GRETA GARBO: A Esfinge Sueca

Hoje, 18 de setembro seria o aniversário de Greta Garbo. A atriz morreu em 15 de abril de 1990, aos 84 anos.

A atriz sueca se eternizou por papeis magníficos no cinema (NINOTCHA, MATA HARI, RAINHA CRISTINA, GRANDE HOTEL), pela frase mais triste da história (“Me deixem só.”) e pelo slogan de marketing que marcou a passagem do cinema mudo para o cinema falado (“Garbo Fala”).

Já contei aqui esta história sobre nossa relação emocional com Greta Garbo, mas acho que vale a pena repetir.

Nos idos da década de 80, quando estávamos dirigindo o Clube de Cinema de Porto Alegre, trouxemos a Porto Alegre um Ciclo de Cinema Sueco, onde a grande atração era o filme A LENDA DE GOSTA BERLING (GOSTA BERLINGS SAGA), de 1924, um filme mudo dirigido por Mauritz Stiler, estrelado pela então iniciante Greta Garbo.

Programamos o filme para a sessão nobre de sábado a noite no Museu de Comunicação Social Hipolito Jose da Costa, na Rua da Praia esquina Caldas Junior.

Na hora marcada, desabou um temporal fortíssimo. Ficamos sem qualquer espectador.

Quase na hora do filme iniciar, chega um taxi e, em meio a chuva forte, desce um senhor, com uma capa gabardine de gola alta, ao melhor estilo Humphrey Bogart, chapéu enterrado na cabeça e chegando a bilheteria, declara em tom solene: “Vim somente para ver Garbo falar.”

Tive de dizer a ele que o filme era mudo.

Today, September 18th, would be Greta Garbo‘s birthday. The actress died on April 15, 1990, aged 84.

The Swedish actress is eternalized by magnificent roles in cinema (NINOTCHA, MATA HARI, QUEEN CHRISTINE, GRAND HOTEL), by the saddest phrase in history (“Leave me alone.”) and by the marketing slogan that marked the passage of silent cinema to talk cinema (“Garbo Talks”).

I’ve already told you this story here about our emotional relationship with Greta Garbo, but I think it’s worth repeating.

Back in the 80’s, when we were directing the Porto Alegre Film Club, we brought to Porto Alegre a Swedish Film Cycle, where the main attraction was the film THE SAGA OF GHÖSTA BERLING, 1924, a silent film directed by Mauritz Stiler, starring then-rookie Greta Garbo.

We programmed the film for the prime session on Saturday night at the Hipolito Jose da Costa Social Communication Museum, on Rua da Praia, corner of Caldas Junior.

At the appointed time, a very strong storm broke. We are left without any spectators.

Almost when the movie starts, a taxi arrives and, in the midst of heavy rain, a man gets out, wearing a trench coat with a high collar, in the best Humphrey Bogart style, hat buried on his head and arriving at the box office, he declares in solemn tone: “I just came to see Garbo talk.”

I had to tell him the movie was silent.

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