CRY MACHO: O Cavaleiro Solitário Envelheceu

A HBO MAX já exibe o novo filme produzido pela MALPASO COMPANY e dirigido por Clint Eastwood, 91 anos de idade.

CRY MACHO pode ser, como tantos outros recentemente, o último filme de Eastwood. Ele segue sua cartilha de fazer filme sobre cavaleiros solitários. O da vez é Mike Milo, um ex-campeão de rodeio que perdeu a família em um acidente automobilístico e se isolou do mundo na bebida e nos remédios.

Quem lhe deu uma chance foi o empresário e fazendeiro rico Howard Polk (Dwight Yokan), que lhe dá um emprego no rancho para Milo exercer sua arte de lidar com animais, especialmente cavalos. Anos depois, é o próprio Polk que demite Milo, condenando-o a um exílio doloroso.

É por esta razão que Mike Milo não hesita quando o ex-chefe o contrata para atravessar a fronteira e resgatar seu filho adolescente Rafo (Eduardo Minett, ator mexicano jovem e promissor). O menino mora com a mãe Leta (Fernanda Urejola, atriz chilena) mas vive pelas ruas ganhando dinheiro em rinhas de galo com seu campeão Macho.

Clint Eastwood está muito velhinho, encovado e magro, o que retira dele e do personagem o vigor habituais em obras como OS IMPERDOÁVEIS e MENINA DE OURO, só para citar dois oscarizados trabalhos (dos 4 que ele tem). Milo dá somente um soco em todo o filme.

Em um momento reality maravilhoso, Milo diz a Rafo que esta coisa de “macho” foi supervalorizada e está superada.

É uma outra qualidade do cinema Eastwoodiano que segura muito bem CRY MACHO. A sensibilidade para o humano, o emocional e os valores. Milo, no melhor estilo dos cowboys de westerns clássicos, tem seu código de ética e vai vier por sua palavra e seus valores. Não importa o que apareça a sua frente.

Uma outra presença de destaque no filme é a personagem Marta (a atriz mexicana Natalia Traven), uma nota de extrema emotividade.

CRY MACHO é muito mais um drama sensível que qualquer outra coisa.

Tem, até mesmo, outra pérola do personagem de Clint, quando ela diz ao pupilo: “Não tenho cura para a velhice.”

Mesmo em um filme menos poderoso, ele continua genial.

HBO MAX is already showing the new film produced by MALPASO COMPANY and directed by Clint Eastwood, 91 years old.

CRY MACHO may be, like so many others recently, Eastwood’s last film. He follows his movie-making primer on Lone Rangers. This time  is Mike Milo, a former rodeo champ who lost his family in a car accident and cut himself off from the world on drink and medicine.

He was given a chance by wealthy businessman and farmer Howard Polk (Dwight Yokan), who gives him a job on the ranch so Milo can practice his art of handling animals, especially horses. Years later, it is Polk himself who fires Milo, condemning him to painful exile.

That’s why Mike Milo doesn’t hesitate when the former boss hires him to cross the border and rescue his teenage son Rafo (Eduardo Minett, promising young Mexican actor). The boy lives with his mother Leta (Fernanda Urejola, Chilean actress) but is always on the streets earning money in cockfights with his champion Macho.

Clint Eastwood is very old, sunken and thin, which takes away from him and the character the usual vigor in works like THE UNFORGIVEN and MILLION DOLLAR BABY, just to mention two masterpieces oscarized (of the 4 he has). Milo only punches once in the entire movie.

In a wonderful reality moment, Milo tells Rafo that this “male” thing has been overrated and is out of date.

It’s another quality of Eastwood cinema that holds CRY MACHO very well. Sensitivity to the human, emotional and values. Milo, in the best classic western cowboy style, has his code of ethics and will come by his word and his values. It doesn’t matter what appears in front of him.

A very emotional presence in the movie is the character of Marta (The Mexican actress Natalia Traven), excellent.

CRY MALE is more of a sensitive drama than anything else.

There’s even another gem of Clint’s character, when she tells her pupil: “I have no cure for old age.”

Even in a less powerful movie, he’s still brilliant

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