UM LUGAR SILENCIOSO PARTE II: Como Quase Sempre Menor que o Primeiro

Já faz décadas (acho que desde a franquia AEROPORTO). Hollywood descobriu que fazer sequências dos filmes de sucesso pode ser um atalho para o sucesso. A quantidade de filmes que retomam tramas e personagens é realmente impressionante.

Está estreando nos cinemas e no streaming da Paramount+ (nos EUA) a continuação do sucesso UM LUGAR SILENCIOSOS, de John Krasinsky. Krasinsky é um dos nomes da moda do cinema, desde o muito merecido sucesso da produção original da AMAZON, JACK RYAN.

Em A QUIET PLACE, ele fez um filme misto de ficção científica e terror (tem muitas cenas claramente inspiradas em ALIEN) onde uma pequena comunidade americana é subitamente invadida por seres vindos do espaço que matam as pessoas como se fossem moscas. Os monstros são horrorosos, um misto do citado ALIEN com os gafanhotos assassinos de STARSHIP TROOPERS, seguem a lógica do clássico A GUERRA DO MUNDOS (os aliens vêm para destruir e matar) e tem a originalidade de que os monstrengos são cegos, mas têm audição extremamente apurada.

Isto transforma o mundo no LUGAR SILENCIOSO do título. Os sobreviventes se obrigam a manter silencio absoluto, no máximo (e em raras situações) podendo sussurrar. Esta sacada do roteiro é o grande achado do primeiro filme, inclusive na ótima cena em que a protagonista Evelyn Abbott (Emily Blunt ótima) grávida toma um banho de banheira sob ameaça de um dos monstros.

O capítulo dois mostra – desde o início – a inteligência de Krasinsky. A pretexto de introduzir os monstros assassinos a narrativa volta ao DIA 1 (o dia da invasão) com o personagem Lee Abbott enfrentando os alienígenas.

Os adolescentes Regan Abbott (a menina Millicent Simmons excelente como uma deficiente auditiva que assume o protagonismo da luta contra os aliens) e Marcus Abbott (Noah Jupe) são os destaques deste segundo filme. A trama lhes deu um destaque muito maior na trama, o que funcionou muito bem.

Os atores (meio irregulares) Cyllian Murphy e Djimon Hounsou marcam presença no elenco.

O problema da Parte II, muito comum em sequencias, é a perda da novidade. Por mais que os roteiristas se esforcem, os espectadores já viram muitas das cenas, truques e sustos no primeiro filme. Sempre falo que a franquia ALIEN conseguiu um caminho raro porque cada aparição do monstro babão do espaço vem em um filme de gênero diferente, o que foi muito inteligente. Ou o sujeito vai caprichando em roteiros soberbos, como na saga de Michael Corleone (mesmo assim, acho o primeiro PODEROSO CHEFÃO o melhor de todos).

Como o final indica que os monstros espaciais surdos voltarão – dependendo das bilheterias – esta discussão ainda vai longe. De preferência em silêncio.

It’s been decades (I think since the AIRPORT franchise). Hollywood has found that sequels to hit movies can be a shortcut to success. The amount of films that retake plots and characters is really impressive.

The sequel to John Krasinsky‘s hit A QUIET PLACE is making its debut in theaters and streaming on Paramount+ (in the US). Krasinsky has been one of the names in movie fashion since the much-deserved success of AMAZON‘s original production JACK RYAN.

In A QUIET PLACE, he made a mix of science fiction and horror (there are many scenes clearly inspired by ALIEN) where a small American community is suddenly invaded by monsters from outer space that kill people like flies. The monsters are hideous, a mixture of the aforementioned ALIEN with the murderous locusts of STARSHIP TROOPERS, they follow the logic of the classic WAR OF WORLDS (aliens come to destroy and kill) and have the originality that monsters are blind, but have hearing extremely accurate.

This makes the world the A QUIET PLACE of the title. Survivors are obliged to maintain absolute silence, at the most (and in rare situations) by being able to whisper. This script catch is the great find of the first film, including the great scene in which the pregnant protagonist Evelyn Abbott (Emily Blunt great) takes a bath under threat of one of the monsters.

Chapter two shows – from the beginning – Krasinsky’s intelligence. Under the pretext of introducing the murderous monsters, the narrative goes back to DAY 1 (the day of the invasion) with the character Lee Abbott facing the aliens.

The teenagers Regan Abbott (Millicent Simmons excellent as a hearing impaired girl who takes the lead in the fight against the aliens) and Marcus Abbott (Noah Jupe) are the highlights of this second film. The plot gave them a much greater prominence in the plot, which worked really well.

Actors (somewhat irregular) Cyllian Murphy and Djimon Hounsou make their appearance in the cast.

The problem in Part II, very common in sequels, is the loss of novelty. As hard as the screenwriters try, viewers have already seen many of the scenes, tricks and scares in the first film. I always say that the ALIEN franchise has taken a rare path because every appearance of the salivating monster from space comes in a different genre movie, which was really smart. Or the guy goes to great lengths in superb scripts, as in the saga of Michael Corleone (even so, I think the first THE GODFATHER is the best of all).

As the ending indicates that the deaf space monsters will return – depending on the box office – this discussion still goes a long way. Preferably in silence

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