O ÚLTIMO MAGNATA: F. Scott Fitzgerald, um Autor Magnífico

O cinema tem uma paixão justificada sobre o processo criativo dos escritores. Criar uma história, um universo, personagens, diálogos é realmente fascinante.

O ÚLTIMO MAGNATA (THE LAST CALL – 2002), de Henry Bromell (um dos produtores de HOMELAND) é um telefilme que foca os últimos dias do escritor americano F. Scott Fitzgerald, morto aos 44 anos, em plena Hollywood.

Jeremy Irons, sempre um ator que merece respeito por seu talento diferenciado vive o atormentado Fitzgerald, isolado pelo alcoolismo, insone pelas lembranças da mulher Zelda (Sissy Spacek, ótima) e lutando para escrever um livro novo sobre a indústria do cinema, baseado na figura de Irving Thalbergh, que viria a ser O ÚLTIMO MAGNATA.

Fazendo uma digressão, nos anos 70, o diretor Elia Kazan levou O ÚLTIMO MAGNATA às telas. É um filme espetacular, com Robert de Niro vivendo um Monroe Stahr maravilhoso, Theresa Russell, Jack Nicholson, Jeanne Moreau, Ray Miland, Toni Curtis, Donald Pleasence, Dana Andrews, John Carradine e Ingrid Boulting. Um filmaço.

Com Fitzgerald trabalha uma jovem escritora iniciante, empregada por 35 dólares por semana, a bela e interessada Frances Krall, um trabalho ótimo da atriz Neve Campbell, certamente entre os melhores de sua carreira. Frances (ou Françoise como Fitzgerald insiste em provocar) nutre uma admiração ilimitada pelo seu ídolo e a visível decadência e processo auto destrutivo em que ele se encontra não são obstáculos para ela amar o que faz.

Natalie Radford faz o interesse amoroso do autor, a  intrigante e misteriosa Sheillah Graham enquanto Kathleen Munroe vive a filha Scottie.

Esbarrando visivelmente nas limitações orçamentárias e temáticas de um telefilme, THE LAST CALL se alimenta do fascínio de um personagem como Fitzgerald, encantado de conviver com o frescor, a juventude e a cultura de Frances. Por exemplo, são particularmente deliciosos os diálogos entre os dois citando trechos de poetas famosos, fazendo Dylan e Keats conversarem entre si.

Gostei bastante de THE LAST CALL. Um personagem real tão marcante e relevante como F. Scott Fitzgerald merece todos os filmes que se possa fazer sobre ele e sua incrível obra literária.

Cinema has a justified passion about the creative process of writers. Creating a story, a universe, characters, dialogues is really fascinating.

THE LAST CALL, by Henry Bromell (one of the producers of HOMELAND) is a telefilm that focuses on the last days of the American writer F. Scott Fitzgerald, dead at 44, in Hollywood.

Jeremy Irons, always an actor who deserves respect for his distinguished talent lives the tormented Fitzgerald, isolated by alcoholism, sleepless by the memories of the Zelda woman (Sissy Spacek, great) and struggling to write a new book about the film industry, based on the figure by Irving Thalbergh, who would become THE LAST TYCOON.

Making a tour, in the 70s, the director Elia Kazan took THE LAST TYCOONto the screens. It is a spectacular film, with Robert de Niro living a wonderful Monroe Stahr, Theresa Russell, Jack Nicholson, Jeanne Moreau, Ray Miland, Toni Curtis, Donald Pleasence, Dana Andrews, John Carradine and Ingrid Boulting. A film.

With Fitzgerald works a young beginner writer, employed for $ 35 a week, the beautiful and interested Frances Krall, a great job by actress Neve Campbell, certainly among the best of her career. Frances (or Francoise as Fitzgerald insists on provoking) has unlimited admiration for her idol and the visible decay and self-destructive process in which he finds himself are not obstacles for her to love what she does.

Natalie Radford makes the love interest of the author, the intriguing and mysterious Sheillah Graham while Kathleen Munroe plays daughter Scottie.

Coming up visibly with the budgetary and thematic limitations of a telefilm, THE LAST CALL feeds on the fascination of a character like Fitzgerald, delighted to live with the freshness, youth and culture of Frances. For example, the dialogues between the two citing excerpts from famous poets are particularly delicious, making Dylan and Keats talk to each other.

I really liked THE LAST CALL. A real character as striking and relevant as F. Scott Fitzgerald deserves all the films that can be made about him and his incredible literary work.

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