SKYFALL: O Melhor Filme de James Bond?

Por uma destas coisas de cinéfilo em isolamento social, ontem eu revi o filme OPERAÇÃO SKYFALL, um 007 de 2012, dirigido por Sam Mendes que não por acaso foi (e segue sendo) o único filme de James Bond com receita acima de um bilhão de dólares worlwide.

Apesar de ter 2h23min, SKYFALL passa como um raio. Não há espaço para tédio. Algumas receitas antigas da franquia 007 são usadas por Mendes para preencher a memória afetiva do fã do agente secreto.

Por exemplo, há M, Q e Moneypenny. Há um supervilão, Silva. Há carros espetaculares em perseguições alucinantes em locações exóticas, com a Turquia ou na moderna Londres. Há lindas Bondgirls que não hesitam em deixar os vestidos caírem diante do charme de James Bond. O tema musical de 007, clássica criação de Monty Norman segue aparecendo em momentos estratégicos. Há dry martinis “shaken not stirred”, pistolas Walter PPK, o carro Aston Martin e a tradicional frase de apresentação “Bond. James Bond.” Há um tema musical espetacular, cantado por uma estrela (Skyfall by Adele é um luxo só).

Mas como SKYFALL foi pensado como um rito de passagem de 007, há muita coisa nova. Moneypenny, por exemplo, é uma atriz negra (a ótima Naomie Harris). Q é um ator assumidamente LGBT, o também excelente Ben Wishaw. A tradicional abertura de 007 atirando contra o cano de um revólver é a última cena do filme. Bond aparece com barba por fazer e falha nos testes de proficiência de tiro e forma física.

Há muitas cenas sobre as figuras paternas (Albert Bond, o pai de James é mencionado pela primeira vez) e maternas (muito da inveja de Silva vem do carinho d M por Bond e não por ele).

Há provavelmente o melhor elenco de um filme da franquia. Além de Daniel Craig (candidato a melhor James Bond… depois de Sean Connery), Judi Dench, Javier Bardem (impressionate como Silva, uma espécie de Anton Chigur com fleugma britânica mas a mesma frieza para matar), Ralph Fiennes, Albert Finney (magnífico em seu último filme), os já citados Naomie Harris e Ben Wishaw, Berenice Marlohe, Rory Kinnear e Ola Rapace.

O recuo para a Escócia para se proteger dos ataques de Silva é tão emotivo (uma volta à infância) e afetivo quanto despido de lógica. James Bond vai para o confronto final com uma espingarda velha e armadilhas tipo McGiver.

Sam Mendes é um cineasta incrível. O sujeito – que dirigiu apenas 13 filmes – fez BELEZA AMERICANA, um clássico moderno. E o que dizer de 1917, mais do que um prodígio cinematográfico, uma autópsia da loucura da guerra.

Para mim – como fã confesso de 007 – fica muito difícil escolher o melhor filme de James Bond. Do período Sean Connery, acho DR. NO e GOLDFINGER espetaculares. De Roger Moore, LIVE AND LET DIE, sem dúvida. De Pierce Brosnan, O MUNDO NÃO É O BASTANTE. De Timothy Dalton, LICENCE TO KILL.

SKYFALL deverá ser o melhor filme de Daniel Craig como James Bond. Fácil, muito fácil. Não creio que o adiado NO TIME TO DIE chegue próximo.

Na minha opinião SKYFALL é muito candidato a ser o melhor filme de James Bond de todos os tempos. Revê-lo é um mergulho sensorial e afetivo no Universo de 007.

For one of these things of cinephile in social isolation, yesterday I reviewed the film SKYFALL, a 007 movie of 2012, directed by Sam Mendes that not by chance was (and still is) the only James Bond film with a revenue above one billion dollars, worlwide.

Despite having 2h23min, SKYFALL passes like a lightning bolt. There is no room for boredom. Some old recipes from the 007 franchise are used by Mendes to fill the affective memory of the secret agent’s fan.

For example, there are M, Q and Moneypenny. There is a supervillain, Silva. There are spectacular cars in mind-boggling pursuits in exotic locations, like Turkey or modern London. There are beautiful Bondgirls who do not hesitate to let the dresses fall due to the charm of James Bond. The musical theme of 007, classic creation by Monty Norman continues to appear at strategic moments. There are “shaken not stirred” dry martinis, Walter PPK pistols, the Aston Martin car and the traditional introductory phrase “Bond. James Bond.” There is a spectacular musical theme, sung by a star (Skyfall by Adele is a luxury).

But as SKYFALL was thought of as a 007 rite of passage, there is a lot of new stuff. Moneypenny, for example, is a black actress (the great Naomie Harris). Q is an openly LGBT actor, the also excellent Ben Wishaw. The traditional opening of 007 shooting at the barrel of a revolver is the last scene in the film. Bond appears unshaven and fails the shooting proficiency and fitness tests.

There are many scenes about the father figures (Albert Bond, James’ father is mentioned for the first time) and maternal figures (much of Silva’s envy comes from M’s affection for Bond and not for him).

There is probably the best cast in a film in the franchise. Besides Daniel Craig (candidate for best James Bond … after Sean Connery), Judi Dench, Javier Bardem (impressive like Silva, a kind of Anton Chigur with British accent but the same coldness to kill), Ralph Fiennes, Albert Finney (magnificent in his last film), the aforementioned Naomie Harris and Ben Wishaw, Berenice Marlohe, Rory Kinnear and Ola Rapace.

The retreat to Scotland to protect M and himself from Silva’s attacks is as emotional (a return to childhood) and affective as it is devoid of logic. James Bond goes to the final confrontation with an old shotgun and McGiver-type traps.

Sam Mendes is an incredible filmmaker. The guy – who directed only 13 films – made AMERICAN BEAUTY, a modern classic. And what about 1917, more than a cinematic prodigy, an autopsy of the madness of war.

For me – as an avowed fan of 007 – it is very difficult to choose the best James Bond film. From the Sean Connery period, I think DR. NO and GOLDFINGER, outstanding. From Roger Moore, LIVE AND LET DIE, without a doubt. From Pierce Brosnan, THE WORLD IS NOT ENOUGH. From Timothy Dalton, LICENCE TO KILL.

SKYFALL should be Daniel Craig‘s best film as James Bond. Easy, very easy. I don’t think the postponed NO TIME TO DIE comes close.

In my opinion SKYFALL is very much a candidate to be the best James Bond film of all time. Reviewing it is a sensory and affective plunge into the Universe of 007.

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