O SEQUESTRO DO METRÔ: Filme Policial Exemplar da Década de 70

O SEQUESTRO DO METRÔ é um thriller de ação sobre um grupo de bandidos que resolve tomas de assalto um trem do metrô de Nova Iorque e exigir um resgate da cidade. O grande enigma é como eles pretendem sair do metrô, uma vez que toda polícia de Nova Iorque estaria aguardando por eles.

O livro best seller de John Godey fez tanto sucesso que já gerou duas adaptações cinematográficas. Em 1974, Joseph Sargent reuniu Walter Matthau, Robert Shaw, Martin Balsam, Hector Elizondo e Lee Wallace para viverem os personagens da trama.

Em 2009, o falecido Tony Scott trouxe de volta os personagens, aí com Denzel Washington, John Travolta, James Gandolfini, Luiz Guzman e John Turturro. Para variar, ficou aquém do original. Bem abaixo mesmo.

O filme da década de 70 – revi ontem – tem o charme discreto da ingenuidade. Os “disfarces” dos bandidos são quase fantasias. Casacos pesados, chapéus e bigodes totalmente over que mais chamam a atenção que efetivamente disfarçam.

A intriga política por trás da trama (o Prefeito de Nova Iorque está atrás nas pesquisas para a reeleição e tem medo de desagradar a população se houver mortes) é bem paralela, mas gera bons momentos.

O charme maior – além da história pouco usual (todo mundo debocha do fato de terem sequestrado um vagão do metrô) – está no duelo dos atores. Walter Matthau, mais brilhante sempre em papeis cômicos, está muito bem como o responsável pela segurança do metrô. Robert Shaw, o líder inglês do bando era um excelente ator e sempre está perfeito em cena. Hector Elizondo (anos depois o imbatível gerente do Hotel Beverly Wilshire em UMA LINDA MULHER) dá o tom de violência, misoginia e maldade ao bando. E Martin Balsam outra vez demonstra que ser um grande coadjuvante é uma arte.

Vi a primeira vez O SEQUESTRO DO METRÔ, no Cine Baltimore, com meu pai. Ainda lembro do impacto da brilhante cena final. Um exemplar eterno de uma cena bem escrita pelo roteirista. Sobrevive intacta, 46 anos depois de chegar às telas.

THE TAKING OF PELHAM 123 is an action thriller about a group of bandits who resolve to assault a New York subway train and demand a rescue of the city. The big puzzle is how they intend to get off the subway, since all New York police would be waiting for them.

John Godey‘s bestselling book was so successful that it has already spawned two film adaptations. In 1974, Joseph Sargent brought together Walter Matthau, Robert Shaw, Martin Balsam, Hector Elizondo and Lee Wallace to live the characters of the plot.

In 2009, the late Tony Scott brought the characters back, with Denzel Washington, John Travolta, James Gandolfini, Luiz Guzman and John Turturro. No surprise that it fell short of the original. Well below.

The film from the 70s – yesterday I saw it again – has the discreet charm of naivete. The bandits’ “disguises” are almost fantasies. Heavy coats, hats and mustaches totally over that draw the most attention that effectively disguise. The big ransom is one million dollars.

The political intrigue behind the plot (the Mayor of New York is behind in the polls for reelection and is afraid to displease the population if there are deaths) is very parallel, but it generates good times.

The biggest charm – besides the unusual story (everyone makes fun of the fact that they have hijacked a subway car) – is in the duel of the actors. Walter Matthau, the most brilliant ever in comic roles, is very well in charge of subway safety. Robert Shaw, the English leader of the pack was an excellent actor and is always perfect on the scene. Hector Elizondo (years later the unbeatable manager of the Beverly Wilshire Hotel in PRETTY WOMAN) sets the tone of violence, misogyny and malice for the gang. And Martin Balsam again demonstrates that being a great supporting actor is an art.

I first saw THE TAKING OF PELHAM 123, at Cine Baltimore, with my father. I still remember the impact of the brilliant final scene. An eternal example of a scene well written by the screenwriter. It survives intact, 46 years after reaching the screens.

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