TRANSTORNO EXPLOSIVO: Filme Alemão Explora a Difícil Adaptação de uma Criança

Claro que fui ver TRANSTORNO EXPLOSIVO em face do protagonismo da atriz alemã Helena Zengel, que deu um show no ótimo RELATOS DO MUNDO, ao lado de Tom Hanks. Aqui outra vez a menina surpreende com uma interpretação complexa que sustenta o filme.

SYSTEMSPRENGER, dirigido pela cineasta Nora Fingscheidt, conta as tentativas de vários adultos em conseguir a adaptação de uma menina traumatizada pelo abandono em seus vários ambientes: a família adotiva (múltiplas de onde ela foge sem parar), a escola, os professores, a convivência com outras criança, animais e outros adultos. Quando é contrariada por qualquer forma, a pequena Bernardete “Bennie” Klaab se coloca a gritar a plenos pulmões, arremessar o que estiver ao seu alcance contra quem a contraria e terminando por fugir sem rumo.

Raras vezes se viu em tantos detalhes, o inferno que se torna a vida de quem carinhosamente tenta educar Bennie. O potencial agressivo da menina (que o filme focaliza em profundidade, inclusive em suas origens) é sem fim.

A inconformidade de Bennie com qualquer regra é outro aspecto que se insere no quadro geral. Ela é incapaz de cumprir horários, rotinas ou simples regras de convivência, como mostram inúmeras cenas, inclusive a brilhantemente lúdica cena final.

SYSTEMSPRENGER é um filme complexo, difícil e muitas vezes duro de se ver. Mas sua construção focalizando afetuosamente a pequena inadaptada criança o faz um filme tão contundente quanto importante de se ver.

Of course I went to see SYSTEMSPRENGER in view of the protagonism of the German actress Helena Zengel, who gave a show in the great NEWS OF THE WORLD, alongside Tom Hanks. Here again the girl surprises with a complex interpretation that supports the film.

SYSTEMSPRENGER, directed by filmmaker Nora Fingscheidt, tells the attempts of several adults to adapt a girl traumatized by abandonment in her various environments: the adoptive family (multiple from where she flees non-stop), the school, the teachers , living with other children, animals and other adults. When she is contradicted in any way, little Bernardete “Bennie” Klaab starts screaming at the top of her lungs, throwing whatever is within her reach against those who contradict her and ending up running away aimlessly.

Rarely has it been seen in so many details, the hell that becomes the life of those who lovingly try to educate Bennie. The girl’s aggressive potential (which the film focuses on in depth, including her origins) is endless.

Bennie’s non-compliance with any rule is another aspect that fits into the big picture. She is unable to comply with schedules, routines or simple rules of coexistence, as countless scenes show, including the brilliantly playful final scene.

SYSTEMSPRENGER is a complex film, difficult and often hard to see. But its construction, affectionately focusing on the small unsuitable child, makes it a film as blunt as it is important to see.

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