PAPA: Hemingway em Cuba é um Tema Muito Melhor que o Filme

PAPA (PAPA HEMINGWAY IN CUBA), do produtor e diretor iraniano Bob Yari conta a história real da amizade entre o jornalista Denne Bart Petitclerc (aqui chamado de Ed Meyers e vivido pelo bom Giovanni Ribisi) e o lendário escritor Prêmio Nobel e Pulitzer Ernst Hemingway (o ator de teatro Adrian Sparks).

Além deste ponto de partida extraordinário, o filme contou com o trunfo inegável de ter sido o primeiro filme americano rodado em Cuba desde 1959. As locações nas belíssimas praias cubanas e, principalmente na casa real em que morou Ernst Hemingway, a Finca Vigia, são magníficas.

O elenco ainda tem duas atrizes muito interessantes: Joely Richardson, neta de Michael Redgrave, filha do cineasta Tony Richardson e da magnífica Vanessa Redgrave, está ótima no papel da última esposa de Hemingway, Mary. E a bela Minka Kelly interpreta a jornalista Debbie Hunt, colega e paixão de Meyers.

Achei o roteiro muito fraco. Aqui e ali há boas frases ditas por Hemingway, mas no geral tudo é meio fraco: o contexto político pré Revolução em Cuba, a participação americana, os escândalos de J.Edgar Hoover, a depressão e a busca pelo suicídio de Hemingway.

Nenhum dos importantes temas do filme é suficientemente aprofundado. Ficou quase como um belo documentário do National Geografic.

Pelo menos o filme serviu para mostrar a bela casa de Ernst Hemingway (hoje um museu em Cuba) e trazer este fato real da amizade do jornalista americano com ele.

Podia ter ido muito mais longe.

PAPA (PAPA HEMINGWAY IN CUBA), by Iranian producer and director Bob Yari tells the real story of the friendship between journalist Denne Bart Petitclerc (here called Ed Meyers and lived by the good Giovanni Ribisi) and the legendary writer winner of Nobel Prize and Pulitzer, Ernst Hemingway (theater actor Adrian Sparks).

In addition to this extraordinary starting point, the film had the undeniable advantage of having been the first American film shot in Cuba since 1959. The locations on the beautiful Cuban beaches and, especially in the real house where Ernst Hemingway lived, the Finca Vigia, they are magnificent.

The cast still has two very interesting actresses: Joely Richardson, granddaughter of Michael Redgrave, daughter of filmmaker Tony Richardson and the magnificent Vanessa Redgrave, looks great in the role of Hemingway’s last wife, Mary. And beautiful Minka Kelly plays journalist Debbie Hunt, Meyers’ colleague and crush.

I found the script very weak. Here and there are good phrases spoken by Hemingway, but in general everything is a little weak: the pre-Revolutionary political context in Cuba, American participation, J.Edgar Hoover scandals, depression and Hemingway’s suicide.

None of the important themes of the film are sufficiently detailed. It was almost like a beautiful National Geografic documentary.

At least the film served to show Ernst Hemingway‘s beautiful home (now a museum in Cuba) and bring this real fact of the American journalist’s friendship with him.

It could have gone much further.

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