RAMBO: ATÉ O FIM – Ruim e Violento Demais

Eu tenho um amigo que certa vez, muito constrangido, durante um almoço de sexta-feira nos disse que seu filme favorito era RAMBO. Ante a incredulidade geral, ele passou a justificar a preferência, arrolando motivos que cada vez mais enfraqueciam a escolha. Eu disse a ele que embora escolher RAMBO como o melhor filme de todos os tempos fosse algo absurdo, eu considerava o primeiro filme da franquia um ótimo filme de ação, graças ao talento do cineasta Ted Kotcheff.

Quando RAMBO: ATÉ O FIM foi lançado no ano passado, não tive interesse em ver. Ontem, com tempo livre, fui olhar a derradeira aventura do ex-combatente Johnny Rambo. O filme é muito ruim, pior do que se poderia esperar.

A história deste RAMBO: LAST BLOOD, que o diretor Adrian Grunberg (normalmente um diretor de segunda unidade, ou seja aquele diretor que filma as cenas complementares do filme sem os artistas principais) fez é banal até a alma. Rambo está aposentado, vivendo sozinho em uma fazenda próxima da fronteira mexicana. Maria, a senhora que trabalha para ele (a atriz mexicana Adriana Barraza) tem uma jovem sobrinha que Rambo paga os estudos (Yvete Monreal). Quando ela sai de casa para ir à faculdade, é envolvida por uma gang de traficantes e exploradores de mulheres no lado mexicano da fronteira, viciada em heroína e prostituída.

Este fato detona uma vingança de Rambo contra os vilões. Grunberg acha que a vingança de Rambo será mais forte quanto mais violentas forem as cenas de mortes dos bandidos, o que obviamente é um grave equívoco.

O filme se torna um banho de sangue explícito, onde Rambo mata quase uma centena de vilões, das formas mais cruéis e gráficas possíveis.

Sylvester Stallone – que já teve seus momentos como astro de filmes de ação – marcou época como ROCKY. O primeiro filme da franquia ROCKY, dirigido por John G. Avildsen é muito bom. Hoje bem envelhecido, Stallone insiste em viver o mocinho, quando o certo seria estar interpretando o avô do protagonista.

Acho que este RAMBO 5, nem mesmo o diretor Grunberg tem uma opinião favorável como a de meu amigo sobre a origem distante (e bem narrada) do RAMBO original.

I have a friend who, very embarrassed, during a Friday lunch told us that his favorite film was RAMBO: FIRST BLOOD. In the face of general disbelief, he started to justify the preference, listing reasons that increasingly weakened the choice. I told him that while choosing RAMBO as the best movie of all time was absurd, I considered the first film in the franchise to be a great action film, thanks to the talent of filmmaker Ted Kotcheff.

When RAMBO: LAST BLOOD was released last year, I had no interest in seeing it. Yesterday, with free time, I went to look at the ultimate adventure of ex-combatant Johnny Rambo. The film is very bad, much worse than one might expect.

The story of this RAMBO: LAST BLOOD, which director Adrian Grunberg (usually a second unit director, that director who shoots the complementary scenes of the film without the main artists) is banal to the soul. Rambo is retired, living alone on a farm near the Mexican border. Maria, the lady who works for him (Mexican actress Adriana Barraza) has a young niece who Rambo pays for her studies (Yvete Monreal). When she leaves home to go to college, she is involved by a gang of drug dealers and women exploiters on the Mexican side of the border, addicted to heroin and prostituted.

This fact detonates Rambo’s revenge against the villains. Grunberg thinks that Rambo’s revenge will be stronger the more violent the scenes of the bandits’ deaths are, which is obviously a serious mistake.

The film becomes an explicit bloodbath, where Rambo kills almost a hundred villains, in the most cruel and graphic ways possible.

Sylvester Stallone – who already had his moments as an action movie star – marked a time as ROCKY. The first film in the ROCKY franchise, directed by John G. Avildsen is very good. Today well aged, Stallone insists on living the good guy, when it would be right to be playing the protagonist’s grandfather.

I think that this RAMBO 5, not even director Grunberg has a favorable opinion like that of my friend about the distant (and well-narrated) origin of RAMBO.

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