LOCKED DOWN: Um Filme com Atualidade Sufocante

A HBO MAX lançou o filme LOCKED DOWN, que o cineasta Doug Liman fez com o primeiro roteiro especificamente tendo como foco a pandemia, distanciamento social, trabalho remoto e lock down.

A excelente Anne Hathaway e o ótimo ator inglês Chiwetel Ejiofor vivem um casal londrino que recém tinha resolvido se separar quando as autoridades decretam o lock down da cidade em face da pandemia. Com isto, eles resolvem seguir morando na mesma casa, mas tendo vidas completamente separadas.

Evidentemente, o plano de não se falarem (ou ao menos falarem o mínimo essencial) não consegue se sustentar e aos poucos eles recomeçam a interagir, trocando palavras sobre compra de comida, cigarros, vizinhança e as mágoas que decretaram o fim de sua relação.

A extrema atualidade do filme é seu maior ativo. Por exemplo, a cena em que Linda (a personagem central) faz uma video conferência com cinco colegas de trabalho para lhes anunciar que todos foram demitidos é de uma crueza e violência temática sem igual. Coisas dos nossos tempos.

Achei que o filme, de 1h58min, tem diálogos demais. Os protagonistas fala sem parar, o que faz certo sentido nos tempos de ansiedade na pandemia. Há poucas cenas visualmente criativas.

O cineasta Doug Liman (NO LIMITE DO AMANHÃ e O JOGO DO PODER) tem habilidade suficiente para driblar as armadilhas do roteiro, fazendo um filme que sabe prender a atenção do espectador, pela evolução das revelações entre o casal e seus impactos na trama.

Gostei de ver LOCKED DOWN. É, acima de tudo, o primeiro filme da pandemia, sobre a pandemia e seus impactos sobre todos nós.

HBO MAX released the film LOCKED DOWN, which filmmaker Doug Liman made with the first script specifically focusing on the pandemic, social distance, remote work and lock down.

The excellent Anne Hathaway and the great English actor Chiwetel Ejiofor live in a London couple who had just decided to separate when the authorities decreed the city’s lock down in the face of the pandemic. With this, they decide to continue living in the same house, but having completely separate lives.

Evidently, the plan of not speaking (or at least speaking the minimum essential) cannot be sustained and little by little they start to interact again, exchanging words about buying food, cigarettes, neighborhood and the hurts that decreed the end of their relationship.

The extreme timeliness of the film is its greatest asset. For example, the scene in which Linda (the central character) has a video conference with five co-workers to announce that they have all been fired is of unparalleled rawness and violence. Things of our times.

I thought the 1h58min film has too many dialogues. The protagonists speak non-stop, which makes sense in times of anxiety in the pandemic. There are few visually creative scenes.

Filmmaker Doug Liman (EDGE OF TOMORROW and FAIR GAME) has enough skill to circumvent the traps of the script, making a film that knows how to hold the viewer’s attention, due to the evolution of the revelations between the couple and their impacts on plot.

I enjoyed watching LOCKED DOWN. It is, above all, the first pandemic film, about the pandemic itself and its impacts on all of us.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.