HANNIE CAULDER: DESEJO DE VINGANÇA – Rachel Welch é uma Pistoleira Vingativa

Assisti ontem (outra vez) um western de 1971, chamado HANNIE CAULDER: DESEJO DE VINGANÇA, que o roteirista e cineasta norte-americano Burt Kennedy (uma espécie de especialista em filmes de faroeste) dirigiu como veículo para a beleza estonteante da atriz Rachel Welch.

Um mulher belíssima casada com um fazendeiro vê seu marido ser brutalmente assassinado e é estuprada por três bandidos, os irmãos Clemens, assaltantes de bancos que aterrorizavam as cidades do local. Contrata um caçador de recompensas (Robert Culp) para lhe ensinar a atirar e parte para se vingar de seus algozes.

O trio de malfeitores é vivido por Ernst Borgnine, Jack Elan e Strother Martin, caracterizados como feios, sujos e malvados.

Rachel Welch, atriz nascida em Chicago hoje tem 80 anos. Fez 71 filmes e foi uma das musas das décadas de 60 e 70. No gênero dos westerns, fez outros dois filmes bem conhecidos, 100 RIFLES e BANDOLERO: O PREÇO DE UM COVARDE. Os três tem o mesmo tipo de narrativa: uma história de violência no faroeste, entremeada por cenas que explorem a beleza da atriz.

O roteiro traz frases dúbias e de conteúdo erótico. Ao pedir que o caçador de recompensas lhe ensine a atirar, uma quase nua Hannie Caulder está praticamente nua, vestida apenas com um cobertor. O pistoleiro lhe responde: “Não vejo bolsos neste cobertor”. Ao que Hannie responde “dinheiro não é a única forma de pagamento.” O desejo de vingança leva a extremos.

HANNIE CAULDER viaja por outro gênero que tem muitos exemplares no cinema: o da mulher buscando vingança por um fato traumático de seu passado. KILL BILL, de Quentin Tarantino (que cita HANNIE CAULDER), o péssimo JENNIFER’S BODY e o ótimo RÁPIDA E MORTAL são apenas três ilustres exemplares.

Ver HANNIE CAULDER depois de tantos anos, evidencia que a década de 70 trouxe narrativas presumivelmente ousadas (para os padrões da época). Vistos hoje são filmes quase ingênuos. A maldade se sofisticou nestas décadas.

I saw yesterday (again) a 1971 western called HANNIE CAULDER, which American screenwriter and filmmaker Burt Kennedy (a kind of Western film specialist) directed as a vehicle for the stunning beauty of actress Rachel Welch.

A beautiful woman married to a farmer sees her husband being brutally murdered and is raped by three bandits, the Clemens brothers, bank robbers who terrorized the local towns. She hires a bounty hunter (Robert Culp) to teach her how to shoot and sets out to take revenge on her executioners.

The trio of evildoers is experienced by Ernst Borgnine, Jack Elan and Strother Martin, characterized as ugly, dirty and evil.

Rachel Welch, actress born in Chicago, today is 80 years old. She made 71 films and was one of the muses of the 60s and 70s. In the western genre, she made two other well-known films, 100 RIFLES and BANDOLERO!. The three have the same type of narrative: a story of violence in the wild west, interspersed with scenes that explore the astonishing beauty of the actress.

The script contains dubious phrases with erotic content. When asking the bounty hunter to teach her how to shoot, an almost naked Hannie Caulder, dressed only with a blanket. The gunslinger replies, “I don’t see any pockets on this blanket.” To which Hannie replies “money is not the only form of payment.” The desire for revenge leads to extremes.

HANNIE CAULDER travels in another genre that has many films in cinema: movies about women seeking revenge for a traumatic event in their past. KILL BILL, by Quentin Tarantino (that quotes HANNIE CAULDER), the terrible JENNIFER’S BODY and the great QUICK AND THE DEAD are just three illustrious examples.

Seeing HANNIE CAULDER after so many years, shows that the 70s brought presumably bold narratives (by the standards of the time). Seen today are almost naive films. Evil has become more sophisticated in these decades.

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