O HOMEM QUE NÃO ESTAVA LÁ: Um Excelente Filme Noir dos Irmãos Coen

Os Irmãos Coen (Joel e Ethan) têm uma filmografia extraordinária com filmes reconhecidos em premiações, festivais, crítica e um público fiel.

Um dos melhores filmes deles, infelizmente é um dos menos conhecidos: O HOMEM QUE NÃO ESTAVA LÁ.

Narrado em tom de film noir, THE MAN WHO WASN’T THERE conta a história (passada na década de 40 na Califórnia) de um barbeiro (Billy Bob Thorton maravilhoso) planeja um golpe em que extorquiria dinheiro do chefe de sua esposa, sua amante nas horas vagas. Só que nada sai com o planejado.

O elenco extraordinário ainda tem Frances McDormand, Scarlett Johansson, James Gandolfini, Michael Badalucco, Toni Shalhoub e Katherine Borowitz.

Os irmãos Coen prestam uma homenagem aos filmes clássicos do gênero noir, o que é acentuado pela excepcional fotografia em preto e branco de Roger Deakins.

O crítico do THE NEW YORK TIMES, A.O.Scott, escreveu sobre o filme:

“Os Coen são rotineiramente elogiados, às vezes de maneira indireta, por sua inteligência, mas não recebem crédito suficiente por sua generosidade. “The Man Who Wasn’t There” é cheio de idiossincrasias deliciosas e pedaços surpreendentes de atuação. Os frequentadores regulares de Coen – Sr. Polito, Sra. McDormand e Michael Badalucco, que interpreta o cunhado de Ed, todos fazem um excelente trabalho transformando tipos de época em novas formas estranhas, e Sra. Johansson, Sr. Gandolfini e Richard Jenkins como o pai bêbado e enlutado de Birdy) são fantásticos. Mas o Sr. Thornton é a Estrela Polar – ou talvez o buraco negro – em torno do qual tudo gira. Às vezes, o filme parece uma colaboração entre o ator e Roger Deakins, o diretor de fotografia que filmou os últimos cinco filmes dos irmãos Coen. O domínio de Deakins das possibilidades focais e texturais do preto e branco lembra os antigos mestres de Hollywood como o prolífico James Wong Howe e como Gregg Toland, que filmou “Citizen Kane” e “Os melhores anos de nossas vidas”. “Ele é tão eclético quanto os próprios Coen. Em uma sequência de tirar o fôlego, uma reunião de família no interior do norte da Califórnia nos transporta da escuridão do film noir para o sol desbotado do neo-realismo italiano. Mas seu trabalho de câmera é especialmente adaptado às linhas do rosto de Thornton e aos rastros do pente em seu cabelo prateado. O resto do filme, com seu enredo saca-rolhas e reversões em chicote, pode desaparecer da memória de forma rápida e agradável, mas aquele rosto permanece enfaticamente lá.”

THE MAN WHO WASN’T THERE é mais um filmaço dos Irmãos Coen.

The Coen Brothers (Joel and Ethan) have an extraordinary filmography with films recognized at awards, festivals, critics and a loyal audience.

One of their best films, unfortunately, is one of the least known: THE MAN WHO WASN’T THERE.

Narrated in a film noir, THE MAN WHO WASN’T THERE tells the story (set in the 1940s in California) of a barber (wonderful Billy Bob Thorton) planning a scam in which he would extort money from his boss’s wife , your lover in your spare time. Only nothing goes as planned.

The extraordinary cast still has Frances McDormand, Scarlett Johansson, James Gandolfini, Michael Badalucco, Toni Shalhoub and Katherine Borowitz.

The Coen brothers pay homage to classic films of the noir genre, which is accentuated by Roger Deakins’ exceptional black and white photography.

THE NEW YORK TIMES critic A.O.Scott wrote about the film:

“The Coens are routinely praised, sometimes backhandedly, for their smarts, but they don’t get enough credit for their generosity. ”The Man Who Wasn’t There” is full of delightful idiosyncrasies and surprising bits of acting. The Coen regulars — Mr. Polito, Ms. McDormand and Michael Badalucco, who plays Ed’s gabby brother-in-law, all do terrific work twisting period types into odd new shapes, and Ms. Johansson, Mr. Gandolfini and Richard Jenkins (as Birdy’s grieving, drunken father) are all terrific. But Mr. Thornton is the Pole Star — or perhaps the black hole — around which everything else turns. At times the movie seems like a collaboration between the actor and Roger Deakins, the cinematographer who has shot the last five Coen brothers movies. Mr. Deakins’s mastery of the focal and textural possibilities of black-and-white recalls old Hollywood masters like the prolific James Wong Howe and like Gregg Toland, who shot ”Citizen Kane” and ”The Best Years of Our Lives.” He is as eclectic as the Coens themselves. In one breathtaking sequence a family reunion in the Northern California countryside transports us from the gloom of film noir into the bleached sunshine of Italian neo-realism. But his camera work is especially tailored to the lines of Mr. Thornton’s face and the comb tracks in his silvery hair. The rest of the movie, with its corkscrew plot and whiplash reversals, may fade quickly and pleasantly from memory, but that face remains emphatically there.”

THE MAN WHO WASN’T THERE is another shot by the Coen Brothers.

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