PARIS, MANHATTAN: RomCom Bobinha, Bobinha

O argumento de PARIS, MANHATTAN podia proporcionar uma boa comédia romântica. Uma farmacêutica parisiense, chegando aos 40 anos tem dificuldades em se envolver em relacionamento sérios, no que é pressionada pela família rica e tradicional. Em certo momento da vida, ela se apaixona pelo cinema de Woody Allen, passando a ver todos os seus filmes, emprestando DVDs a seus amigos e dialogando com um enorme poster do cineasta que decora a sala de seu apartamento (uma das poucas ótimas sacadas do filme é que estes diálogos entre a protagonista e Allen utilizam frases dos filmes dele).

Um dos problemas do desenvolvimento do filme é a falta de carisma da atriz Alice Taglioni. É difícil se encantar com Alice (a personagem), certamente um dos elementos essenciais de uma comédia romântica. Seu par romântico é feito pelo ator Patrick Bruel, um bom ator para fazer aqueles papeis que despertam carinho nos espectadores. Marine Delterme, Michel Aumont e Margaux Chatelier fazem o elenco.

Para surpresa geral, em determinado momento do filme o próprio Woody Allen faz uma participação no filme. Procurei porque ele teria concordado em aparecer em um filme tão simplório como este. Não encontrei. De qualquer sorte é o melhor do filme.

Está certo que comédias românticas tem muito mais o objetivo de divertir e entreter do que provocar alguma reflexão mais profunda. Mas os ótimos títulos do gênero (como UMA LINDA MULHER e NOTTING HILL) conseguem fazer as duas coisas.

PARIS, MANHATTAN – mesmo no primeiro objetivo – é fraco. Pior que isso, adota um viés conservador, como na cena que a irmã casada da protagonista se permite uma aventura erótica.

Foi uma pena, mas PARIS, MANHATTAN não cumpriu o que prometeu.

The argument of PARIS, MANHATTAN could provide a good romantic comedy. A Parisian female pharmacist, reaching 40 years old, has difficulties in getting into serious relationships, in which she is pressured by the rich and traditional family. At one point in her life, she falls in love with Woody Allen’s cinema, starting to see several times all of his films, lending DVDs to her friends and talking with a huge poster of the filmmaker who decorates the living room of her apartment (one of the few great ideas in the film is that these dialogues between the protagonist and Allen use phrases from his films).

One of the problems in the development of the film is the lack of charisma of the actress Alice Taglioni. It is difficult to be enchanted with Alice (the character), certainly one of the essential elements of a romantic comedy. His romantic partner is made by actor Patrick Bruel, a good actor to play those roles that arouse affection in the audience. Marine Delterme, Michel Aumont and Margaux Chatelier make the cast.

To general surprise, at a certain point in the film, Woody Allen himself participates in the film. I looked for why he would have agreed to appear in a film as simple as this. I did not find it. Anyway, it’s the best in the movie.

It is true that romantic comedies are much more aimed at entertaining and entertaining than provoking some deeper reflection. But the great titles of the genre (such as PRETTY WOMAN and NOTTING HILL) manage to do both.

PARIS, MANHATTAN – even in the first objective – is weak. Worse than that, it adopts a conservative bias, as in the scene where the protagonist’s married sister allows herself an erotic adventure.

It was a pity, but PARIS, MANHATTAN did not deliver what he promised.

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