MAIS FORTE QUE A VINGANÇA: Um Clássico Western Cheio de Emoção

Em 1972, a dupla Robert Redford e Sidney Pollack, se uniram para levar às telas a adaptação de duas histórias emocionantes: “Mountain Man”, de Vardis Fisher e “Crow Killer”, de Raymind V. Thorpe. O resultado foi um filme magnífico, JEREMIAH JOHNSON, uma obra que virou cult.

Robert Redford é Jeremiah Johnson, um ex-oficial do exército americano no século XIX, resolve se isolar na fronteira, onde constrói uma casa e vai morar com uma indígena da tribo Crow. Mas uma tardia missão dele para o exército vai provocar uma reação dos índios Crow que acaba com sua paz e tranquilidade.

Visto hoje, quase 50 anos depois, JEREMIAH JOHNSON segue poderoso e contundente. O trabalho de Redford, dirigido magistralmente por Pollack é dos melhores de sua carreira. Como um personagem que passa boa parte do filme em absoluto silêncio e sozinho consegue ser tão expressivo.

Além da maravilhosa filmagem das montanhas nevadas da fronteira americana, o filme teve um elenco incrível. Will Geer, Delle Bolton, Josh Albee, Joaquim Martinez, Paul Benedict, Richard Angarola e Charles Tiner estão excelentes em seus papeis na história triste de JEREMIAH JOHNSON.

Eu costumo dizer que os filmes sobre vingança (especialmente os que viram uma vendetta de um vigilante à margem da lei) normalmente caem no mesmo clichê batido e ruim. Há exceções: VALENTE, com Jodie Foster é uma delas. Recentemente, vimos PROMISING YOUG WOMAN, outra criativa abordagem sobre o tema. JEREMIAH JOHNSON segue sendo o melhor de todos.

O filme ainda lembra o já clássico OS DUELISTAS, primeiro trabalho de Ridley Scott. A reiteração (quase) sem fim dos enfrentamentos entre os personagens traz uma angústia ao espectador que se torna um desafio para a trama resolver a contento.

MAIS FORTE QUE A VINGANÇA é um filme clássico e memorável. Cada visão dele revela uma obra ainda mais humana e comovente. Os grande filmes tem este dom.

In 1972, Robert Redford and Sidney Pollack teamed up to bring to the screen the adaptation of two thrilling stories: Vardis Fisher‘s “Mountain Man” and Raymond V. Thorpe‘s “Crow Killer“. The result was a magnificent film, JEREMIAH JOHNSON, a work that became cult.

Robert Redford is Jeremiah Johnson, a former American army officer in the 19th century, decides to isolate himself on the border, where he builds a house and moves in with an Indian from the Crow tribe. But one belated mission to the army will provoke a reaction from the Crow Indians that destroys his peace and tranquility.

Seen today, nearly 50 years later, JEREMIAH JOHNSON remains powerful and forceful. Redford’s work, masterfully directed by Pollack, is one of the best of his career. As a character who spends much of the film in absolute silence and alone manages to be so expressive?

Apart from the wonderful footage of the snowy mountains of the American border, the film had an amazing cast. Will Geer, Delle Bolton, Josh Albee, Joaquim Martinez, Paul Benedict, Richard Angarola, and Charles Tiner all excel in their roles in JEREMIAH JOHNSON’s sad story.

I tend to say that revenge movies (especially the ones that saw a vendetta by an outlaw vigilante) often fall into the same old, bad cliché. There are exceptions: THE BRAVE ONE, with Jodie Foster is one of them. We recently saw PROMISING YOUG WOMAN, another creative take on the topic. JEREMIAH JOHNSON remains the best of all.

The film is still reminiscent of the classic THE DUELISTS, Ridley Scott‘s first work. The (almost) endless reiteration of the confrontations between the characters brings an anguish to the viewer that becomes a challenge for the plot to resolve satisfactorily.

JEREMIAH JOHNSON is a classic and memorable film. Every vision of him reveals an even more human and moving work. Great movies have this gift.

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