NUNCA ÀS VEZES RARAMENTE SEMPRE: Uma Jornada Dolorosa

NUNCA ÀS VEZES RARAMENTE SEMPRE (NEVER SOMETIMES RARELY ALWAYS), filme que a premiadíssima cineasta Eliza Hittman dirigiu em 2020 conta a história de uma menina de 17 anos que engravida de forma indesejada e se vê forçada a pedir a ajuda da prima para uma ida a Nova Iorque fazer um aborto.

O filme já tem 21 prêmios internacionais e 77 indicações, entre as quais um Prêmio do Júri em Berlim, dois NYFCC Awards e um prêmio de Melhor Atriz no Sundance, onde foi consagrado.

A jovem cantora e atriz Sidney Flanigan vive a protagonista Autumn que vai em frente em sua jornada dolorosa e emocionalmente cortante, não importa o obstáculo que surgir à sua frente. Seu único apoio é a prima, colega e amiga Skylar (ótima criação da também jovem Talya Rider que vem aí no WEST SIDE STORY de Steven Spielberg).

A diretora Hittman optou por um tom documental que faz com que o filme por vezes propositadamente tenha a aparência de uma reportagem, reforçando o incômodo que o espectador compatilha com Autumn e Skylar.

Gosto de dizer que um ótimo filme tem silêncios perfeitos. NEVER SOMETIMES RARELY ALWAYS tem muitas cenas de olhares, silêncios e expressões perdidas. Também nisto foi altamente competente.

Na entrevista que origina o título do filme se cria a dúvida sobre quem seria o pai da criança que Autumn carrega. O namoradinho idiota da cena do restaurante ou o padrastro abusivo com quem ela mal troca uma palavra.

Talvez pouco importe. A dor e a coragem de Autumn vão passar por cima de qualquer coisa. Mesmo que ela carregue um trauma dali para a frente.

Comenta-se que o filme pode aparecer na lista do Oscar. Seria muito positivo. Não somente o filme merece como o tema que corajosamente aborda tem que ser divulgado e discutido. Nossa Sociedade precisa ter a coragem de Autumn.

NEVER SOMETIMES RARELY ALWAYS, a film that the award-winning filmmaker Eliza Hittman directed in 2020 tells the story of a 17-year-old girl who becomes pregnant unwantedly and is forced to ask for help from her cousin to a trip to New York to have an abortion.

The film already has 21 international awards and 77 nominations, including a Jury Prize in Berlin, two NYFCC Awards and a Best Actress award at Sundance, where it was honored.

The young singer and actress Sidney Flanigan lives the protagonist Autumn who goes on her painful and emotionally cutting journey, no matter the obstacle that appears in front of her. Her only support is her cousin, colleague and friend Skylar (great creation by the also young Talya Rider who is coming on Steven Spielberg‘s WEST SIDE STORY).

Director Hittman opted for a documentary tone that makes the film sometimes purposefully look like a news report, reinforcing the discomfort that the viewer shares with Autumn and Skylar.

I like to say that a great film has perfect silences. NEVER SOMETIMES RARELY ALWAYS has many scenes of glances, silences and lost expressions. In this, too, it was highly competent.

In the interview that gives rise to the film’s title, doubt arises as to who the father of the child Autumn carries would be. The stupid boyfriend from the restaurant scene or the abusive stepfather with whom she barely speaks a word.

Maybe it doesn’t matter. Autumn’s pain and courage will override anything. Even if she carries trauma from there.

It is said that the film may appear on the Oscar list. It would be very positive. Not only does the film deserve it, but the theme it courageously addresses has to be publicized and discussed. Our Society must have Autumn’s courage to face it.

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