RAINHA DO DESERTO: Herzog e Kidman Filmam a História de Gertrude Bell

Confesso que eu nunca tinha ouvido falar em Gertrude Bell. Mas como vi que o grande cineasta alemão Werner Herzog tinha feito um filme sobre ela em 2015, chamado A RAINHA DO DESERTO, fui atrás da história.

Gertrude Margaret Lowtian Bell foi uma escritora, arqueóloga, exploradora, cartógrafa e oficial inglesa que teve papel essencial na reorganização política das relações da Grã-Bretanha com regiões da África após a Primeira Guerra Mundial. Síria, Palestina, Mesopotâmia e demais países árabes devem muito a ela que juntamente com o famoso T.E. Lawrence (o Lawrence da Arábia do filme icônico de David Lean) foram essenciais para o destino político e econômico daqueles países.

Para compor o elenco de seu filme, Herzog escolheu Nicole Kidman (mas um soberbo trabalho como a protagonista Gertrude), Damian Lewis (o ótimo Brody de HOMELAND), Robert Pattinson (T.E. Lawrence), James Franco, Jay Abdo, Jenny Agutter e David Caldwell.

No movimento chamado NOVO CINEMA ALEMÃO, Herzog foi nome de ponta, com filmes como O ENIGMA DE KASPER HOUSE, FITZCARRALDO e AGUIRRE, A CÓLERA DOS DEUSES. Hoje, aos 78 anos e morando em Los Angeles, até como vilão no filme JACK REACHER, com Tom Cruise ele apareceu. A RAINHA DO DESERTO mostra a beleza e a crueza do cinema de Herzog, muitas vezes um naturalista.

O crítico Ben Kenigsberg, do THE NEW YORK TIMES disse sobre o filme: “A primeira metade se concentra no romance de Bell com um diplomata júnior (James Franco, surpreendentemente crível como um britânico arrojado). Em um dos poucos momentos que cheiram à verdadeira estranheza Herzogiana, o personagem do Sr. Franco leva Bell ao topo de uma torre onde restos humanos foram deixados e pede para beijá-la na frente de um abutre. Quando o afeto de Bell se volta para um oficial militar casado (Damian Lewis), o filme já abandonou a maioria de suas excentricidades. Mas se Herzog parece satisfeito em seguir as regras de Hollywood, há aspectos em que ele as aprimora. Ele escalou atores árabes para papéis árabes, uma mudança da prática na era de Lean. E ao contrário de Lean, ele não sentimentaliza a paisagem, o que não quer dizer que “Rainha do Deserto” seja um filme feio. Mesmo o filme biográfico mais enfadonho seria resgatado pelos olhos do Sr. Herzog. As cenas que acompanham Bell em seus encontros com líderes árabes podem fazer você recuperar o fôlego. Nível Ira de Deus? Não. Mas os exploradores precisam trabalhar com o que encontram.””

Werner Herzog e Nicole Kidman juntos sempre valerá a pena explorar.

I confess that I had never heard of Gertrude Bell. But as I saw that the great German filmmaker Werner Herzog had made a film about her in 2015, called QUEEN OF THE DESERT, I went after the story.

Gertrude Margaret Lowtian Bell was an English writer, archaeologist, explorer, cartographer and official who played an essential role in the political reorganization of Britain’s relations with regions in Africa after the First World War. Syria, Palestine, Mesopotamia and other Arab countries owe him a lot, which together with the famous T.E. Lawrence (the Lawrence of Arabia from David Lean‘s iconic film) was essential to the political and economic fate of those countries.

To compose the cast of his film, Herzog chose Nicole Kidman (another a superb job as the protagonist Gertrude), Damian Lewis (the great Brody of HOMELAND), Robert Pattinson (TE Lawrence), James Franco, Jay Abdo, Jenny Agutter and David Caldwell.

In the movement called NEW GERMAN CINEMA, Herzog was a leading name, with films such as THE ENIGMA OF KASPER HOUSE, FITZCARRALDO and AGUIRRE, THE WRATH OF GOD. Today, at 78 and living in Los Angeles, even as a villain in the film JACK REACHER, with Tom Cruise he appeared. QUEEN OF THE DESERT shows the beauty and rawness of Herzog’s cinema, often a naturalist.

THE NEW YORK TIMES critic Ben Kenigsberg said of the film: “The first half dwells on Bell’s romance with a junior diplomat (James Franco, surprisingly credible as a dashing Brit). In one of the few moments that smacks of true Herzogian weirdness, Mr. Franco’s character takes Bell to the top of a tower where human remains have been left and asks to kiss her in front of a vulture. By the time Bell’s affections turn to a married miliary officer (Damian Lewis), the movie has abandoned most of its eccentricities. But if Mr. Herzog mostly seems content to follow Hollywood rules, there are respects in which he improves on them. He has cast Arab actors in Arab roles, a change from the practice in Mr. Lean’s era. And unlike Mr. Lean, he doesn’t sentimentalize the landscape, which is not to say that “Queen of the Desert” is an ugly film. Even the stodgiest biopic would be redeemed by Mr. Herzog’s eye. The shots that track Bell into her meetings with Arab leaders may have you catching your breath. Wrath-of-god level? No. But explorers need to work with what they find.”

Werner Herzog and Nicole Kidman together will always be worth exploring.

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