P-VALLEY: Série do STARZ Foca Strippers e Seus Dramas Pessoais

Foram tantos os elogios que li sobre a nova série do Canal STARZ, intitulada P-VALLEY que fui atrás. Vi os três primeiros episódios. A primeira coisa a ser dita é que o STARZ honra sua tradição de ir atrás de produções, temáticas e estéticas diferentes.

P-VALLEY mostra a história de strippers que ganham a vida dançando e se desnudando na boate PINK, na fictícia cidade do Delta do Mississipi. O drama gira em torno do universo feminino: maridos bêbados e abusivos, aborto, gravidez indesejada, tentativas de ascender na vida e paixões impossíveis.

A protagonista é a dançarina Mercedes (Brandee Evans) que vive discutindo com Uncle Clifford (Nicco Annan, impressionante) e ameaçando deixar a PINK para ir trabalhar num concorrente. Mercedes é a líder das mulheres que ganham a vida na PINK. A novata que chega a atriz Elarica Johnson, que adota o nome artístico de Autumn Night.

Todos os ambientes são extremamente pobres: a PINK, os apartamentos onde as meninas vivem, as lojas que frequentam, os lugares em que pagam suas contas e tentam conseguir algum dinheiro.

A criadora do show é a roteirista e produtora Katori Hall, uma nativa de Memphis que se destacou na Broadway com TINA: THE TINA TURNER MUSICAL . Katori foi aluna da Universidade de Columbia e na Harvard University e Juilliard School. Trata-se de uma entertainer de inequívoco talento que ainda vai ser muito reconhecida.

O crítico de TV do THE NEW YORK TIMES James Poniewozik escreveu sobre P-VALLEY:

“As maquinações do enredo ficam mais abaladas quanto mais “P-Valley” se afasta do clube. Ele estabelece um esquema de um desenvolvedor de cassino para comprar terras na área e afundar o Pynk. Nos quatro episódios exibidos para os críticos, a linha da história se inclina para maquinações dramáticas diurnas. (Uma trama secundária da política da igreja envolvendo a mãe exploradora e sagrada de Mercedes, interpretada por Harriett D. Foy, é intrigante, mas ocupa menos tempo na tela.) Talvez este arco maior vá se concretizar, ou talvez seja o tipo de história que uma nova série carrega por medo de que o drama do personagem por si só não seja suficiente para prender o público. “P-Valley” não deve se preocupar com isso. O show entende os sonhos e desafios de seus personagens cativantes da mesma forma que uma dançarina exótica conhece a física de seu próprio corpo. E quando ele sobe ao palco e entra na zona, ele voa positivamente.”

P-VALLEY merece ser olhada por sua criatividade e ousadia.

There was so much positive reviews that I read about the new series from the STARZ Channel, entitled P-VALLEY, that I went after it. I saw the first three episodes. The first thing to be said is that STARZ honors its tradition of pursuing different productions, themes and aesthetics.

P-VALLEY shows the story of strippers who make a living dancing and stripping at the PINK nightclub in the fictional Mississippi Delta city. The drama revolves around the female universe: drunk and abusive husbands, abortion, unwanted pregnancies, attempts to rise in life and impossible passions.

The protagonist is the Mercedes dancer (Brandee Evans) who has been arguing with Uncle Clifford (Nicco Annan, impressive) and threatening to leave PINK to go to work with a competitor. Mercedes is the leader of the women who make a living at PINK. The newcomer to actress Elarica Johnson, who adopts the stage name Autumn Night.

All environments are extremely poor: PINK, the apartments where the girls live, the stores they go to, the places where they pay their bills and try to get some money.

The show’s creator is writer and producer Katori Hall, a native of Memphis who stood out on Broadway with TINA: THE TINA TURNER MUSICAL. Katori was a student at Columbia University and Harvard University and Juilliard School. She is an entertainer of unmistakable talent who will still be highly recognized.

THE NEW YORK TIMES TV critic James Poniewozik wrote about P-VALLEY:

“The plot machinations get shakier the farther “P-Valley” gets from the club. It layers on a scheme by a casino developer to buy up land in the area and sink the Pynk. In the four episodes screened for critics, the story line veers toward daytime-drama machinations. (A church-politics subplot involving Mercedes’ exploitative, holy-roller mother, played by Harriett D. Foy, is intriguing but gets less screen time.)

Maybe this larger arc will pan out, or maybe it’s the sort of story that new series load themselves up with for fear that character drama alone isn’t enough to hold an audience. “P-Valley” shouldn’t worry about that. The show understands the dreams and challenges of its captivating characters the way an exotic dancer knows the physics of her own body. And when it takes the stage and gets in the zone, it positively flies.”

P-VALLEY deserves to be looked at for its creativity and boldness.

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