2001, UMA ODISSÉIA EXPLICADA

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É MEU AMIGO, O CINÉFILO ISAAC MENDA.

Assisti, pela primeira vez, 2001 – uma odisseia no espaço, em 1968 na cidade de São Paulo. Confesso que sai sem entender muitas coisas do filme. Havia na época uma explicação apresentada por um japonês que era contestada pelos especialistas em cinema. Durante todos esses anos revi várias vezes o filme tentando entender mais e sempre ficava uma lacuna.

Descobri na internet uma animação chamada: Kubrick – 2001 a odisseia no espaço explicada. Trata-se de um resumo da película com pequenas explicações sobre diversass imagens. Achei interessante e passo para os leitores do blog do Marco Antônio esses esclarecimentos.

O filme inicia na África pré-histórica. Numa fatídica noite, há quatro milhões de anos atrás, quando uma poderosa força penetra no nosso sistema solar próximo a Júpiter com destino a Terra.

Um monolito deliberadamente é colocado por um extraterrestre. Daí vem a primeira pergunta: Por que o monolito próximo a uma tribo de macacos adormecidos? Então surge a primeira parte do filme com o Alvorecer do Homem.

Kubrick não esclarece o que o monolito significa. Essencialmente representa um desafio para o espectador e para os macacos.

Época: 4 milhões – 2,9 milhões de anos atrás.

Características dos macacos com relação ao monolito: medo, curiosidade, coragem. Tais qualidades e não o monolito levaram o macaco a uma revolucionária invenção: a ferramenta, que no filme é representada por um fêmur de um esqueleto de macaco.

Passam-se milhões de anos e o homem conquista o espaço. Mesmo com todo o conhecimento ele ainda engatinha. O ser humano está atingindo o auge de sua evolução.

Espécie: homo sapiens.

Características: curiosidade, racional, científico.

Mas Kubrick sugere, sutilmente, que algo está errado. No espaço, o homem perde o controle de suas ferramentas. Cena de um lápis voando pela falta de gravidade. A aeromoça tentando caminhar também pela falta de gravidade, como se fosse uma criança aprendendo os primeiros passos. O homem se alimenta de papinha tal qual um nenê. Inclusive precisa aprender a “ir ao banheiro”.

Na sequencia Kubrick apresenta uma nova e esquisita personagem. As ferramentas estão tomando forma quase “humana” com uma nave redonda imitando o rosto de um homem. Ao se deparar com o monolito na Lua o homem não demonstra medo ou surpresa. A raça humana ainda tem muito a aprender.

O filme dá um salto e passa para a Missão Júpiter. Dezoito meses depois uma nova criatura habita no buraco negro do espaço.

Espécie: computador HAL 9000.

Funções: o cérebro e sistema nervoso central da nave Discovery.

Então para que serviriam os humanos na nave? Os humanos são vistos pelos olhos de HAL como entediados (jogando xadrez), jantares pré-aquecidos (papinha novamente) e tomando sol artificial. Nem mesmo um telefonema da Terra em seu aniversário o astronauta sai de seu marasmo.

Os humanos precisam estar “mortos” (hibernando) para conseguirem viajar. Os que estão acordados são apenas técnicos de manutenção no final de seus processos evolutivos.

A ferramenta (HAL), de última geração, não necessita mais desses macacos (homens). Então ele comete um erro. Prevê a falha total da antena da espaçonave.

O drama espacial de Kubrick está começando.

Numa cena estonteante com duração de seis minutos, mostra o astronauta com respiração ofegante ao sair da espaçonave, como se fosse um peixe fora d’água e, computadores não precisam respirar.

Porém, computadores cometem erros e quando a tripulação descobre a falha de HAL, decidem desliga-lo. Entretanto, o homem perdeu o controle de suas ferramentas e HAL pensa que está vivo e mata um dos astronautas e o resto dos que se encontram hibernando. Também decide impedir o retorno do outro astronauta à nave, deixando-o fora, sabendo que seria desligado caso o astronauta retornasse e isso seria fatal.

Game over?

Mas HAL calculou mal a coragem daqueles velhos macacos e o homem consegue retornar à nave e mata o computador com a mais simples ferramenta: uma chave de fenda.

E para isso que servem as ferramentas, HAL!

Com a destruição de HAL, o homem termina sua aliança evolutiva com a ferramenta e se encontra sozinho no espaço com a morte se aproximando.

Então Kubrick resolve o problema na parte quatro do filme: Além do Infinito.

O homem venceu a batalha contra suas ferramentas e sozinho de prepara para enfrentar o desconhecido. O homem viaja num mundo de cores e formas estranhas. Ele chega num Quarto (dormitório), imaginando que está numa Quinta Dimensão, representando o palco de Kubrick para o último ato de 2001.

Aqui, o homem precisa enfrentar um desafio final: sua própria morte. A última ceia do homem é a próxima cena. Cai o copo e quebra e o vinho ali continua

Recipiente, conteúdo, corpo, espírito.

Já sacou, homem?

Sua evolução dependeu tanto da sua tecnologia e no final tentou destruí-lo. Sem ferramentas e com o corpo perecendo num leito o que sobrou do homem?

A luz não morre. O homem está pronto para dar seu próximo passo na evolução. Seu corpo é deixado de lado e a criança estrela nasce.

TODAY’S CINEMARK GUEST IS MY FRIEND, ISAAC MENDA CINEPHILE.

I saw, for the first time, 2001 – A SPACE ODISSEY , in 1968 in the city of São Paulo. I confess that I leave the theater without understanding many things in the film. At that time, there was an explanation given by a Japanese man that was contested by film experts. During all these years I have repeatedly revised the film trying to understand more and there was always a gap.

I discovered on the internet an animation called: Kubrick – 2001 the odyssey in space explained . It is a summary of the film with short explanations of several images. I found these clarifications interesting and I pass on these clarifications to readers of Marco Antônio’s blog.

The film starts in prehistoric Africa. On a fateful night, four million years ago, when a powerful force penetrates our solar system near Jupiter bound for Earth.

A monolith is deliberately placed by an extraterrestrial. Hence the first question: Why the monolith next to a tribe of sleeping monkeys? Then comes the first part of the film with Dawn of Man .

Kubrick does not clarify what the monolith means. It essentially represents a challenge for the viewer and the monkeys.

Period: 4 million – 2.9 million years ago.

Characteristics of monkeys in relation to the monolith: fear, curiosity, courage. Such qualities and not the monolith led the monkey to a revolutionary invention: the tool, which in the film is represented by a femur of a monkey skeleton.

Millions of years pass and man conquers space. Even with all the knowledge he still crawls. The human being is reaching the peak of its evolution.

Species: homo sapiens.

Characteristics: curiosity, rational, scientific.

But Kubrick subtly suggests that something is wrong. In space, man loses control of his tools. Scene of a pencil flying by weightlessness. The stewardess trying to walk also due to weightlessness, as if she were a child learning the first steps. The man feeds himself with baby food like a baby. He even needs to learn how to “go to the bathroom”.

In the sequence Kubrick presents a new and weird character. The tools are taking on an almost “human” shape with a round spaceship imitating a man’s face. When faced with the monolith on the Moon, man does not show fear or surprise. The human race still has a lot to learn.

The film takes a leap and moves on to the Jupiter Mission. Eighteen months later a new creature inhabits the black hole in space.

Species: HAL 9000 computer.

Functions: the brain and central nervous system of the Discovery spacecraft.

So what are the humans on the ship for? Humans are seen by HAL’s eyes as bored (playing chess), preheated dinners (baby food again) and artificially sunbathing themselves. Not even a phone call from Earth on his birthday does the astronaut come out of his letargy.

Humans need to be “dead” (hibernating) to be able to travel. Those who are awake are just maintenance technicians at the end of their evolutionary processes.

The state-of-the-art tool (HAL) no longer needs these monkeys (men). So he makes a mistake. It foresees the total failure of the spacecraft’s antenna.

Kubrick’s space drama is beginning.

In a stunning six-minute scene, it shows the astronaut breathing hard as he exits the spacecraft, as if he were a fish out of water, and computers don’t need to breathe.

However, computers make mistakes and when the crew discovers the HAL fault, they decide to shut it down. However, the man has lost control of his tools and HAL thinks he is alive and kills one of the astronauts and the rest of them who are hibernating. He also decides to prevent the other astronaut from returning to the ship, leaving him out, knowing that he would be turned off if the astronaut returned and that would be fatal.

Game over?

But HAL miscalculated the courage of those old monkeys and the man manages to return to the ship and kills the computer with the simplest tool: a screwdriver.

That’s what the tools are for, HAL!

With the destruction of HAL, man ends his evolutionary alliance with the tool and finds himself alone in space with death approaching.

So Kubrick solves the problem in part four of the film: Beyond Infinity .

The man won the battle against his tools and alone prepared to face the unknown. Man travels in a world of strange colors and shapes. He arrives in a Bedroom (dormitory), imagining that he is in a Fifth Dimension, representing Kubrick’s stage for the last act of 2001.

Here, man must face a final challenge: his own death. The man’s last supper is the next scene. He drops the glass and breaks it and the wine continues there

Container, content, body, spirit.

Have you got it, man?

Your evolution of it depended so much on your technology and in the end tried to destroy it. Without tools and with the body perishing in a bed what is left of the man?

The light does not die. Man is ready to take his next step in evolution. His body is left aside and the star child is born.

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