O CÉU DA MEIA NOITE: George Clooney and What Else?

George Clooney é um persona cinematográfica top. Ele é ator consagrado em 92 títulos (de TV e Cinema), ganhador do Oscar por seu trabalho em SYRYANA, produtor reconhecido e premiado de 39 filmes (Oscar de Melhor Filme por ARGO) e diretor de 9 películas. Neste final de ano, O CÉU DA MEIA NOITE estreou com pompa e circunstância na NETFLIX, filme produzido, dirigido e estrelado por Clooney.

Baseado no livro GOOD MORNING MIDNIGHT, de Lilian Brooks-Dalton, o filme narra duas histórias distópicas futuristas. Em 2049, uma catástrofe provocada pela humanidade está matando toda a população. Um cientista brilhante com uma doença terminal resolve ficar isolado em uma estação no Ártico à espera da morte. Ali ele descobre que uma expedição espacial lançada anos atrás está iniciando a volta à Terra e dá novo motivo a sua vida tentando avisá-los para não voltar.

Há uma evidente inspiração no ótimo GRAVIDADE, de Alfonso Cuarón, no qual Clooney tinha pequeno mas importante papel. Há vários momentos em que parece estarmos vendo uma sequência daquele filme. Mas o maior feito do talento de Cuarón em GRAVITY – não deixar se criar um só momento de melancolia ou tédio – pela dramaticidade dos fatos, não foi atingido por Clooney.

Embora O CÉU DA MEIA NOITE tenha seus momentos de drama e de ação (há pelo menor duas cenas muito bem feitas e cheias de suspense), há muitas imagens que parecem repetidas à exaustão em seus 118 minutos. O filme declaradamente é um drama existencial, com cenas de aventura.

O elenco é muito bom. além de Clooney, há Felicity Jones, a ótima atriz inglesa de ROGUE ONE e A TEORIA DE TUDO, o também britânico David Oyelovo (SELMA), o grande ator mexicano Demián Bichir (THE BRIDGE), a estreante Caoillin Springall, Kyle Chandler (ARGO) e Tiffany Boone (HUNTERS).

A produção é esmerada e competente. Tanto na estação espacial, quanto no inóspito meio ambiente ártico, a atratividade dos cenários prende a atenção do espectador.

O tema central do filme é a capacidade da humanidade e do ser humano enquanto indivíduo de se reinventar e resistir às tragédias e dificuldades, sejam quais forem. Mas, como diz a famosa série de anúncios comerciais que Clooney estrela para a NESPRESSO, “what else?”. Para mim, embora se veja O CÉU DA MEIA NOITE com atenção, algo ficou faltando. Talvez tenha sido exatamente mais emoção.

George Clooney is a top cinematic persona. He is a renowned actor in 92 titles (TV and Cinema), an Oscar winner for his work on SYRYANA, a recognized and awarded producer of 39 films (Oscar for Best Film by ARGO) and director of 9 films. At the end of this year, THE MIDNIGHT SKY premiered with pomp and circumstance on NETFLIX, a film produced, directed and starring Clooney.

Based on the book GOOD MORNING MIDNIGHT, by Lilian Brooks-Dalton, the film tells two dystopian futuristic stories. In 2049, a catastrophe caused by humanity is killing the entire population. A brilliant scientist with a terminal illness decides to be isolated at a station in the Arctic waiting for death. There he discovers that a space expedition launched years ago is starting the return to Earth and gives a new reason to his life trying to warn them not to return.

There is an evident inspiration in Alfonso Cuarón‘s great GRAVITY, in which Clooney had a small but important role. There are several moments when we seem to be seeing a sequence from that film. But the greatest achievement of Cuarón’s talent in GRAVITY – not letting a single moment of melancholy or boredom be created – by the drama of the facts, was not achieved by Clooney.

Although THE MIDNIGHT SKY has its moments of drama and action (there are at least two scenes very well done and full of suspense), there are many images that seem repeated over and over in its 118 minutes. The film is reportedly an existential drama, with scenes of adventure.

The cast is very good. in addition to Clooney, there is Felicity Jones, the great English actress of ROGUE ONE and THE THEORY OF EVERYTHING, the also British David Oyelovo (SELMA), the great Mexican actor Demián Bichir (THE BRIDGE), the debutant Caoillin Springall, Kyle Chandler (ARGO ) and Tiffany Boone (HUNTERS).

Production is painstaking and competent. Both in the space station and in the harsh arctic environment, the attractiveness of the scenarios holds the viewer’s attention.

The central theme of the film is the capacity of humanity and the human being as an individual to reinvent themselves and resist tragedies and difficulties, whatever they may be. But, as the famous commercial ad series that Clooney stars for NESPRESSO says, “what else?“. For me, although I see the THE MIDNIGHT SKY with attention, something was missing. Perhaps it was exactly more emotion.

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