AMOR SUPREMO: Poesia de Dylan Thomas Ilustra Amizade Entre Duas Mulheres Incomuns

AMOR SUPREMO (EDGE OF LOVE), filme que o cineasta londrino John Maybury fez em 2008, tem o personagem do famoso poeta galês Dylan Thomas que tinha tudo para ser o personagem principal. Mas, embora a poesia de Thomas seja um elemento essencial da narrativa, normalmente sendo declamada em off enquanto se sucedem cenas belíssimamente fotografadas (as locações no País de Gales e parte da Inglaterra são incríveis), o relacionamento afetuoso e carinhoso que surge entre suas duas paixões (Vera e Caitlin) é a nota mais interessante deste drama de época passado no final da Segunda Guerra Mundial.

Acho que o carisma de Keira Knightley (Vera) e Sienna Miller (Caitlin) dá um baile na apatia de Matthew Rhys (Dylan) e principalmente Cillian Murphy (William). As duas roubam todas as cenas em que aparecem, sejam sozinhas, contracenando entre elas e com o naipe masculino do filme.

Embora o filme tenha 1h50min, sua narrativa é demasiado lenta, fazendo parecer que a duração seja muito mais longa.

Acho que EDGE OF LOVE marcou muito mais pelos seus aspectos formais (fotografia e trilha sonora) que pelo desenvolvimento de sua temática que, em todos os temas abordados, ficou superficial. No campo musical, merece muitos elogios a soundtrack do filme, de autoria do favorito de David Lynch, Angelo Badalamenti, em que se destacam quatro canções românticas com a própria Keira Knightley e outros nomes destacados, como Madeleine Peyroux e Siouxie Sioux.

Aborto, fidelidade conjugal e a violência da guerra e os traumas que deixa, eram ótimos temas, mas nenhum foi tratado de modo criativo e singular pelo filme de Maybury.

EDGE OF LOVE preferiu caminhos mais seguros. A poesia de Dylan Thomas e duas atrizes como as que o filme contava permitiriam ir muito além.

EDGE OF LOVE, a film that London filmmaker John Maybury made in 2008, has the character of the famous Welsh poet Dylan Thomas who had everything to be the main character. But, although Thomas’ poetry is an essential element of the narrative, usually being recited off-line while beautifully photographed scenes follow (the locations in Wales and part of England are incredible), the affectionate and caring relationship that arises between their two passions (Vera and Caitlin) is the most interesting note of this period drama at the end of World War II.

I think the charisma of Keira Knightley (Vera) and Sienna Miller (Caitlin) overturned easily to the apathy of Matthew Rhys (Dylan) and especially Cillian Murphy (William). The two female actresses steal all the scenes in which they appear, either alone, opposite each other and with the male suit of the film.

Although the film is 1h50min, its narrative is too slow, making it appear that the duration is much longer.

I think EDGE OF LOVE was much more marked by its formal aspects (photography and soundtrack) than by the development of its theme, which, in all the topics covered, became superficial. In the musical field, the film’s soundtrack, authored by David Lynch‘s favorite, Angelo Badalamenti, deserves much praise. Four romantic songs featuring Keira Knightley and other prominent names such as Madeleine Peyroux and Siouxie Sioux stand out.

Abortion, marital fidelity and the violence of war and the traumas it leaves behind, were great themes, but none were treated in a creative and unique way by the Maybury film.

EDGE OF LOVE preferred safer paths. The poetry of Dylan Thomas and two actresses like the ones in the film has would allow to go much further.

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