THE MOSQUITO COAST: Série da Apple TV+ Reexamina um Personagem Complexo do Passado

Em 1981, no auge do sucesso da Harrison Ford como Han Solo e Indiana Jones, estreou um filme chamado A COSTA DO MOSQUITO (THE MOSQUITO COAST), feito por uma equipe de muita gente talentosa: Harrison Ford, Helen Mirren, River Phoenix, roteiro de Paul Schraeder (a partir de um livro de Justin Theroux), direção de Peter Weir. Lembro que vi o filme na época e me decepcionei profundamente. Era um drama pesado sobre um homem brilhante incapaz de conviver em sociedade (decepcionado com as agressões políticas, alimentares, eletrônicas e econômicas) e foge com a família para um lugar paradisíaco na América do Sul.

Como o filme era muito mais um drama que uma aventura, simplesmente não entrei na proposta e registrei como um mau filme.

Agora a Apple TV+ está lançando uma série de sete episódios (três já estão disponíveis), produzida e estrelado por Justin Theroux (o autor da história original) fazendo uma nova leitura da história numa produção impressionante. É mais uma série original Apple+.

Além de Theroux, a atriz Melissa George, Logan Polish e Gabriel Bateman vivem a família Fox, em fuga da sociedade.

Vi os três primeiros capítulos. A história do inventor idealista casado com uma jovem americana de família rica (ele se recusa a aceitar qualquer coisa dos sogros) que vive a perambular pelos Estados Unidos com nomes falsos porque ele não consegue conviver com as modernidades (não aceita que os filhos adolescentes tenham telefone celular por exemplo), recicla combustível para sua velha camionete e ganha a vida com dificuldade pela pressão das autoridades e dos credores, me pareceu muito mais compreensível.

Embora o personagem central siga antipático, como no filme de Weir, 40 anos atrás, o que é uma barreira para o espectador embarcar na história, o drama da família e dos seus amigos eventuais ficou mais explícito e aprofundado em uma série, com mais tempo para aprofundar os personagens.

Claro que o ingresso de temas modernos tais como o preconceito contra imigrantes, a dependência da sociedade pelos meios eletrônicos, o consumismo desenfreado, o egoísmo exacerbado, ajudaram a tornar a trama mais atraente.

Gostei bastante dos três primeiros capítulos. Vamos ver onde vai dar. Estou até pensando em rever o filme de Peter Weir e dar nova chance à Harrison Ford.

In 1981, at the top of Harrison Ford‘s success as Han Solo and Indiana Jones, a film called THE MOSQUITO COAST premiered, made by a team of many talented people: Harrison Ford, Helen Mirren, River Phoenix, screenplay by Paul Schraeder (from a book by Justin Theroux), directed by Peter Weir. I remember I saw the film at the time and I was deeply disappointed. It was a heavy drama about a brilliant man unable to live in society (disappointed with political, food, electronic and economic aggressions) and flees with his family to a paradisiacal place in South America.

As the film was much more of a drama than an adventure, I simply did not enter the proposal and registered it as a bad film.

Now Apple TV + is launching a series of seven episodes (three of which are already available), produced and starring Justin Theroux (the author of the original story) doing a new reading of the story in an impressive production. It’s more of an original Apple + series.

Besides Theroux, actress Melissa George, Logan Polish and Gabriel Bateman are the Fox family, on the run from society.

I saw the first three chapters. The story of the idealistic inventor married to a young American woman from a wealthy family (he refuses to accept anything from his in-laws) who lives travelling around the United States under false names because he cannot live with modernities (he does not accept that his teenage children have cell phone for example, recycle fuel for his old pickup truck) and make a living from the pressure of authorities and creditors, it seemed much more understandable.

Although the central character remains unsympathetic, as in the film by Weir, 40 years ago, which is a barrier for the viewer to embark on the story, the drama of the family and their eventual friends became more explicit and deepened in a series, with more time to deepen the characters.

Of course, the introduction of modern themes such as prejudice against immigrants, dependence on society by electronic means, unbridled consumerism, exaggerated selfishness, helped to make the plot more attractive.

I really liked the first three chapters. Let’s see where it goes. I’m even thinking about reviewing Peter Weir’s movie and giving Harrison Ford another chance.

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