O JOVEM FRANKENSTEIN: O Filme Inesquecível de Dado Schneider

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É DADO SCHNEIDER.

Meu filme inesquecível é “O Jovem Frankenstein“, de Mel Brooks (1974).

Eu o assisti no ano seguinte, com 14 anos de idade.

E, neste tempo todo, até hoje, já o revi umas 16 vezes…

Simplesmente porque ele é mais do que uma paródia aos filmes de terror (com os quais nunca simpatizei). Ele é a síntese do humor.

Piadas muito rebuscadas são interessantes, mas só têm graça uma vez. Com piadas simplórias, acontece o mesmo.

Mas este filme tem aquele tipo de piada que SEMPRE que se escuta, morre-se de tanto rir. Inclusive, no próprio filme, por repetidas vezes, quando é mencionada a governanta (“Frau Blücher !”)… (estou rindo aqui, agora, escrevendo !…) … TODOS MORREM DE RIR. Sempre.

Nada escapa ao humor de Mel Brooks neste filme (atenção: ele é da década de 70), ou seja, nenhum grupo humano “escapa”.

Mas tudo é tão satírico que, mesmo hoje, revendo o filme, consegue-se relevar os exageros. Exemplo: a corcunda do assistente Igor, que troca de lado em suas costas.

Eu teria mais uma série de argumentos para ratificar a minha escolha, mas este é o melhor: em tempos tão bicudos como este que estamos passando, nada como uma sessão de boas e frequentes risadas para que nos ajudem a levar a vida.

“Frau Blücher !” (rindo muito, aqui.)

My unforgettable film is “Young Frankenstein“, by Mel Brooks (1974).

I watched it the following year, at the age of 14.

And, in all this time, until today, I have seen it 16 times …

Simply because it is more than a parody of horror films (with which I never sympathized). It is the synthesis of humor.

Very elaborate jokes are interesting, but they are funny only once. With simple jokes, the same thing happens.

But this movie has that kind of joke that you ALWAYS hear, you die of laughing. Even in the film itself, repeatedly, when the housekeeper is mentioned (“Frau Blücher!”) … (I’m laughing here, now, writing! …) … EVERYONE DIES LAUGHING. Ever.

Nothing escapes the mood of Mel Brooks in this film (note: it is from the 70s), that is, no human group “escapes”.

But everything is so satirical that, even today, reviewing the film, it is possible to reveal the exaggerations. Example: the hunchback of assistant Igor, who changes sides on his back.

I would have one more set of arguments to ratify my choice, but this is the best one: in times as poignant as this one that we are going through, nothing like a session of good and frequent laughs to help us get on with life.

“Frau Blücher!” (laughing a lot here.)

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