de emprestar grande expressividade aos papeis menores da produção.

CONTRACAPA padece deste problema. Há muitos pequenos papeis em que foram escolhidos péssimos atores. A cena do lançamento de uma candidatura política é constrangedora. Mal escrita, claramente improvisada e cheia de problemas.

Outro ponto negativo de CONTRACAPA – este comum a muitas séries internacionais – é a duração exagerada. Treze capítulos de mais de uma hora de duração é uma metragem absurda, em que muitas cenas se repetem, sem que a narrativa avance significativamente.

O ponto mais alto de CONTRACAPA é seu roteiro moderno e atual, onde são abordados temas de lata relevância na atualidade: a queda dos meios de comunicação impressos, a corrupção entre políticos, a proteção a eles das autoridades, a diversidade e a inclusão lutando contra o preconceito, a dificuldade das mulheres em ascender em seus empregos, as dificuldades de conciliar agenda profissional e familiar.

A série foi exibida no Canal AXN e na TV Brasil e está disponível na GLOBOPLAY.

Deparei na GLOBOPLAY com uma série paranaense da Produtora G7, intitulada CONTRACAPA, com 13 episódios longos sobre a história da luta de um grupo de jornalistas curitibanos para desvendar um esquema estadual de corrupção nas altas esferas políticas. O jornal fictício onde trabalha se chama GAZETA BRASILEIRA e parte de umas fotos que um blogueiro divulgou um candidato ao Governo do Paraná flagrado negociando um programa com um travesti.

A produção – toda com atores e técnicos paranaenses, 107 no total – é muito esmerada. As filmagens, fotografia e som são realmente impecáveis, de nível internacional. O elenco, com Hélio Barbosa, Carolina Fauquemont, Tiago Luz, Zéca Cenovicz, Mauro Zanatta, Michelle Pucci e Renét Lyon é bastante homogêneo e funciona bem na criação dos personagens principais.

Eu tenho um amigo que diz que a superioridade de filmes e séries inglesas vem do fato de que até o ator ou atriz que faz uma pequena aparição na tela, apenas servindo um chá ou trazendo um documento é sempre um ator excelente, capaz de emprestar grande expressividade aos papeis menores da produção.

CONTRACAPA padece deste problema. Há muitos pequenos papeis em que foram escolhidos péssimos atores. A cena do lançamento de uma candidatura política é constrangedora. Mal escrita, claramente improvisada e cheia de problemas.

Outro ponto negativo de CONTRACAPA – este comum a muitas séries internacionais – é a duração exagerada. Treze capítulos de mais de uma hora de duração é uma metragem absurda, em que muitas cenas se repetem, sem que uma narrativa avance secundária.

O ponto mais alto de CONTRACAPA é seu roteiro moderno e atual, onde são incluídos de lata de lata na atualidade: a queda dos meios de comunicação impressos, a corrupção entre políticos, a proteção a eles das autoridades, a diversidade e a inclusão lutando contra o preconceito, a dificuldade das mulheres em ascender em seus empregos, as dificuldades de conciliar agenda profissional e familiar.

A série foi exibida no Canal AXN e na TV Brasil e está disponível no GLOBOPLAY.

I came across at GLOBOPLAY with the G7 series from Paraná, entitled BACK COVER, with 13 long episodes about the history of the struggle of a group of Curitiba journalists to unravel a state scheme of corruption in the high political spheres. The fictional newspaper where they work is called GAZETA BRASILEIRA and part of some photos that a blogger released of a candidate for the Government of Paraná caught negotiating a program with a transvestite.

The production – all with actors and technicians from Paraná, 107 in total – is very careful. The filming, photography and sound are really impeccable, at an international level. The cast, with Hélio Barbosa, Carolina Fauquemont, Tiago Luz, Zéca Cenovicz, Mauro Zanatta, Michelle Pucci and Renét Lyon is very homogeneous and works well in the creation of the main characters.

I have a friend who says that the superiority of English films and series comes from the fact that even the actor or actress who makes a small appearance on the screen, just serving a tea or bringing a document is always an excellent actor, able to lend great expressiveness to the minor roles of production.

BACK COVER suffers from this problem. There are many small roles in which bad actors have been chosen. The scene of releasing a political candidacy is embarrassing. Poorly written, clearly improvised and full of problems.

Another negative point of BACK COVER – this one very common to many international series – is the exaggerated duration. Thirteen chapters lasting more than an hour are absurd footage, in which many scenes are repeated without the narrative advancing significantly.

The highest point of BACK COVER is its modern and current choice of subjects, which addresses topics of great relevance today: the fall of the printed media, corruption among politicians, the protection of them by the authorities, diversity and inclusion, fighting against prejudice, the difficulty of women in ascending their jobs, the problems of reconciling professional and family agenda.

The series was shown on Canal AXN and TV Brasil and is available on GLOBOPLAY.

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