CÉSAR DEVE MORRER: Os Irmãos Taviani São Geniais Outra Vez

Que Paolo e Vittorio Taviani formam uma dupla de irmãos que fazem filmes absolutamente diferenciados e geniais se sabia desde PAI PATRÃO. Mas tem A NOITE DE SÃO LOURENÇO, KAOS, BOM DIA BABILÔNIA, entre outros.

Dia destes meu amigo Eron Duarte Fagundes referiu IL PRATO, outro filme dos Taviani segundo ele maravilhoso. Fui atrás e me deparei no serviço de streaming MUBI com outra obra deles que eu não conhecia: CÉSAR DEVE MORRER.

Feito em 2012, o filme conta a história de uma montagem da peça JULIUS CESAR, de William Shakespeare, feita em uma prisão de segurança máxima de Roma, tendo como atores os presos daquela unidade.

Raras vezes vi um filme tão criativo. Desde o início, em que os presos se candidatam aos papeis principais da peça e suas fichas aparecem em letreiros na tela, a gente fica hipnotizado.

Dali em diante, o filme só melhora. A mescla do texto clássico de Shakespeare com os pensamentos dos detentos ao decorarem seus papeis e ensaiarem as cenas, ao que se somam algumas frases dos guardas da prisão é nada menos que genial.

Presos discorrendo sobre traição, morte e liberdade, com um texto de Shakespeare proporciona muitas cenas memoráveis.

Como diz um dos presos no final do filme:

“Depois que eu descobri a arte, esta cela se tornou verdadeiramente uma prisão.”

Coisa de dois gênios do cinema.

That Paolo and Vittorio Taviani form a duo of brothers who make absolutely unique and brilliant films has been known since PADRE PADRONE. But there is THE NIGHT OF SAN LORENZO, KAOS, GOOD MORNING BABYLON, among others.

This day, my friend Eron Duarte Fagundes mentioned IL PRATO, another Taviani film he said was wonderful. I went after it and came across another work of theirs on the MUBI streaming service that I didn’t know: CESAR MUST DIE.

Made in 2012, the film tells the story of a montage of the play JULIUS CESAR, by William Shakespeare, made in a maximum security prison in Rome, with the inmates of that unit as actors.

I have rarely seen such a creative film. From the beginning, when inmates apply for the main roles in the play and their cards appear in on-screen signs, we are hypnotized.

From then on, the movie only gets better. The blending of Shakespeare’s classic text with the thoughts of the inmates as they memorize their roles and rehearse the scenes, to which are added a few sentences by the prison guards is nothing short of genius.

Prisoners talking about betrayal, death and freedom, with a text by Shakespeare provides many memorable scenes.

As one of the inmates says at the end of the film:

“After I discovered art, this cell truly became a prison.”

Thing of two movie geniuses.

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